Terça-feira, 21 de Agosto, 2018
Media

Gulbenkian institui bolsas de jornalismo de investigação

A Fundação Calouste Gulbenkian vai atribuir Bolsas de Investigação Jornalística, no montante global de 150 mil euros, a distribuir por um máximo de dez jornalistas. As candidaturas abrem a 4 de Junho e encerram a 31 de Agosto de 2018. “A Gulbenkian tem vários compromissos com a sociedade, sendo um deles comtribuir para o debate sobre temas actuais, que assumem uma importância crescente. Um desses temas é o jornalismo e o seu futuro”  - afirma, em comunicado, a Presidente da Fundação, Isabel Mota.

Estas bolsas destinam-se a jornalistas com carteira profissional válida, de órgãos de comunicação social nacionais e regionais que apresentem trabalhos, em várias áreas, relacionados com Portugal e os portugueses. 

A selecção dos bolseiros será feita por um júri constituído por António Granado, Cândida Pinto, João Garcia, José Pedro Castanheira e Maria Flor Pedroso. Caberá ao júri, nomeado anualmente pela Fundação, apreciar os projectos de investigação jornalística, seleccionar as candidaturas e distribuir a verba disponibilizada, com base na adequação do CV de cada candidato, a relevância jornalística do projecto, a sua oportunidade, exequibilidade e a possibilidade de divulgação num órgão de comunicação social (seja em suporte escrito, audiovisual ou digital). 

A cerimónia de apresentação das Bolsas de Investigação Jornalística será na quinta-feira, 17 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian, pelas 14 horas. Francisco Pinto Balsemão e Paulo Portas vão juntar-se num primeiro painel para debater o tema “Democracia e Jornalismo”. 

A este painel seguir-se-á outro, em que os jornalistas Cristina Ferreira (Público), Miguel Carvalho (Visão) e Pedro Coelho (SIC) falarão dos “Desafios do Jornalismo de Investigação”.

 

Mais informação em Meios & Publicidade e no Jornal de Negócios

Connosco
O perigo instrumentalizar a Rede para uma "guerra digital" Ver galeria

A relação entre os poderes instituídos e o novo poder das redes sociais passou por diversas fases. Houve um tempo em que alguns governos temeram a voz do povo na Internet, e fenómenos como as Primaveras Árabes, que derrubaram regimes instalados, levaram ao bloqueio destas plataformas. “Mas agora muitos governos descobriram que é mais útil intoxicar nas redes sociais do que proibi-las. E os trolls encarregam-se do resto.”

É esta a reflexão inicial do jornalista e empreendedor no meio digital Miguel Ossorio Vega, que faz uma síntese do ocorrido neste terreno nos últimos anos, chamando a atenção para o que considera serem os maiores perigos da ciberguerra em curso.

Quando o jornalista tem de mudar de "chip" para fundar um meio digital Ver galeria

No novo ambiente criado pela revolução digital, encontrar um modelo de negócio sustentável para o jornalismo continua a ser uma questão em aberto  - que foi discutida, uma vez mais, numa vídeo-conferência promovida pela International Journalists’ Network. A jornalista brasileira Priscila Brito, fundadora do site Negócio de Jornalista, esteve presente e conta que, em dado momento, uma das participantes mencionou que “uma etapa importante para se obter sucesso nessa tarefa é mudar o chip”:

“Ou seja, é preciso parar de pensar exclusivamente como jornalista e incorporar a lógica dos negócios.”

"É um processo que pode gerar resistência enorme a quem vem programado com o chip de jornalista  -  afinal, aprendemos que editorial e comercial devem (ou deveriam) estar tão separados como devem (ou deveriam estar) Igreja e Estado."
O Clube
O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.   O Prémio foi atribuído, este ano,  à...

ver mais >
Opinião
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
É inegável a importância da tomada de posição conjunta de 350 jornais americanos que, respondendo a um apelo do The Boston Globe, assinaram  editoriais simultâneos, rejeitando a política de hostilidade desencadeada pelo presidente Trump contra os media. A data de 16 de Agosto ficará para a História da Imprensa  americana ao assumir esta iniciativa solidária e absolutamente inédita, que mobilizou grandes...
O optimismo de Centeno
Luís Queirós
"A economia da zona Euro cresce há 20 trimestres consecutivos", disse Mário Centeno no Grémio Literário, na palestra, proferida no passado dia 22 de Maio passado, integrada no ciclo que ali decorre subordinado ao tema  "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. O Ministro das Finanças de Portugal e presidente do...
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...