null, 23 de Setembro, 2018
Media

Liberdade de Imprensa em recuo na Europa central e oriental

O assassínio do repórter Jan Kuciak, que investigava as ligações entre a corrupção e os dirigentes políticos da Eslováquia  - e que já deu origem a demissões no governo -  foi o primeiro ocorrido num país hoje membro da União Europeia, anteriormente incluído no espaço do antigo bloco comunista, desde o início da integração, em 2004. “Este precedente é um choque que abala toda a região, provocando cólera e indignação.”

Segundo Le Monde, que aqui citamos, “sucede no contexto de um recuo muito acentuado da liberdade de Imprensa, enquanto a Rússia continua a manter a sua influência nesta zona dependente dela a nível da energia”.

“É nítida, nestes últimos anos, a deterioração das condições em que os jornalistas têm de trabalhar”  - afirma Pauline Adès-Mével, a responsável pelo gabinete Europa-Balcãs da organização Repórteres sem Fronteiras. “Os eleitos estão cada vez mais inclinados a desenvolver um discurso hostil aos media, que tem consequências quando os repórteres se encontram no terreno.”

Outro problema por si referido é o da concentração dos grupos de Imprensa entre as mãos de um reduzido número de oligarcas, assunto sobre o qual a RSF se tem debruçado, com um relatório divulgado sobre a situação, não só em toda a Europa, mas em todo o mundo.

Num texto recente, sobre o crescimento do populismo na Europa, na revista L’Obs, o jornalista Pierre Haski interroga-se sobre a questão de saber se o populismo já tinha atingido o “pico” a partir do qual começaria a descer, reconhecendo que a resposta é “não”! 

Cita os números da Statista, de 2016, sobre o avanço das posições denominadas como “autoritárias populistas”, e recorda que o novo Presidente da República Checa, Milos Zeman, se considera o “Trump checo”...

 

Mais informação em Le Monde e na revista L’Obs

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções Ver galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
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