null, 20 de Maio, 2018
Fórum

Controlar os abusos “online” sem ferir a liberdade de expressão

A moderação de conteúdos falsos, abusivos ou ilegais, não é um problema exclusivo das plataformas que operam as grandes redes sociais  -  mas, à medida que elas cresceram, assim aumentou também a respectiva dimensão. É verdade que têm estado a tentar responder ao problema, mas as suas estratégias parecem inconsistentes e muitas vezes incompreensíveis às pessoas que servem. Para complicar as coisas, os utentes, as plataformas e os governos, todos têm “agendas” diferentes sobre o assunto.
Não é fácil encontrar consenso sobre o melhor modo de fazer moderação de conteúdos online, como ficou claro numa recente mesa redonda entre especialistas da tecnologia digital, jornalistas, juristas e académicos, realizada numa escola de Jornalismo da Califórnia e intitulada “Controlling the Conversation: The Ethics of Social Platforms and Content Moderation”.

As dificuldades começam, desde logo, pela enorme quantidade de material que circula nas redes. Como explicou Sarah Roberts, da Universidade de Los Angeles, muitos problemas “podiam ter sido evitados se as plataformas tivessem crescido de modo mais responsável e transparente”. A moderação de conteúdos complicados “devia ter sido inserida nos seus produtos, em vez de ser tratada como uma questão a ver depois”. 

Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter, pronunciou-se recentemente (numa série de tweets) sobre o desejo da sua empresa de “melhorar a saúde colectiva, abertura e civilidade da conversação pública” que a plataforma opera, e de assumir as suas responsabilidades públicas neste sentido. O artigo que citamos conta que não é a primeira vez que o Twitter procura “controlar os conteúdos abusivos, e os esforços anteriores tiveram resultados diversos”. 

Também Abhi Chaudhuri, da Google, declara o desejo de construir ferramentas para “conter o discurso de ódio e os conteúdos tóxicos”, mantendo a diversidade de opiniões e empatia entre as pessoas. 

Mas as plataformas são apenas uma parte da equação. Os intervenientes convidados para esta conferência propuseram diversos caminhos para que tanto os utentes como os editores e os governos possam contribuir para melhorar a qualidade da conversação online

Na Europa, vários governos estão a dar passos no sentido da regulação das plataformas  - e a própria Comissão Europeia se pronunciou recentemente sobre esta matéria, como aqui referimos. 

Mas a América, como disse com ironia Emily Bell, continua a funcionar na confiança de que “o mercado livre vai proteger uma pluralidade de vozes nos media e elevar o que é bom acima do que é mau”...    

Por último, é preciso ver em que condições trabalham os referidos moderadores de conteúdos. Alguns estão instalados em escritórios em Silicon Valley, mas muitos outros em espaços de call center na Índia ou nas Filipinas: 

“O seu trabalho tende a ser mal pago, de baixo estatuto e mentalmente exigente, enquanto os moderadores vêem o que há de pior na Internet. Como disse Anita Gupta, da revista The Atlantic, os operadores devem planear fluxos de material que tenham tudo isto em conta (para que as partes mais difíceis do trabalho sejam partilhadas) e providenciar recursos adequados de saúde mental para evitar o esgotamento.”

 

O artigo citado, na Columbia Journalism Review

Connosco
Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno Ver galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Livro de memórias de Pedro Rolo Duarte sem ser autobiografia Ver galeria

Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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Manuel Falcão
Pouca gente terá reparado que o Governo andou a fazer uma luta surda com a RTP até conseguir o que queria - ter uma palavra a dizer na composição do conselho de administração da empresa concessionária do serviço público de Rádio e Televisão. O caso deu-se graças a uma das maiores asneiras do ministro Poiares Maduro, no anterior governo, que foi a criação do Conselho Geral Independente...
Jornalistas assassinados na UE
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A 3 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A ideia de uma organização, patrocinada pela Unesco, para defender a liberdade de informação partiu de um grupo de jornalistas independentes em 1976.O encontro deste ano, no Ghana, dará especial atenção à independência do sistema judicial e à importância de assegurar que serão legalmente investigados e condenados crimes contra jornalistas. Foi,...
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Luís Queirós
No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
Agenda
24
Mai
24
Mai
Conferência Internacional Literacia de Media e Informação
09:00 @ Faculdade de Letras - Universidade de Coimbra
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The GEN Summit 2018
19:00 @ Pátio da Galé, Lisboa
01
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MEDIAMIXX 2018
09:00 @ Thessaloniki, Grécia
04
Jun
Fotojornalismo e Direitos de Autor
09:00 @ Cenjor, Lisboa