Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

"Estação Imagem" premeia jovem fotojornalista

A fotojornalista Patrícia de Melo Moreira foi distinguida com o Prémio Estação Imagem 2018 Coimbra, por “Verão Negro”, uma série de imagens sobre os incêndios florestais do ano passado, no centro do País, que realizou para a Agência France-Presse. Patrícia Moreira, a primeira fotojornalista a vencer o prémio principal deste concurso  - que vai na sua nona edição -  exprimiu o desejo de que mais mulheres se revelem neste ramo do jornalismo mas manifestou, ao mesmo tempo, a sua revolta pelas situações de precariedade que afectam muitos profissionais  - incluindo o seu próprio caso.

O presidente do júri do Estação Imagem, Santiago Lyon  - que foi director de fotografia da agência Associated Press, disse que, “hoje em dia, o fotojornalismo está numa crise. Não acho que seja catastrófico, mas está em constante mudança e é difícil para os fotógrafos e fotojornalistas encontrar trabalho e, em muitos casos, o trabalho e o dinheiro vêm do sector comercial”. (...) 

Questionado pela Lusa  - que aqui citamos do Observador -  Santiago Lyon mostrou-se “impressionado com a qualidade do trabalho” dos fotógrafos portugueses que, em qualquer temática, apresentaram fotografias “de classe mundial”. No júri do concurso deste ano estiveram também os fotojornalistas Sara Naomi Lewkowicz, Marco Longari e Tanya Habjouqa. 

“A Fotografia do Ano foi atribuída ao galego Gabriel Tizon, com ‘O Frio dos Refugiados’, em que retrata um jovem refugiado na fronteira entre a Sérvia e a Croácia, tendo os fotojornalistas Nuno André Ferreira e Filipe Amorim recebido uma menção honrosa por ‘Incêndios’ (sobre os incêndios de Outubro, em Tondela) e ‘Bons Amigos’ (que capta um pontapé de um futebolista a um colega de equipa), respectivamente.”

“Os incêndios de 2017, que afectaram em particular a região Centro do País, estiveram presentes noutras categorias da edição deste ano do Estação Imagem, com a distinção para ‘Um País em Luto’, de Rui Duarte Silva, na categoria de Notícias, e com ‘Incêndios Florestais em Portugal’, de Mariline Alves, na categoria de Ambiente.” (...) 

A Estação Imagem destina-se a premiar reportagens de fotógrafos portugueses, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e da Galiza, ou feitas por estrangeiros nestes territórios. Coimbra é, pela primeira vez, a anfitriã deste festival de fotojornalismo, que, no passado, decorreu em Mora e em Viana do Castelo. 


Mais informação sobre os prémios atribuídos em outras categorias no Observador e no site de Estação Imagem

 

 

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
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