null, 20 de Maio, 2018
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Faltam as regras para controlar a Informação sem regras...

Muito do que sabemos sobre o tiroteio no liceu da Florida chegou-nos pelas redes sociais. O Snapchat mostrava fotografias e vídeos com o ataque ainda em curso. Captados por telemóveis, circulavam pelos canais de televisão e pelos sites quase instantaneamente. Com cada novo episódio de crime com armas de fogo, nos EUA, volta o debate “sobre o papel desempenhado pelas redes e pelos media tradicionais na amplificação ou no controlo de narrativas que parecem alimentar um ciclo de violência em escalada”.

Logo a seguir aparecem treze russos arguidos pelo Departamento de Justiça por interferência nas eleições de 2016, por meio do Facebook e do seu distribuidor de imagens Instagram. Os dois episódios mostram que não temos regras consensualizadas, ou talvez sequer possíveis, “sobre o modo como pretendemos controlar a informação que modela a sociedade”. A reflexão é de Emily Bell, no diário britânico The Guardian.  

Numa recente conferência sobre a moderação de conteúdos pelas grandes plataformas, realizada na Universidade de Santa Clara, no Silicon Valley, Monika Bickert, do Facebook, explicou em pormenor o modo como trabalham os 7.500 moderadores da empresa. 

“Descrevendo o estabelecimento de regras no Facebook como ‘mini sessões legislativas’, Bickert não foi a única funcionária das empresas tecnológicas a assemelhar o que estas empresas estão a fazer como sendo estruturas de governação do discurso.”

E Emily Bell comenta:

“Mas o terreno em que estas plataformas  - e todos os editores de material noticioso -  vivem agora não tem as características de um território governável. Não é claro, de modo nenhum, que tenhamos na sociedade um consenso sobre que tipo de regras sobre os media pretendemos, ou se as podemos criar separadamente dos modelos comerciais que existem nas empresas de comunicação.” 

“As empresas tecnológicas estão a fazer crescer o número de moderadores de conteúdos ou membros das equipas de ‘confiança e segurança’, como são por vezes chamados (só a Google emprega dez mil), mas isto acontece apesar de não haver um acordo sobre que tipo de normas sociais queremos para este novo mundo da informação. O Snapchat decidiu que queremos ver crianças aterrorizadas, encolhendo-se nas salas de aula, tal como fizeram a CNN, a Fox e todos os outros sites noticiosos que usaram as mesmas imagens. Enquanto trolls, ou bots, enchiam as conversas online e imitavam repórteres cobrindo o evento, o Twitter dizia que ‘não queria ser o árbitro da verdade’, quando realmente o resto de nós gostaria que pelo menos tentasse, ou tivesse algum desejo de sê-lo.” (...) 

“Já não se trata apenas de um debate sobre imagens chocantes, momentos de morte e privacidade pessoal, mas também [de saber] se diferentes contextos exigem diferentes padrões. É uma questão de saber se as redacções têm agora de gastar mais tempo a explicar a estrutura falsa das histórias enquanto contam os factos à medida que acontecem. E é a questão de saber se as plataformas serão sequer capazes de fazer o que lhes foi pedido.” (...) 

O artigo citado, na íntegra, em The Guardian

Connosco
Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno Ver galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Livro de memórias de Pedro Rolo Duarte sem ser autobiografia Ver galeria

Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
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Manuel Falcão
Pouca gente terá reparado que o Governo andou a fazer uma luta surda com a RTP até conseguir o que queria - ter uma palavra a dizer na composição do conselho de administração da empresa concessionária do serviço público de Rádio e Televisão. O caso deu-se graças a uma das maiores asneiras do ministro Poiares Maduro, no anterior governo, que foi a criação do Conselho Geral Independente...
Jornalistas assassinados na UE
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A 3 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A ideia de uma organização, patrocinada pela Unesco, para defender a liberdade de informação partiu de um grupo de jornalistas independentes em 1976.O encontro deste ano, no Ghana, dará especial atenção à independência do sistema judicial e à importância de assegurar que serão legalmente investigados e condenados crimes contra jornalistas. Foi,...
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No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
Agenda
24
Mai
24
Mai
Conferência Internacional Literacia de Media e Informação
09:00 @ Faculdade de Letras - Universidade de Coimbra
30
Mai
The GEN Summit 2018
19:00 @ Pátio da Galé, Lisboa
01
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MEDIAMIXX 2018
09:00 @ Thessaloniki, Grécia
04
Jun
Fotojornalismo e Direitos de Autor
09:00 @ Cenjor, Lisboa