Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

“The New York Times” em papel pode durar mais dez anos

A edição impressa de The New York Times vai continuar a sair... pelo menos durante os próximos dez anos. Esta frase podia ir para o cesto dos “prognósticos só no fim do jogo” mas, tendo sido pronunciada pelo presidente executivo do jornal, Mark Thompson, tem outro peso. Há mais do que uma leitura possível, e a pergunta que se segue é assim: isto é bom ou é mau? O prazo proposto é curto ou demasiado optimista? Temos instrumentos de medida para estas coisas?

As declarações de Mark Thompson são cuidadosas e avaliam os caminhos possíveis desta previsão pouco científica. Segundo Media-tics, que aqui citamos, “apesar de os números relativos ao quarto trimestre de 2017 mostrarem que o negócio do jornalismo impresso continua a diminuir, o jornal em papel continua a ser um produto importante para a empresa, se o seu responsável máximo se atreve a realizar este prognóstico a prazo tão distante numa indústria em que estão sempre a acontecer mudanças”. 

“Por outro lado, Thompson assegura que será a economia a decidir se a impressão continua a ter sentido como plataforma, pelo que está consciente de que tem uma data de caducidade.” 

“Vamos decidir isso simplesmente em termos económicos”  - foi o que disse na entrevista à CNBC. “Podemos chegar a um ponto em que a economia [do jornal impresso] já não faz sentido para nós.” 

Até agora, os responsáveis pelo NYT  “têm conseguido que a sobrevivência da empresa não dependa do produto impresso”, acrescenta o texto de Media-tics.  “Só no último trimestre de 2017 conseguiram atrair 157 mil novos assinantes digitais, que trouxeram à empresa mais 51% de receita do que a obtida no mesmo trimestre do ano anterior. Em todo o ano de 2017, o Times recolheu mais de mil milhões de dólares de receita pelo total de assinaturas, dos quais 600 milhões correspondem aos serviços digitais.” 

Thompson reconhece que a empresa recebe mais de cada assinante do jornal impresso do que do digital, mas também acha que “existe potencial mais amplo para fazer crescer a base dos assinantes digitais; de facto, estes já superam numericamente os do jornal em papel, e o seu crescimento é muito rápido”. 


Mais informação em Media-tics e na CNBC, de que reproduzimos também o vídeo da entrevista.
Informação anterior no nosso site.

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