Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Media

Prémio internacional para fotojornalista do "Região de Leiria"

A fotografia de uma idosa a chorar, com um regador na mão, no meio de uma mata ainda fumegante, recebeu a medalha de prata na categoria de Breaking News do concurso promovido pela Society for News Design, dos Estados Unidos. A imagem foi obtida durante os incêndios de 2017, numa aldeia do concelho de Figueiró dos Vinhos, e publicada no jornal Região de Leiria.

Entre os premiados nesta edição do concurso encontram-se o jornal The New York Times, que venceu a medalha de ouro na categoria de Retrato; The Washington Post, que recebeu a de prata na mesma categoria; e ainda o Los Angeles Times, que venceu o ouro na categoria de Breaking News, o único à frente do jornal regional leiriense.  

Foi o próprio autor da imagem portuguesa, o fotojornalista Joaquim Dâmaso, quem apresentou a sua candidatura ao concurso da Society for News Design. Na fotografia figura apenas Maria do Rosário, de 84 anos, natural do concelho de Figueiró dos Vinhos, no noroeste do distrito de Leiria, sozinha no meio de uma mata ardida, a chorar, com um pequeno regador na mão. 

Segundo o Observador, que aqui citamos, Joaquim Dâmaso mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento internacional ao lado dos grandes jornais do mundo, sublinhando que a Imprensa regional de Leiria tem feito “escola” no aspecto gráfico. 

“Este ano, por razões infelizes, houve algo no nosso país a ser noticiado a nível mundial, pelo que o nosso trabalho ganhou outra dimensão”, disse ainda o fotojornalista. 

Para Joaquim Dâmaso, o prémio mostra também a relevância dos jornais regionais, apesar de se notar “cada vez menos” a diferença entre órgãos nacionais e regionais. Os jornais regionais “passam os mesmos problemas que passam os nacionais”, recorda o fotojornalista, sublinhando a importância destas publicações na realidade do país. 

Francisco Santos, director do Região de Leiria, manifestou-se “muito orgulhoso” pelo prémio e sublinhou a “enorme responsabilidade” que este acarreta para o jornal “fazer cada vez mais e melhor para os seus leitores”.

 

Mais informação no Observador

 

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Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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