null, 20 de Maio, 2018
Media

“The New York Times” em papel pode durar mais dez anos

A edição impressa de The New York Times vai continuar a sair... pelo menos durante os próximos dez anos. Esta frase podia ir para o cesto dos “prognósticos só no fim do jogo” mas, tendo sido pronunciada pelo presidente executivo do jornal, Mark Thompson, tem outro peso. Há mais do que uma leitura possível, e a pergunta que se segue é assim: isto é bom ou é mau? O prazo proposto é curto ou demasiado optimista? Temos instrumentos de medida para estas coisas?

As declarações de Mark Thompson são cuidadosas e avaliam os caminhos possíveis desta previsão pouco científica. Segundo Media-tics, que aqui citamos, “apesar de os números relativos ao quarto trimestre de 2017 mostrarem que o negócio do jornalismo impresso continua a diminuir, o jornal em papel continua a ser um produto importante para a empresa, se o seu responsável máximo se atreve a realizar este prognóstico a prazo tão distante numa indústria em que estão sempre a acontecer mudanças”. 

“Por outro lado, Thompson assegura que será a economia a decidir se a impressão continua a ter sentido como plataforma, pelo que está consciente de que tem uma data de caducidade.” 

“Vamos decidir isso simplesmente em termos económicos”  - foi o que disse na entrevista à CNBC. “Podemos chegar a um ponto em que a economia [do jornal impresso] já não faz sentido para nós.” 

Até agora, os responsáveis pelo NYT  “têm conseguido que a sobrevivência da empresa não dependa do produto impresso”, acrescenta o texto de Media-tics.  “Só no último trimestre de 2017 conseguiram atrair 157 mil novos assinantes digitais, que trouxeram à empresa mais 51% de receita do que a obtida no mesmo trimestre do ano anterior. Em todo o ano de 2017, o Times recolheu mais de mil milhões de dólares de receita pelo total de assinaturas, dos quais 600 milhões correspondem aos serviços digitais.” 

Thompson reconhece que a empresa recebe mais de cada assinante do jornal impresso do que do digital, mas também acha que “existe potencial mais amplo para fazer crescer a base dos assinantes digitais; de facto, estes já superam numericamente os do jornal em papel, e o seu crescimento é muito rápido”. 


Mais informação em Media-tics e na CNBC, de que reproduzimos também o vídeo da entrevista.
Informação anterior no nosso site.

Connosco
Conferência a 22 de Maio com ministro Mário Centeno Ver galeria

Mário Centeno, Ministro das Finanças e Presidente do Eurogrupo, é o nosso orador convidado para o jantar-debate do próximo dia 22 de Maio, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, sob o tema que tem presidido a esta série  - “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”.

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, em Dezembro de 1966, e fez o seu percurso académico em Lisboa, para onde veio morar, com os pais e irmãos, quando tinha 15 anos. Obteve no ISEG  - Instituto Superior de Economia e Gestão a sua licenciatura em Economia, em 1990, seguida de um mestrado em Matemática Aplicada na mesma escola superior.


Livro de memórias de Pedro Rolo Duarte sem ser autobiografia Ver galeria

Pedro Rolo Duarte, que nos deixou em Novembro de 2017, deixou também um conjunto de textos agora reunidos e publicados em livro. O título, “Não Respire”, vai direito a um tema incontornável, que o autor assume e é continuado logo abaixo, na mesma capa: “Tudo começou cedo demais (e quando dei por isso era tarde)”.
O Observador, que publica excertos de momentos marcantes da sua vida, explica que “a autobiografia póstuma do jornalista, que a editora Manuscrito acabou de publicar, fala naturalmente da doença, mas não só”. O primeiro desses excertos é “o vício do tabaco”. Mas as 296 páginas “estão repletas de histórias de uma vida cheia. Nelas, Rolo Duarte recordou os melhores tempos de uma carreira com mais de 30 anos (a fundação d’O Independente, do DNA), os amigos, as paixões e os vícios. Sempre com grande saudade mas sem uma ponta de pessimismo.”

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
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Pouca gente terá reparado que o Governo andou a fazer uma luta surda com a RTP até conseguir o que queria - ter uma palavra a dizer na composição do conselho de administração da empresa concessionária do serviço público de Rádio e Televisão. O caso deu-se graças a uma das maiores asneiras do ministro Poiares Maduro, no anterior governo, que foi a criação do Conselho Geral Independente...
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A 3 de Maio celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A ideia de uma organização, patrocinada pela Unesco, para defender a liberdade de informação partiu de um grupo de jornalistas independentes em 1976.O encontro deste ano, no Ghana, dará especial atenção à independência do sistema judicial e à importância de assegurar que serão legalmente investigados e condenados crimes contra jornalistas. Foi,...
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No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
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