Quarta-feira, 19 de Setembro, 2018
Media

Prémio internacional para fotojornalista do "Região de Leiria"

A fotografia de uma idosa a chorar, com um regador na mão, no meio de uma mata ainda fumegante, recebeu a medalha de prata na categoria de Breaking News do concurso promovido pela Society for News Design, dos Estados Unidos. A imagem foi obtida durante os incêndios de 2017, numa aldeia do concelho de Figueiró dos Vinhos, e publicada no jornal Região de Leiria.

Entre os premiados nesta edição do concurso encontram-se o jornal The New York Times, que venceu a medalha de ouro na categoria de Retrato; The Washington Post, que recebeu a de prata na mesma categoria; e ainda o Los Angeles Times, que venceu o ouro na categoria de Breaking News, o único à frente do jornal regional leiriense.  

Foi o próprio autor da imagem portuguesa, o fotojornalista Joaquim Dâmaso, quem apresentou a sua candidatura ao concurso da Society for News Design. Na fotografia figura apenas Maria do Rosário, de 84 anos, natural do concelho de Figueiró dos Vinhos, no noroeste do distrito de Leiria, sozinha no meio de uma mata ardida, a chorar, com um pequeno regador na mão. 

Segundo o Observador, que aqui citamos, Joaquim Dâmaso mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento internacional ao lado dos grandes jornais do mundo, sublinhando que a Imprensa regional de Leiria tem feito “escola” no aspecto gráfico. 

“Este ano, por razões infelizes, houve algo no nosso país a ser noticiado a nível mundial, pelo que o nosso trabalho ganhou outra dimensão”, disse ainda o fotojornalista. 

Para Joaquim Dâmaso, o prémio mostra também a relevância dos jornais regionais, apesar de se notar “cada vez menos” a diferença entre órgãos nacionais e regionais. Os jornais regionais “passam os mesmos problemas que passam os nacionais”, recorda o fotojornalista, sublinhando a importância destas publicações na realidade do país. 

Francisco Santos, director do Região de Leiria, manifestou-se “muito orgulhoso” pelo prémio e sublinhou a “enorme responsabilidade” que este acarreta para o jornal “fazer cada vez mais e melhor para os seus leitores”.

 

Mais informação no Observador

 

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Plataformas tecnológicas estão a sentar-se no coração do jornalismo Ver galeria

Na relação difícil que se tem desenvolvido, nestes últimos anos, entre as plataformas tecnológicas e os publishers dos media, a iniciativa foi sempre das primeiras e a intimidade nunca foi tanta como agora, com as plataformas “a tomarem mais decisões deliberadas que afectam o jornalismo e a colocação e distribuição das notícias”. Embora já haja editores a praticarem um “desacoplamento consciente” da sua dependência das plataformas, do lado destas vem um movimento muito claro de se envolverem cada vez mais no “apoio financeiro directo a determinados tipos de jornalismo”. Isto significa que plataformas “movidas pelo lucro” estão a “sentar-se desconfortavelmente no coração do jornalismo e das notícias”.

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Tanto a Google como o Facebook têm estado a enviar dinheiro para apoio a projectos jornalísticos. Só nestes últimos três anos, as duas empresas juntas já destinaram mais de 500 milhões de dólares a vários programas ou parcerias com os media. Estas mega plataformas contam-se agora entre as maiores financiadoras do jornalismo. A ironia é que foi o desmantelamento da publicidade tradicional, em grande parte cometido por elas, que deixou as empresas jornalísticas neste sufoco de necessidade. O resultado é uma aliança disfuncional. Mesmo os que recebem estes apoios acham que as doações são “dinheiro culpado”, enquanto as gigantes tecnológicas procuram melhorar a imagem e conquistar amigos numa comunidade jornalística que  - sobretudo agora -  parece abertamente hostil.

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