Quinta-feira, 21 de Março, 2019
Media

Prémio internacional para fotojornalista do "Região de Leiria"

A fotografia de uma idosa a chorar, com um regador na mão, no meio de uma mata ainda fumegante, recebeu a medalha de prata na categoria de Breaking News do concurso promovido pela Society for News Design, dos Estados Unidos. A imagem foi obtida durante os incêndios de 2017, numa aldeia do concelho de Figueiró dos Vinhos, e publicada no jornal Região de Leiria.

Entre os premiados nesta edição do concurso encontram-se o jornal The New York Times, que venceu a medalha de ouro na categoria de Retrato; The Washington Post, que recebeu a de prata na mesma categoria; e ainda o Los Angeles Times, que venceu o ouro na categoria de Breaking News, o único à frente do jornal regional leiriense.  

Foi o próprio autor da imagem portuguesa, o fotojornalista Joaquim Dâmaso, quem apresentou a sua candidatura ao concurso da Society for News Design. Na fotografia figura apenas Maria do Rosário, de 84 anos, natural do concelho de Figueiró dos Vinhos, no noroeste do distrito de Leiria, sozinha no meio de uma mata ardida, a chorar, com um pequeno regador na mão. 

Segundo o Observador, que aqui citamos, Joaquim Dâmaso mostrou-se satisfeito pelo reconhecimento internacional ao lado dos grandes jornais do mundo, sublinhando que a Imprensa regional de Leiria tem feito “escola” no aspecto gráfico. 

“Este ano, por razões infelizes, houve algo no nosso país a ser noticiado a nível mundial, pelo que o nosso trabalho ganhou outra dimensão”, disse ainda o fotojornalista. 

Para Joaquim Dâmaso, o prémio mostra também a relevância dos jornais regionais, apesar de se notar “cada vez menos” a diferença entre órgãos nacionais e regionais. Os jornais regionais “passam os mesmos problemas que passam os nacionais”, recorda o fotojornalista, sublinhando a importância destas publicações na realidade do país. 

Francisco Santos, director do Região de Leiria, manifestou-se “muito orgulhoso” pelo prémio e sublinhou a “enorme responsabilidade” que este acarreta para o jornal “fazer cada vez mais e melhor para os seus leitores”.

 

Mais informação no Observador

 

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Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

Quando há leitores menos interessados na independência do jornal Ver galeria

Mais de 33 mil leitores do jornal espanhol eldiario.es  são assinantes, o que significa que pagam 60 euros por ano para ler os mesmos textos que são lidos de graça por oito milhões de pessoas por mês, sem pagarem um cêntimo.

“Supõe-se que o fazem por convicção, por apoio a um projecto digital que pertence exclusivamente a jornalistas, sem grandes empresas ou bancos entre os accionistas. Sem um grupo mediático por detrás.” (...) “Supõe-se que o fazem porque, graças a esse dinheiro, existe uma plataforma mediática independente que tem orgulho na sua independência e que aposta em conteúdos de qualidade.”

No entanto, quando eldiário.es publicou uma revelação embaraçosa para uma ministra do Governo do PSOE, houve quem suspendesse a assinatura, acusando o jornal de estar “a fazer o jogo da direita”.

O que remete para a pergunta que faz o título do artigo sobre uma entrevista que Ignacio Escolar, fundador e director do jornal referido, fez ao jornalista Iñaki Gabilondo: “E se os leitores não quiserem media livres?”

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Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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