Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

O "segredo sujo" do Gmail que permite o acesso aos nossos "e-mails"...

A Google reconhece que tem permitido a terceiros, nomeadamente a criadores externos de software, lerem os e-mails particulares recebidos e enviados pelas pessoas que têm conta no Gmail, o que atinge cerca de 1,4 mil milhões de utilizadores em todo o mundo. Esta confirmação vem depois de um artigo publicado em The Wall Street Journal ter revelado o “segredo sujo”, recordando que, “há um ano, a Google garantiu que iria impedir que os seus computadores analisassem as caixas de entrada dos utilizadores do Gmail em busca de informações para personalizar publicidade”. Mas pelo menos duas empresas externas, a Edison Software e a eDataSource Inc, citadas pelo WSJ, admitem tê-lo feito, para desenvolverem o seu próprio software e algoritmos.

A Google alega que esta prática não vai contra as suas políticas, uma vez que são as pessoas a autorizarem esse acesso quando fazem a associação da sua conta ao prestador de serviços. 

Por seu lado, as empresas citadas “disseram que não pediram permissão específica aos utilizadores para ler as suas mensagens do Gmail, porque a prática era coberta pelos contratos”. 

Na opinião do executive manager da CyberSafe, Dinis Fernandes, esta questão “levanta toda uma série de potenciais problemas de segurança”. 

Conforme afirmou ao diário i, que aqui citamos, “a partir do momento em que há seres humanos com a possibilidade de lerem os e-mails de terceiros, isso abre as portas a eventuais abusos como, por exemplo, fazerem a redefinição de passwords de aplicações nas quais o mecanismo utilizado é enviar um e-mail com um link para redefinição de password; e depois utilizarem esse link para trocarem a password e passarem a ter acesso a essas aplicações.” (...) 

A Google argumenta que segue uma prática de verificação e avaliação das políticas de privacidade das aplicações que pretendam aceder às mensagens, mas Dinis Fernandes responde que, “por melhor que seja esse screening, parece claro que será impossível garantir a idoneidade de todas [as pessoas envolvidas] e que um dia não sejam cometidos abusos”. 

O seu conselho final contém uma advertência aos utentes: 

“É certo que há também alguma responsabilidade por parte dos utilizadores, pois são eles que partilham as suas credenciais de acesso ao Gmail com essas empresas terceiras; mas, por outro lado, falta ainda muita cultura de segurança por parte dos utilizadores, e, não estando explícito numa linguagem clara e simples que os e-mails poderão ser lidos por seres humanos, é fácil as pessoas não compreenderem as implicações.” (...)

 

Mais informação no DN

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

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Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

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Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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