Realizou-se a 22 de Dezembro a Assembleia Geral do CPI – Clube Português de Imprensa, que aprovou o Relatório e Contas referente a 2014 e elegeu os Corpos Sociais para o próximo triénio.
A Mesa da Assembleia, presidida pela jornalista Graça Franco, congratulou-se com a trajectória positiva que o Clube tem vindo a seguir, designadamente com o lançamento deste site, a 17 de Novembro, um projecto antigo finalmente concretizado.
Este canal próprio veio reforçar a visibilidade do CPI, que tem contado com a divulgação regular online das suas iniciativas, através dos sites geridos pelo CNC - Centro Nacional de Cultura e do portal E-Cultura.
Foi realçada, ainda, a atribuição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a divulgação do Património Cultural, iniciativa do CNC em parceria com a Europa Nostra e o CPI, que coube no ano passado ao Nobel da Literatura, Orhan Pamuk, que se deslocou expressamente a Lisboa para receber o galardão e proferir uma conferência na cerimónia que o homenageou na Fundação Calouste Gulbenkian.
No Júri deste Prémio internacional, que muito nos prestigia, o Clube esteve representado por João David Nunes.
Outra iniciativa do Clube, que mereceu o apreço da Assembleia, foram os ciclos de jantares-debate, que se têm realizado em parceria com o CNC e o Grémio Literário, distinguindo-se pelo invulgar elenco de oradores convidados. No ciclo promovido durante 2014 participaram Alexandre Soares dos Santos, Eduardo Lourenço, Guilherme D ‘Oliveira Martins, Carlos Costa, João Lobo Antunes, Jorge Sampaio, D. Manuel Clemente, Artur Santos Silva e Cunha Rodrigues.
Este site está a recuperar, uma a uma, as palestras proferidas nos anteriores ciclos. Projecta-se, entretanto, a edição futura em livro dessas mesmas palestras.
Depois da Assembleia se ter congratulado com o equilíbrio das Contas do exercício, no último ponto da ordem de trabalhos foram eleitos, por unanimidade dos sócios presentes, os Corpos Sociais para o próximo triénio, assim compostos:
Assembleia Geral: Graça Franco (presidente), José Leite Pereira, José António Silva Pires, Maria Elisa Domingues, António Freitas Cruz. Conselho Director: Dinis de Abreu (presidente), João David Nunes, Carlos Barbosa, José Eduardo Moniz, Raquel Abecassis. Conselho Fiscal: Francisco Sarsfield Cabral (presidente), Francisco Azevedo e Silva e José Manuel Barroso.
A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.
Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.
Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.
Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.
Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.
No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.
Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.
Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.
Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.
Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.
Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.
Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.
A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.
Faz cinco anos que começámos este site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.
O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária.
Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.
O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.
Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.