Segunda-feira, 21 de Maio, 2018
Media

"Le Monde" cresce e averba ganhos em contraciclo

O diário francês Le Monde divulga as suas contas de 2017 falando de um ano de crescimento e consolidação do grupo, e sublinhando um aumento de 5,6% na circulação paga, devido, sobretudo, a uma subida de 44% nas assinaturas digitais. Segundo o texto publicado, este progresso, “que se mantém a um ritmo elevado neste começo de ano, é tal que as assinaturas digitais são agora a primeira fonte de difusão de Le Monde, seguidas pelas assinaturas da edição impressa e, finalmente, pelas vendas por exemplar”. O crescimento “recompensa o importante investimento nos meios redactoriais”, tendo o número de jornalistas passado de 310 para 430, entre 2010 e 2017.

“As nossas publicações souberam tirar partido, em 2017, de um ano especialmente fértil em acontecimentos, a começar pela campanha presidencial. Conseguiram fazê-lo graças ao nosso investimento num jornalismo de alta qualidade e a uma estratégia digital agora bem firmada.” (...) 

O artigo que citamos, assinado pelo director de Le Monde, Jérôme Fenoglio, e pelo presidente do conselho de direcção, Louis Dreyfus, adianta que os magazines do grupo “mantiveram uma estrutura de difusão mais clássica, essencialmente suportada em papel e nomeadamente pelas assinaturas, mas mantendo uma rentabilidade que fortifica o conjunto, com grande difusão, tanto do M du Monde (274 mil exemplares), como de Télérama (523 mil), como do Courrier International (180 mil), que viu crescer a sua circulação em 2017 graças a um desenvolvimento importante das assinaturas digitais (+ 31%), que são agora superiores às vendas por exemplar”. 

“Finalmente, Le monde Diplomatique teve uma progressão de 3% nas vendas, também com uma subida notável da difusão digital (+ 24%).” (...) 

“Entre os projectos mais notáveis, citamos por exemplo os que se têm desenvolvido no digital: o Huffington Post (que é o 8º site francês de actualidade e o 6º nos dispositivos móveis), lançado há cinco anos, ou, desde há um ano e meio, a edição do Monde no Snapchat, que é seguida todos os dias por mais de 900 mil jovens.” (...) 

A concluir, o texto afirma que estes bons resultados “contrariam duas ideias feitas que circulam, sobre a situação da informação em França”: 

“A crise do jornal impresso [de la presse écrite, no original] não é uma fatalidade: a muito clara subida da circulação paga do Monde em França, ao longo de todo o ano passado, demonstra que o sucesso do digital, em vez de nos enfraquecer, proporciona variados meios para nos dirigirmos a novos leitores e convencer um número crescente deles a fazerem uma assinatura.” 

“A desconfiança entre os cidadãos e os jornalistas não é geral. Os leitores das publicações do grupo Le Monde são cada vez mais numerosos a confiarem na nossa informação, produzida de modo não partidário e independente por redacções protegidas de toda a pressão dos poderes políticos e económicos, pela nossa direcção [notre gouvernance], por dispositivos que se tornaram estatutários, por uma exigência quotidiana e uma história de mais de 62 anos.” 

O texto citado, na íntegra, em Le Monde

Connosco
Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno Ver galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Livro de memórias de Pedro Rolo Duarte sem ser autobiografia Ver galeria

Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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Agenda
24
Mai
24
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The GEN Summit 2018
19:00 @ Pátio da Galé, Lisboa
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04
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Fotojornalismo e Direitos de Autor
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