Quarta-feira, 19 de Setembro, 2018
Jantares-debate

Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Os que o conheceram nesse tempo recordam-no como um estudante aplicado, de trato fácil, mas não extrovertido. Fazia parte da associação de estudantes e interessava-se pelo desporto, jogando na equipa de râguebi.

Mário Centeno prossegue os seus estudos superiores, a partir de 1995, na Universidade de Harvard, nos EUA, onde obtém, primeiro, um mestrado em Economia, e depois o doutoramento na mesma especialidade.

De regresso a Portugal, foi economista no Banco de Portugal, de 2000 a 2004, e director-adjunto do Departamento de Estudos Económicos da mesma instituição, de 2004 a 2013.

Entre 2004 e 2013 foi ainda membro do Comité de Política Económica da Comissão Europeia. E entre 2007 e 2013 foi, em Portugal, Presidente do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas, do Conselho Superior de Estatística.

É Professor Catedrático do ISEG, onde iniciou a sua formação académica superior.

A 26 de Novembro de 2015 tomou posse como Ministro das Finanças do XXI Governo Constitucional, e a 4 de Dezembro de 2017 foi eleito Presidente do Eurogrupo, tendo a sua candidatura sido apoiada pela Espanha, França, Itália e Alemanha.

Ficou na história dos meios europeus, em Maio de 2017, o elogio que lhe foi feito por Wolfgang Schäuble, então Ministro das Finanças da Alemanha, quando lhe chamou o “Ronaldo do Ecofin”.


Connosco
Plataformas tecnológicas estão a sentar-se no coração do jornalismo Ver galeria

Na relação difícil que se tem desenvolvido, nestes últimos anos, entre as plataformas tecnológicas e os publishers dos media, a iniciativa foi sempre das primeiras e a intimidade nunca foi tanta como agora, com as plataformas “a tomarem mais decisões deliberadas que afectam o jornalismo e a colocação e distribuição das notícias”. Embora já haja editores a praticarem um “desacoplamento consciente” da sua dependência das plataformas, do lado destas vem um movimento muito claro de se envolverem cada vez mais no “apoio financeiro directo a determinados tipos de jornalismo”. Isto significa que plataformas “movidas pelo lucro” estão a “sentar-se desconfortavelmente no coração do jornalismo e das notícias”.

É esta a reflexão inicial de Emily Bell, directora do Tow Center for Digital Journalism  - que esteve em Lisboa, na cimeira da Global Editors Network -  no texto de apresentação de um relatório sobre o estado das relações entre publishers e plataformas.

Empresas de Media alimentam monstros que as fazem passar fome... Ver galeria

Tanto a Google como o Facebook têm estado a enviar dinheiro para apoio a projectos jornalísticos. Só nestes últimos três anos, as duas empresas juntas já destinaram mais de 500 milhões de dólares a vários programas ou parcerias com os media. Estas mega plataformas contam-se agora entre as maiores financiadoras do jornalismo. A ironia é que foi o desmantelamento da publicidade tradicional, em grande parte cometido por elas, que deixou as empresas jornalísticas neste sufoco de necessidade. O resultado é uma aliança disfuncional. Mesmo os que recebem estes apoios acham que as doações são “dinheiro culpado”, enquanto as gigantes tecnológicas procuram melhorar a imagem e conquistar amigos numa comunidade jornalística que  - sobretudo agora -  parece abertamente hostil.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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