Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
Prémio

Divulgadas as fotos candidatas ao World Press Photo 2018

A organização da World Press Photo divulgou já as 47 imagens nomeadas para o concurso de 2018, cujos vencedores serão conhecidos a 12 de Abril em Amsterdão. Pela primeira vez, há seis nomeados para a foto do primeiro prémio e mais 41 imagens que podem ganhar uma menção honrosa em diversas categorias. Os temas mais abordados são as manifestações na Venezuela, a crise dos refugiados Rohingya, os ataques terroristas nos Estados Unidos e no Reino Unido, as ameaças à diversidade animal e várias tradições espalhadas pelo planeta.

Segundo o Observador, que aqui citamos, “para o júri, as imagens vencedoras têm de responder a três perguntas: o que nos conta a fotografia sobre o evento, qual é a força emocional que transmite e como é que se compara com as outras imagens, tanto do passado como actuais”. 

Mais de 4.500 fotógrafos de 22 países submeteram pouco mais de 77 mil imagens que acreditam ser a suprema fotografia jornalística tirada no último ano. 

O concurso de fotografia da World Press Photo, uma organização sem fins lucrativos que apoia os fotojornalistas de todo o mundo, é o mais prestigiado do jornalismo. 

Mais informação no Observador, que permite aceder às 47 fotos nomeadas

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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