Segunda-feira, 10 de Dezembro, 2018
Cartoon

"World Press Cartoon" no Centro Cultural das Caldas da Rainha

Uma artista italiana, Marilena Nardi, é a vencedora do Grande Prémio do World Press Cartoon 2018. A ilustração premiada representa uma tesoura em forma humana, que não tem palavras no espaço do “balão” que habitualmente as contém, na banda desenhada. Esta imagem foi capa, em Dezembro do ano passado, de uma publicação intitulada Illegal Times, da Catalunha. Os dois segundos prémios, nas categorias de Cartoon Editorial e Desenho de Humor, vão ambos para artistas brasileiros, Cau Gomez e Mello.

Esta foi a 13ª edição do World Press Cartoon, que se realiza nas Caldas da Rainha desde 2017, depois de não ter havido em 2016, por dificuldades financeiras.

Os prémios foram anunciados na noite de sábado, 2 de Junho, e entre os nove “cartoonistas” distinguidos encontram-se, além de Marilena Nardi e dos dois brasileiros mencionados, outros seis artistas, da Holanda, Bélgica, Noruega, Sérvia, Turquia e Índia. 

Os ‘cartoonistas’ escolheram como alvo principal os líderes mundiais de vários países, como Donald Trump, Vladimir Putin e Kim Jong-Un. 

Segundo o DN, que aqui citamos, “à edição de 2018 concorreram mais de 600 trabalhos e, destes, foram seleccionados 281, que vão ficar, até 28 de Junho, em exposição no Centro Cultural das Caldas da Rainha”. A entrada é livre. 

“Os premiados foram seleccionados por um júri internacional de ‘cartoonistas’ que reuniu nas Caldas da Rainha em Fevereiro e que integrou, para além do director do salão, o português António Antunes, Rayma Suprani, da Venezuela, Michael Kountouris, da Grécia, Robert Rousso, da França, e Saad Hajo, da Suécia.” 

“A grande novidade deste ano foi o facto de o WPC ter aberto a participação a ‘cartoonistas’ com desenhos na Internet, e isso vai aumentar o número de trabalhos concorrentes, o que ainda não se verificou este ano, porque abrimos o concurso tarde’, explicou à agência Lusa o cartoonista António Antunes, organizador do World Press Cartoon (WPC). 

Mais informação no DN e no site do World Press Cartoon, com descrição mais pormenorizada das obras premiadas.

Connosco
O fascínio pelas imagens de motins como nova cultura dos Media Ver galeria

Um pequeno video das manifestações em Paris, feito na manhã de 2 de Dezembro e colocado no Twitter, mostra umas dezenas de indivíduos de capuz, a correr na rua, com um fogo em segundo plano. Uma legenda diz que os desordeiros [casseurs, no original] põem a polícia em fuga. Três horas depois de ser publicada, a sequência já teve 45 mil visualizações. À tarde, o contador regista 145 mil e no dia seguinte o dobro, sem contar com a sua reprodução nos media. No YouTube, no Reddit e outros meios semelhantes, estes vídeos chegam facilmente aos milhões.

“Este fascínio pelas imagens de motins  - ou de revolta, segundo o ponto de vista -  é agora chamado riot porn  - designando o prazer (um pouco culpado) de ver ou partilhar um certo tipo de imagens, como o food porn, de pratos de comida, ou o sky porn para imagens do céu e de cenas de pôr-de-sol.”

A reflexão é de Emilie Tôn, em L’Express, num trabalho que aborda o voyeurisme da violência nas ruas, em que todos podemos ser protagonistas, mesmo que involuntários, espectadores ou realizadores de documentário, com um telemóvel na mão.

A “missão impossível” dos repórteres árabes de investigação Ver galeria

A auto-confiança com que actuaram os executores de Jamal Khashoggi tem várias razões, e uma delas tem a ver connosco, jornalistas. Quando chegou, finalmente, a admissão do crime, jornalistas por todo o mundo árabe vieram em defesa de Riade. “Eles não sabiam nada  - mas escreveram o que lhes foi dito que escrevessem. E de cada vez que mudava a versão oficial, eles mudavam a sua para se ajustar, sem embaraço ou hesitação.”

“E não estavam sozinhos. Os sauditas tinham uma segunda linha de defesa: um grupo menor, mas não menos influente, de jornalistas do Ocidente, que tinham passado mais de um ano a contar a história de uma Arábia Saudita reformista, acabada de retocar, de ventos de mudança soprando no deserto, com as suas visões e ambições comoventes louvadas por todo o mundo.”

A reflexão é da jornalista jordana Rana Sabbagh, que está à frente da Rede de Jornalismo de Investigação Árabe (membro da Global Investigative Journalism Network) e foi a primeira mulher árabe a dirigir um jornal político no Médio Oriente, o Jordan Times.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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Perante a bem conhecida e infelizmente bem real crise da comunicação social o Presidente da República questionou, há dias, se o Estado não tem a obrigação de intervir. Para Marcelo Rebelo de Sousa há uma "situação de emergência", que já constitui um problema democrático e de regime. A crise está longe de ser apenas portuguesa: é mundial. E tem sobretudo a ver com o facto de cada vez mais...
Há, na ideia de uma comunicação social estatizada ou ajudada pelo governo, uma contradição incontornável: como pode a imprensa depender da entidade que mais se queixa da imprensa? Uma parte da comunicação social portuguesa – televisão, rádio, imprensa escrita — é deficitária, está endividada e admite “problemas de tesouraria”. Mas acima desse, há outro problema, mais grave:...
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1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...