Sábado, 17 de Novembro, 2018
Tecnologias

Estudo da "Reuters" identifica projectos digitais asiáticos

Algumas das mais recentes inovações e investimento no jornalismo digital estão a passar-se em grandes empresas de países asiáticos, como a China e a Índia. Um estudo do Reuters Institute aponta que as plataformas tecnológicas desta área do mundo estão a desenvolver novas ideias a uma velocidade enorme e identifica três tendências principais: um jornalismo “robotizado”, com ampla utilização da “inteligência artificial” para recolha e distribuição de conteúdos, uma aposta decisiva nos dispositivos móveis e mais tráfego de mensagens e conversação nas redes sociais.

O referido relatório do Instituto Reuters decorre de um inquérito a 194 editores, directores executivos e directores de meios digitais, com o objectivo de identificar quais inovações que vão ter mais impacto no ecossistema mediático na Ásia. 

Uma percentagem muito elevada (72%) dos entrevistados planeia investir mais na “inteligência artificial”. O exemplo sugerido é o da plataforma chinesa Toutiao, com sede em Pequim, que alcança 120 milhões de utentes activos diários, 90% deles menores de 30 anos, e com um tempo médio de permanência diária de 74 minutos. 

Segundo a Media-tics, que aqui citamos, a Toutiao “agrega conteúdos provenientes de 800 mil fontes, 20 mil delas de media tradicionais”, para entregar de modo inteligente e personalizado à medida do interesse de cada utente. 

Por outro lado, 44% dos entrevistados considera que as assinaturas serão de grande importância para os meios digitais. A combinação entre dispositivos móveis e assinaturas será uma das chaves para a rentabilização do sector. 

“A Índia, que só em 2017 já reuniu 420 milhões de utentes de telemóveis, explora esta combinação noutro sector: a empresa BYJU, de Bangalore, oferece oferece aulas personalizadas para que os alunos possam melhorar os temas em que têm carências. Já tem 700 mil assinantes pagos sobre uma base de doze milhões de downloads, e é um modelo que se pode aplicar aos media.” 

Por último, a WeChat (uma espécie de WhatsApp da China) está a tornar-se a primeira fonte de notícias do país. “Esta aplicação do Tencent, um dos gigantes digitais mais em foco, já ultrapassa os 963 milhões de utentes activos mensais, sobretudo porque por meio dela se pode aceder a quase tudo, desde marcar consulta médica até comprar produtos.”

“E isto é uma porta aberta para os editores, que podem cobrar pelos artigos ou receber doações. O articulista He Caitou reconheceu em 2017 à Columbia Journalism Review que ganha mais de 600 dólares por cada artigo que partilha na WeChat. (...)

 

O artigo citado, em Media-tics, e a síntese do Reuters Institute

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
As redes sociais são, hoje, a principal fonte de informação, se não mesmo a única, para imensa gente. O combate às “fake news” tem que ser feito, não pela censura, mas pela consciencialização dos utilizadores da net. Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil graças à utilização maciça das redes sociais. A maioria dos jornais brasileiros de referência não o apoiou, o...
1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...
Há cerca de um ano, António Barreto  costumava assinar uma assertiva coluna de opinião no Diário de Noticias, entretanto desaparecida como outras, sem deixar rasto. Numa delas,  reconhecia ser “simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão” . E comentava, a propósito,  que  “a vulgaridade é sinal de verdade. A...
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