Quarta-feira, 19 de Setembro, 2018
O Clube

Prémios, Património Cultural e Jornalismo

O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.

 

O Prémio foi atribuído, este ano,  à historiadora inglesa Bettany Hughes, por um júri integrado por Maria Calado, em representação do CNC, e por João David Nunes, em nome do CPI, conforme se refere desenvolvidamente noutro espaço deste site.

 

Ao associar-se a este Prémio,  justa homenagem  à  memória de Helena Vaz da Silva -   jornalista , escritora, activista cultural e política -, e à sua notável contribuição para a divulgação do património cultural e dos ideais europeus, o CPI teve em vista, ainda, dar público testemunho da sua identificação com esses valores, que estiveram  na génese do projecto.

 

Pioneiro no lançamento de Prémios de Jornalismo em Portugal, o CPI  celebrou igualmente,  no ano passado, uma parceria com o Jornal A Tribuna de Macau no sentido de  lançar  um novo  Prémio consagrado à   Lusofonia, com incidência   em Macau.

 

São iniciativas em que este Clube se reconhece e que constituem, uma enorme mais-valia para uma instituição fundada em 1980 e que, desde então,  tem pugnado pela valorização do jornalismo e dos jornalistas, num tempo  tão  incerto  como  imprevisível.   

 

Connosco
Plataformas tecnológicas estão a sentar-se no coração do jornalismo Ver galeria

Na relação difícil que se tem desenvolvido, nestes últimos anos, entre as plataformas tecnológicas e os publishers dos media, a iniciativa foi sempre das primeiras e a intimidade nunca foi tanta como agora, com as plataformas “a tomarem mais decisões deliberadas que afectam o jornalismo e a colocação e distribuição das notícias”. Embora já haja editores a praticarem um “desacoplamento consciente” da sua dependência das plataformas, do lado destas vem um movimento muito claro de se envolverem cada vez mais no “apoio financeiro directo a determinados tipos de jornalismo”. Isto significa que plataformas “movidas pelo lucro” estão a “sentar-se desconfortavelmente no coração do jornalismo e das notícias”.

É esta a reflexão inicial de Emily Bell, directora do Tow Center for Digital Journalism  - que esteve em Lisboa, na cimeira da Global Editors Network -  no texto de apresentação de um relatório sobre o estado das relações entre publishers e plataformas.

Empresas de Media alimentam monstros que as fazem passar fome... Ver galeria

Tanto a Google como o Facebook têm estado a enviar dinheiro para apoio a projectos jornalísticos. Só nestes últimos três anos, as duas empresas juntas já destinaram mais de 500 milhões de dólares a vários programas ou parcerias com os media. Estas mega plataformas contam-se agora entre as maiores financiadoras do jornalismo. A ironia é que foi o desmantelamento da publicidade tradicional, em grande parte cometido por elas, que deixou as empresas jornalísticas neste sufoco de necessidade. O resultado é uma aliança disfuncional. Mesmo os que recebem estes apoios acham que as doações são “dinheiro culpado”, enquanto as gigantes tecnológicas procuram melhorar a imagem e conquistar amigos numa comunidade jornalística que  - sobretudo agora -  parece abertamente hostil.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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