Terça-feira, 21 de Agosto, 2018
Mundo

Universidades e Media suíços lançam Iniciativa para a Inovação

Um consórcio de instituições públicas e privadas da Suíça, reunindo editores, universidades e o Gabinete Federal de Comunicações (OFCOM), lançou a Iniciativa para a Inovação nos Media (IMI), precisamente para apoiar e estimular o surgimento de respostas novas aos grandes problemas da actualidade nos meios de comunicação. O projecto conta, à partida, com a EPFL (École Polytechnique Fédérale de Lausanne), a SRG SSR e o Ringier (dois grandes grupos mediáticos do país) e o Triangle Azur, que articula as Universidades de Genebra, Lausanne e Neuchâtel. Está aberto a agentes públicos ou privados, da Suíça ou de outros países, que desejem aderir e sejam activos no respectivo domínio.

A Suíça dispõe de um mercado muito denso de media impressos, audiovisuais e digitais, e de uma rede de Institutos Superiores de grande qualidade. Os membros fundadores da IMI pretendem criar um interface entre estes dois mundos para apoiar e desenvolver a inovação nos media

Os parceiros envolvidos criaram um fundo que terá a dotação anual de 650 mil francos suíços (cerca de 560 mil euros), para financiar projectos de investigação, fazendo apelo às competências dos estudantes e investigadores das universidades envolvidas. A recepção das candidaturas de projectos abre no Outono. 

Segundo a notícia que citamos, temas actuais como o das fake news, o jornalismo de dados, a personalização dos conteúdos, a inteligência artificial, a Internet das coisas, as experiências imersivas, mas também os novos modelos de negócio, a monetização ou ainda os aspectos culturais e sociais dos media, vão poder ser abordados. 

Mounir Krichane, engenheiro diplomado pela EPFL, membro de vários colectivos de inovação a nível suíço e europeu, dirige o Centre Média, braço operacional da Iniciativa.

 

Mais informação em Media-tics,  presseportal.ch  e EPFL

 

 

Connosco
A crise de identidade nos jornais de prestígio e a “anarquia digital” Ver galeria

As datas são recentes, mas a história que contam parece comprida, tem capítulos uns atrás dos outros. O efeito da revolução digital sobre o jornal impresso está sempre a ser revisto e avaliado, como nos filmes de ficção científica em que o herói vai ao passado para tentar “corrigir” a História.
“O marco da anarquia digital é 1996, ninguém previu o novo ciclo e ele se inicia para implantar o caos e desorganizar a segurança conservadora, principalmente dos grandes grupos de comunicação.”

A reflexão é do jornalista Luís Sérgio Santos, docente de Desenho Editorial na Universidade Federal do Ceará, e o seu texto multiplica termos como “ameaça”, “abismo”, “conflito”, “incerteza”. Mas trata-se apenas de uma abordagem à “crise de identidade dos jornais de prestígio”  - título que escolheu para este artigo, publicado no Observatório da Imprensa do Brasil.

O perigo de instrumentalizar a Rede para uma "guerra digital" Ver galeria

A relação entre os poderes instituídos e o novo poder das redes sociais passou por diversas fases. Houve um tempo em que alguns governos temeram a voz do povo na Internet, e fenómenos como as Primaveras Árabes, que derrubaram regimes instalados, levaram ao bloqueio destas plataformas. “Mas agora muitos governos descobriram que é mais útil intoxicar nas redes sociais do que proibi-las. E os trolls encarregam-se do resto.”

É esta a reflexão inicial do jornalista e empreendedor no meio digital Miguel Ossorio Vega, que faz uma síntese do ocorrido neste terreno nos últimos anos, chamando a atenção para o que considera serem os maiores perigos da ciberguerra em curso.

O Clube
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