Quinta-feira, 13 de Dezembro, 2018
Media

Português,"homem-sombra" da Altice, retratado por "Le Monde"

A ausência de Armando Pereira na conferência de Imprensa de 20 de Março, na nova sede parisiense do Grupo SFR  - de que é o director-geral delegado -  é notada pelo diário Le Monde, que lhe chama, em título, «o secreto número dois da Altice». Foram os outros cinco responsáveis que deram a cara pela explicação dos maus resultados do Grupo sentidos no final de 2017  - com a queda vertiginosa das acções da casa-mãe Altice. Mas «este autodidacta»  - diz ainda Le Monde -  «está hoje à frente da primeira fortuna de Portugal». Segundo Alain Weill, director-geral do sector de Media, «ele não gosta de se mostrar».

«Velho companheiro de estrada de Patrick Drahi, Armando Pereira, que não aparece nos documentos oficiais da empresa, seria detentor de 5% da Altice, segundo a Challenges. Desde que se conheceram num café do Drugstore Publicis, nos Campos Elíseos, em 1991, os dois homens selaram os respectivos destinos. Armando Pereira tornou-se o subcontratante de Patrick Drahi, que iniciava a sua aventura no terreno do cabo. Em 2002, entrou para a Altice. ‘Patrick Drahi disse-me um dia que via Armando como irmão de sangue’  - recorda um antigo colaborador.» (…) 

Ainda segundo Le Monde, Patrick Drahi ocupa-se das finanças e do marketing e Armando Pereira dirige a técnica e os custos.

A história da sua ascensão recente é contada noutra reportagem de Le Monde, aquando da referida crise financeira em Novembro de 2017, de que aqui também fizémos eco. Já nessa altura lhe chamava «homem da sombra» e, quanto à sua função na gestão de custos, usava a designação inglesa de cost-killer

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Redes sociais destronam jornais como fonte de informação nos EUA Ver galeria

A fronteira foi passada para o lado das redes sociais. Segundo os dados mais recentes do Pew Research Center, 20% dos leitores dos EUA procuram agora, “regularmente”, informação nas redes sociais, e só 16% nos jornais impressos. Os números estavam equilibrados em 2017 e, no ano anterior, os 20% continuavam do lado dos jornais em papel, com 18% nas redes sociais.

As causas são conhecidas. A Imprensa norte-americana não está de boa saúde, e o fecho sucessivo de diários e semanários locais, nos últimos anos, criou autênticos “desertos mediáticos” em vários territórios. Por seu lado, os grandes jornais reforçaram a sua componente digital, o que também se sente no estudo aqui citado: 33% dos leitores visitam regularmente esses sites, quando eram 28% em 2016.

A televisão continua, com quase metade do universo consultado (49%), a ocupar o primeiro lugar entre os meios de informação nos Estados Unidos. As estações locais são as mais procuradas (37%), à frente das redes por cabo (30%) e dos noticiários das grandes cadeias nacionais (25%).

Porque querem os milionários comprar jornais em vez de canais de TV Ver galeria

Por que motivo é que alguns milionários que fizeram as maiores fortunas do mundo se põem a comprar jornais e revistas à beira da falência e sem modelo de negócio rentável? Por que não compram antes canais de televisão, que têm melhor saúde financeira? A pergunta é do jornalista Miguel Ángel Ossorio Vega, que apresenta meia dúzia de exemplos recentes, com Jeff Bezos à cabeça: em 2013, o fundador e proprietário da Amazon pagou 190 milhões de dólares por The Washington Post, um jornal em papel.

A moda pegou e seguiram-se outros: Marc Benioff, fundador da Salesforce, comprou a revista Time; Craig Newmark, fundador da Craiglist, tem doado grandes somas a várias iniciativas na área do jornalismo, entre elas a ProPublica e o Poynter Institute, bem como à Escola de Jornalismo da Universidade de Nova Iorque; Patrick Soon-Shiong comprou Los Angeles Times.

O autor desta reflexão lembra que os meios tradicionais continuam a ser mais influentes do que os digitais, salvo honrosas excepções, e segue esta pista citando as três componentes da estratificação social, de Max Weber, que expõe as diferenças entre os conceitos de riqueza, prestígio e poder.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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