Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Estudo

Compromisso e lealdade dos leitores são a nova "métrica" dos Media

É um facto que a corrida pelas audiências, nos jornais online, levou a dar mais importância à quantidade do que à qualidade.
Os próprios anunciantes acabaram por compreender que tinham mais interesse em abordar um público “comprometido”, com gostos concretos, do que um número muito grande de utentes que até podem ser tráfego fictício. “Fica para trás o tempo em que o êxito de um jornal se media pela quantidade de tráfego que registava, e os utentes que visitavam o site eram autênticos desconhecidos.” É esta a reflexão inicial de um artigo em Media-tics, sobre as novas métricas que procuram identificar o nível de “compromisso” do leitor.  

O ponto a que se pretende chegar é o de uma relação mais próxima com os utentes, que permita uma aproximação ao seu nível de “lealdade”. As ferramentas tradicionais continuam a ter importância, mas agora, em vez de se concentrarem no número de visitas, nos clicks e nos likes, “os editores estão a fixar-se no tempo que o leitor gasta no site, bem como na frequência dessas visitas”.

 

O texto que citamos anuncia o painel online que se vai realizar a 18 de Abril, patrocinado pela Content Insights e colocando os jornalistas e editores interessados neste tema dos novos “indicadores de participação” em contacto com os consultores da MediaShift, WhereBy.Us e Dallas Morning News

O mesmo artigo refere várias ferramentas, como as usadas pela Vox Media, ou a Facebook Group Insights, que fazem análise web “para medir e aumentar a lealdade do leitor” ou chegar a “entender profundamente as necessidades, preferências e hábitos da sua audiência”, examinando o seu nível de “compromisso” post-by-post

Este tipo de insistência na captura da atenção e do tempo de presença do leitor acaba por ter efeitos, necessariamente, sobre os ritmos de trabalho dos jornalistas, como descreve o texto com o exemplo do jornal The New Tropic, de Miami. Foram oferecidas a dez membros da população local visitas guiadas ao Museu de Ciências, o que “permitiu aos repórteres darem-se conta de quais eram os interesses destas pessoas”. (...) 

Também os responsáveis pelo boletim local do WhereBy.Us medem o compromisso analisando o trabalho dos seus jornalistas. “Juntamente com as métricas tradicionais, como o tamanho da lista e a taxa de abertura, têm em conta a quantidade de respostas às chamadas e a assistência a eventos.”

 

 

Mais informação em Media-tics e sobre o painel online

Connosco
As “Histórias Proibidas” dos jornalistas assassinados voltam a ser lidas Ver galeria

Em Outubro de 2017, a jornalista Daphne Caruana Galizia, que investigava as ligações políticas perigosas da corrupção na ilha de Malta, foi morta num atentado à bomba. Hoje, uma equipa de 45 jornalistas, de 18 órgãos de comunicação de todo o mundo, está a trabalhar no Projecto Daphne, uma série de artigos que possam completar a sua investigação. Este projecto inscreve-se na missão de Forbidden Stories, cujo fundador, o realizador francês Laurent Richard, reafirmou em artigo recente em The Guardian: “Vocês mataram o mesageiro, mas não conseguirão matar a mensagem.”

Jornalismo de investigação é a melhor arma contra a propaganda Ver galeria

O combate à desinformação online tornou-se o tema incontornável de todos os encontros de jornalistas. Mas um dos painéis realizados na mais recente edição do Festival Internacional de Jornalismo, em Perugia, Itália, escutou intervenções que sugerem uma atitude menos confrontacional. A ideia é que resulta melhor investir num jornalismo de investigação no terreno, mesmo que tome mais tempo, do que tentar a batalha sempre perdida de aguentar o ritmo de produção das grandes máquinas de propaganda. Falaram neste sentido vozes experimentadas, de jornalistas como Galina Timchenko, russa, fundadora e directora do website Meduza, e Natalia Anteleva, georgiana, co-fundadora e editora de Coda Story.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Social Media Week New York 2018
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24
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Abr
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09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
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