Quarta-feira, 16 de Janeiro, 2019
Media

Prémio internacional para fotojornalista do "Região de Leiria"

A fotografia de uma idosa a chorar, com um regador na mão, no meio de uma mata ainda fumegante, recebeu a medalha de prata na categoria de Breaking News do concurso promovido pela Society for News Design, dos Estados Unidos. A imagem foi obtida durante os incêndios de 2017, numa aldeia do concelho de Figueiró dos Vinhos, e publicada no jornal Região de Leiria.

Entre os premiados nesta edição do concurso encontram-se o jornal The New York Times, que venceu a medalha de ouro na categoria de Retrato; The Washington Post, que recebeu a de prata na mesma categoria; e ainda o Los Angeles Times, que venceu o ouro na categoria de Breaking News, o único à frente do jornal regional leiriense.  

Foi o próprio autor da imagem portuguesa, o fotojornalista Joaquim Dâmaso, quem apresentou a sua candidatura ao concurso da Society for News Design. Na fotografia figura apenas Maria do Rosário, de 84 anos, natural do concelho de Figueiró dos Vinhos, no noroeste do distrito de Leiria, sozinha no meio de uma mata ardida, a chorar, com um pequeno regador na mão. 

Segundo o Observador, que aqui citamos, Joaquim Dâmaso mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento internacional ao lado dos grandes jornais do mundo, sublinhando que a Imprensa regional de Leiria tem feito “escola” no aspecto gráfico. 

“Este ano, por razões infelizes, houve algo no nosso país a ser noticiado a nível mundial, pelo que o nosso trabalho ganhou outra dimensão”, disse ainda o fotojornalista. 

Para Joaquim Dâmaso, o prémio mostra também a relevância dos jornais regionais, apesar de se notar “cada vez menos” a diferença entre órgãos nacionais e regionais. Os jornais regionais “passam os mesmos problemas que passam os nacionais”, recorda o fotojornalista, sublinhando a importância destas publicações na realidade do país. 

Francisco Santos, director do Região de Leiria, manifestou-se “muito orgulhoso” pelo prémio e sublinhou a “enorme responsabilidade” que este acarreta para o jornal “fazer cada vez mais e melhor para os seus leitores”.

 

Mais informação no Observador

 

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Como os tablóides britânicos condicionaram debate sobre o Brexit Ver galeria

A Imprensa tablóide britânica tem uma longa tradição eurocéptica e eurofóbica, incluindo a promoção de várias “cruzadas” sobre “Euro-mitos” e o uso de títulos muitas vezes grosseiros. Jornais como The Daily Mail, o Sun ou The Daily Express, “foram muito activos a retratar o Reino Unido como vítima da conspiração ‘cosmopolítica’ de Bruxelas que, segundo alguns títulos, iria obrigar o Parlamento a banir as tradicionais cafeteiras ou lâmpadas eléctricas, ou obrigar as senhoras britânicas a devolverem antigos brinquedos sexuais, para se ajustarem às regras da UE”.

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“Fazer fact-checking a Donald Trump, por exemplo, é como ligar um detector de mentiras a um artista de stand-up comedy.”
E combater a desinformação pela Internet “é como disparar uma metralhadora contra um bando desordenado de pássaros.”

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O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

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