Quarta-feira, 18 de Julho, 2018
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Organização recupera “Histórias Proibidas” de jornalistas assassinados

Em Outubro de 2017, a jornalista Daphne Caruana Galizia, que investigava as ligações políticas perigosas da corrupção na ilha de Malta, foi morta num atentado à bomba. Hoje, uma equipa de 45 jornalistas, de 18 órgãos de comunicação de todo o mundo, está a trabalhar no Projecto Daphne, uma série de artigos que possam completar a sua investigação. Este projecto inscreve-se na missão de Forbidden Stories, cujo fundador, o realizador francês Laurent Richard, reafirmou em artigo recente em The Guardian: “Vocês mataram o mesageiro, mas não conseguirão matar a mensagem.”

Richard Laurent trabalhava numa porta ao lado do Charlie Hebdo e foi a primeira pessoa a entrar, logo a seguir ao atentado terrorista que vitimou doze jornalistas, em 2015. A experiência foi traumática, mas também o motivou no sentido de um comprometimento em relação ao trabalho dos jornalistas que são mortos. Com dois outros repórteres franceses, Jules Giraudat e Rémi Labed, lançou o projecto em Setembro de 2017. 

Segundo o texto da International Journalists’ Network, que aqui citamos, “a missão de Forbidden Stories vai em três direcções: chamar a atenção para os trabalhos de jornalistas que são presos ou mortos, por meio de pequenos vídeos; proteger os documentos e as fontes de jornalistas de investigação que estão a trabalhar em temas delicados: e produzir investigações próprias, colaborativas, de longa duração  - a primeira das quais é este Projecto Daphne”. 

Já existem, no site de Forbidden Stories, três pequenos vídeos sobre o trabalho de jornalistas mexicanos mortos em 2017.

Jornalistas que tenham motivo para recearem pela sua segurança, ou estejam preocupados quanto à capacidade de completarem a sua investigação, têm modos de enviar as suas mensagens e material para a Forbidden Stories, usando circuitos encriptados. 

Os trabalhos do Projecto Daphne já estão a ser publicados em Le Monde, The Times of Malta, The Guardian e outros jornais.

“Estou muito impressionado pelo empenhamento e a qualidade do trabalho de todos os parceiros envolvidos” – afirma Laurent Richard. “Temos mesmo de acreditar neste modo de derrotar a censura.”  

 

 

O artigo citado, na International Journalists’ Network,  e mais informação no Observador  e em The Guardian.
O site de Forbidden Stories.

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As assinaturas pagas são a “tábua de salvação” dos jornais digitais, mas cobrar pelas notícias, neste terreno, é uma estratégia difícil de implementar. Muitos meios de comunicação hesitam em dar este passo, pelo receio de perderem leitores. No entanto, dezenas de outros tiveram êxito, seguindo estratégias diferentes e, também, com diversos graus de sucesso. A FIPP  - Federação Internacional da Imprensa Periódica -  editou recentemente o seu primeiro Global Digital Subscription Snapshot, que permite consultar a tabela com os principais meios online, comparar os seus números de assinantes e preços cobrados e, assim, obter ideias úteis para os que procuram chegar ao desejado equilíbrio financeiro sem terem de perder público.

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Portanto, uma espécie de “contrato social”, pelo lado do meio de comunicação e dos seus jornalistas, e uma espécie de “conversão pessoal”, pelo lado dos leitores. É esta a linha desenvolvida por um recente estudo do Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, nos EUA, aqui comentado em artigo publicado na 36ª edição de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

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