Sexta-feira, 22 de Fevereiro, 2019
Media

Nova ferramenta de apoio à leitura digital de notícias

Está a ser desenvolvida, por um grupo de jornalistas, investigadores e designers de ferramentas digitais, um novo modelo de “assistente pessoal” que se propõe “sacudir” o modo displicente, desatento e consumidor de tempo, como hoje muitos utentes da Internet lêem notícias, fazendo scroll nos seus dispositivos.
O objectivo declarado é o de chegar a uma “personalização dirigida por propósitos”, pondo a máquina “firmemente ao serviço do seu utilizador”, para que possa identificar no noticiário que recebe “quaisquer desequilíbrios ou parcialidades indesejadas”.

O produto  - ainda em fase de testes -  projectado pelo grupo NevaLabs será conduzido por uma aplicação, mas esta será “ensinada” a conhecer as preferências e hábitos que definem a identidade do utente. 

Entrevistado para o site da GEN - Global Editors Network, Mark Little, co-fundador da NevaLabs, recusa a comparação com a Netflix, afirmando antes ter-se inspirado mais na “crescente popularidade das aplicações de saúde, fitness e mindfulness, que proporcionam uma carga emocional positiva em torno do comportamento dirigido por propósitos”. (...) 

“Tanto como compreender os temas que os utentes desejam proactivamente buscar, a máquina deveria ajustar-se aos hábitos diários do utente; devia oferecer áudio, e não vídeo, se ele está a conduzir para o trabalho; quanto tempo vai passar nessa ligação? E de que modo é que o seu humor fica diferente na viagem de regresso a casa?” (...) 

“Temos ficado cada vez mais preocupados com a analogia de [que se trata de] uma Netflix ou Spotify para as notícias. Os dados sugerem que os utentes que procuram notícias  - especialmente os mais novos -  estão agora mais disponíveis para pagar por elas porque já se habituaram a pagar pela música e pelos filmes." (...)


"Mas as notícias não são música ou filmes. Não têm o mesmo tempo de vida. Ocupam um lugar muito diferente nas vidas dos indivíduos e da sociedade. As notícias não deviam ser desligadas da autoridade da sua fonte original. E as pessoas querem limites ao tempo que passam nas notícias, não um ‘enfardar’ infindável." (...)

 

Mais informação na Media-tics e na entrevista com Mark Little. A imagem é de um painel explicativo da NevaLabs, explicando a diferença com o modo actual de consumo.

Connosco
Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

Expressiva manifestação em Bratislava evocando jornalista morto Ver galeria
“Esperamos respostas tão breve quanto possível, porque ainda há muitas questões”  - afirmou.
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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