Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

O "segredo sujo" do Gmail que permite o acesso aos nossos "e-mails"...

A Google reconhece que tem permitido a terceiros, nomeadamente a criadores externos de software, lerem os e-mails particulares recebidos e enviados pelas pessoas que têm conta no Gmail, o que atinge cerca de 1,4 mil milhões de utilizadores em todo o mundo. Esta confirmação vem depois de um artigo publicado em The Wall Street Journal ter revelado o “segredo sujo”, recordando que, “há um ano, a Google garantiu que iria impedir que os seus computadores analisassem as caixas de entrada dos utilizadores do Gmail em busca de informações para personalizar publicidade”. Mas pelo menos duas empresas externas, a Edison Software e a eDataSource Inc, citadas pelo WSJ, admitem tê-lo feito, para desenvolverem o seu próprio software e algoritmos.

A Google alega que esta prática não vai contra as suas políticas, uma vez que são as pessoas a autorizarem esse acesso quando fazem a associação da sua conta ao prestador de serviços. 

Por seu lado, as empresas citadas “disseram que não pediram permissão específica aos utilizadores para ler as suas mensagens do Gmail, porque a prática era coberta pelos contratos”. 

Na opinião do executive manager da CyberSafe, Dinis Fernandes, esta questão “levanta toda uma série de potenciais problemas de segurança”. 

Conforme afirmou ao diário i, que aqui citamos, “a partir do momento em que há seres humanos com a possibilidade de lerem os e-mails de terceiros, isso abre as portas a eventuais abusos como, por exemplo, fazerem a redefinição de passwords de aplicações nas quais o mecanismo utilizado é enviar um e-mail com um link para redefinição de password; e depois utilizarem esse link para trocarem a password e passarem a ter acesso a essas aplicações.” (...) 

A Google argumenta que segue uma prática de verificação e avaliação das políticas de privacidade das aplicações que pretendam aceder às mensagens, mas Dinis Fernandes responde que, “por melhor que seja esse screening, parece claro que será impossível garantir a idoneidade de todas [as pessoas envolvidas] e que um dia não sejam cometidos abusos”. 

O seu conselho final contém uma advertência aos utentes: 

“É certo que há também alguma responsabilidade por parte dos utilizadores, pois são eles que partilham as suas credenciais de acesso ao Gmail com essas empresas terceiras; mas, por outro lado, falta ainda muita cultura de segurança por parte dos utilizadores, e, não estando explícito numa linguagem clara e simples que os e-mails poderão ser lidos por seres humanos, é fácil as pessoas não compreenderem as implicações.” (...)

 

Mais informação no DN

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Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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