Segunda-feira, 21 de Maio, 2018
Prémio

Reportagens sobre assédio sexual dominam Prémios Pulitzer 2017

As duas jornalistas Jodi Kantor e Megan Twohey, do diário The New York Times, e o jornalista Ronan Farrow, da revista The New Yorker, receberam o Prémio Pulitzer na sua categoria mais prestigiada, a do “jornalismo de serviço público”, pela cobertura que fizeram das acusações de assédio e abuso sexual ao produtor Harvey Weinstein. Também The Washington Post foi distinguido na categoria de “jornalismo de investigação”, e o colunista John Archibald, do Alabama Media Group, na de “comentário”, por acusações semelhantes, envolvendo o ex-juiz Roy Moore. The New York Times e The Washington Post foram ainda premiados na categoria de “reportagem nacional” pela investigação sobre os eventuais contactos entre os dirigentes da campanha eleitoral de Donald Trump e representantes do Kremlin.

Como recorda o Jornal de Negócios, que aqui citamos, o primeiro artigo de The New York Times foi publicado a 5 de Outubro de 2017, e o da revista The New Yorker cinco dias depois. 

“Nos dois artigos, o magnata do cinema era descrito como um predador sexual, usando do seu poder e beneficiando da compreensão, senão da cumplicidade, de parte dos seus colaboradores. Estas revelações libertaram a palavra a antigas alegadas vítimas de Harvey Weinstein, que já são mais de 100 a ter acusado o produtor.” 

“No seguimento do escândalo sucederam-se várias denúncias em diferentes sectores de actividade, que fizeram cair dezenas de homens com poder no cinema, mas também na política, na televisão e na comunicação social.” (...) 

Quanto aos outros temas distinguidos pelos Prémios Pulitzer, o jornal californiano Press Democrat of Santa Rosa recebeu o galardão na categoria de “breaking news”, pela cobertura dos incêndios naquela região. 

Outros premiados foram o fotógrafo Ryan Kelly, com a foto que fez para The Daily Progress, em Charlottesville, do momento em que um carro atropelou várias pessoas que protestavam contra uma manifestação de supremacistas brancos. 

Uma série de reportagens sobre o impacto do consumo de heroína numa comunidade local permitiu ao Cincinnati Enquirer receber o Pulitzer da “reportagem local”. 

Por último, Andrew Sean Greer recebeu o prémio na categoria de “ficção”, Martyna Majok na de “drama”, Carolyn Fraser na de “biografia”, James Forman Jr na “não ficção”, Jack E. Davis na de “História” e Frank Bidart na “poesia”. O rapper Kendrick Lamar recebeu o prémio na categoria de “música”. 

Os prémios Pulitzer distinguem o melhor jornalismo dos EUA em jornais, revistas e sítios na Internet. Existem 14 categorias para reportagem, fotografia, crítica e comentário. Nas artes, os prémios são atribuídos em sete categorias, incluindo ficção, drama e música.

 

 

Mais informação no Jornal de Negócios, cuja imagem, da EPA/Lusa, aqui incluímos. Também a reportagem de The New York Times e da Columbia Journalism Review

Connosco
Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno Ver galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Livro de memórias de Pedro Rolo Duarte sem ser autobiografia Ver galeria

Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
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Fotojornalismo e Direitos de Autor
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