Terça-feira, 21 de Agosto, 2018
Media

Ética do jornalismo lusófono será debatida em Coimbra

“Ética e deontologia do jornalismo no espaço lusófono  - Pactos globais pela qualidade da informação”  é o título abrangente do V Colóquio Internacional de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, a realizar no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra nos dias 13 e 14 do próximo mês de Novembro. Está aberta a chamada para comunicações (Call for Papers), tendo como datas principais o dia 10 de Setembro, como limite para aceitação de propostas de comunicação, e de 1 a 5 de Outubro para comunicação das decisões de arbitragem.
Os eixos temáticos deste congresso serão: A. - Novos pactos normativos para um jornalismo em transformação. B. - Profissão, modelos, experiências e reptos da governance do jornalismo. C. - A qualidade da informação na Cosmopolis global.

Segundo o texto de apresentação, que aqui citamos, as mutações contemporâneas do ecossistema mediático são “uma prática colectiva” e global, que coloca novos desafios éticos, políticos e societais. “Alguns autores consideram que, não obstante os debates suscitados, estamos ainda num campo relativamente virgem em termos de teorias éticas.”

 

“Do ponto de vista do jornalismo, enfrentamos o desafio de realizar um aggiornamento normativo, com implicações éticas, deontológicas, reguladoras e socioprofissionais evidentes. O desafio talvez já não seja o de apenas fazer os ajustamentos necessários, mas o de criar um novo pensamento, capaz de enfrentar os novos reptos comunicativos para a era da globalização, que se tornou uma parte da nossa realidade quotidiana.” 

“A chamada para comunicações para o V Colóquio Internacional de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, assume este desafio como uma reflexão teórica instigante, procurando perspectivá-lo a partir do campo da Lusofonia, que inclui realidades de África, da América, da Ásia, da Europa e da Oceania.” (...) 

A Comissão Organizadora é composta por Ana Teresa Peixinho, Carlos Camponez, João Miranda, Joaquim Fidalgo, Leonel Brites e Madalena Oliveira. 

A Comissão Científica inclui Carlos Camponez, Joaquim Fidalgo, João Figueira, Leonel Brites, Madalena Oliveira, Manuel Pinto, Paulo Martins, Rogério Christofoletti, Samuel Lima e Sandra Marinho.

 

Mais informação no site do Ceis20  e no ObjEthos – Observatório da Ética Jornalística do Brasil

Connosco
A crise de identidade nos jornais de prestígio e a “anarquia digital” Ver galeria

As datas são recentes, mas a história que contam parece comprida, tem capítulos uns atrás dos outros. O efeito da revolução digital sobre o jornal impresso está sempre a ser revisto e avaliado, como nos filmes de ficção científica em que o herói vai ao passado para tentar “corrigir” a História.
“O marco da anarquia digital é 1996, ninguém previu o novo ciclo e ele se inicia para implantar o caos e desorganizar a segurança conservadora, principalmente dos grandes grupos de comunicação.”

A reflexão é do jornalista Luís Sérgio Santos, docente de Desenho Editorial na Universidade Federal do Ceará, e o seu texto multiplica termos como “ameaça”, “abismo”, “conflito”, “incerteza”. Mas trata-se apenas de uma abordagem à “crise de identidade dos jornais de prestígio”  - título que escolheu para este artigo, publicado no Observatório da Imprensa do Brasil.

O perigo de instrumentalizar a Rede para uma "guerra digital" Ver galeria

A relação entre os poderes instituídos e o novo poder das redes sociais passou por diversas fases. Houve um tempo em que alguns governos temeram a voz do povo na Internet, e fenómenos como as Primaveras Árabes, que derrubaram regimes instalados, levaram ao bloqueio destas plataformas. “Mas agora muitos governos descobriram que é mais útil intoxicar nas redes sociais do que proibi-las. E os trolls encarregam-se do resto.”

É esta a reflexão inicial do jornalista e empreendedor no meio digital Miguel Ossorio Vega, que faz uma síntese do ocorrido neste terreno nos últimos anos, chamando a atenção para o que considera serem os maiores perigos da ciberguerra em curso.

O Clube
O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.   O Prémio foi atribuído, este ano,  à...

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