Sábado, 17 de Novembro, 2018
Fórum

Estudo britânico indica que Facebook está a envelhecer

À medida que os novos cada vez mais consideram o Facebook uma “cena de velhos”, são estes que recolhem a fama e o proveito, aderindo àquela grande rede social. Podem é desencontrar-se no caminho, em direcções opostas, porque os mais velhos vão lá “para se manterem a par da vida social dos filhos e dos netos”, justamente na altura em que estes estão a sair para outros lados, nomeadamente o Snapchat. Estes dados são do mais recente relatório da eMarketer sobre as tendências dos utentes de redes sociais no Reino Unido, mas há indicação de que movimento semelhante parece estar em curso também nos Estados Unidos.

O estudo inclui a previsão de que, ao longo do ano de 2018, 2,2 milhões de adolescentes entre os 12 e os 17 anos, e 4,5 milhões de jovens entre os 18 e os 24 estarão a usar regularmente o Facebook no Reino Unido  -  o que representa menos 700 mil do que em 2017. E o aumento dos mais velhos significa que os que estão acima dos 55 anos se vão tornar o segundo maior grupo demográfico de utentes do Facebook neste mesmo ano. 

O relatório conta que, enquanto o Facebook tem conseguido manter junto de si os utentes jovens que se mudam para serviços como o Instagram (que adquiriu em 2012 por um bilião de dólares), os desertores estão agora a ir cada vez mais para o Snapchat. 

“O Facebook tem um problema com os adolescentes”  - diz Bill Fisher, o analista sénior na eMarketer do Reino Unido. “A mais recente projecção indica que é mais do que apenas uma teoria. Até agora tem conseguido confiar em que os que mudam de plataforma sejam absorvidos pelo Instagram. No entanto, quem lidera a conquista das audiências mais jovens é o Snapchat. Temos sinais precoces de que os utentes mais novos das redes sociais estão a ser captados pelo Snapchat.” 

O relatório revela que o Facebook está a envelhecer. “O maior crescimento será entre os utentes mais velhos, prevendo-se 500 mil adultos acima dos 55 anos a entrarem para o Facebook neste ano. Haverá então 6,4 milhões de utentes regulares do Facebook entre os 55 e os 65 anos ou mais, [tornando-os] o maior grupo demográfico a seguir ao dos 16 aos 34 anos.”

 

Mais informação em The Guardian  e IndianExpress

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


ver mais >
Opinião
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
As redes sociais são, hoje, a principal fonte de informação, se não mesmo a única, para imensa gente. O combate às “fake news” tem que ser feito, não pela censura, mas pela consciencialização dos utilizadores da net. Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil graças à utilização maciça das redes sociais. A maioria dos jornais brasileiros de referência não o apoiou, o...
1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...
Há cerca de um ano, António Barreto  costumava assinar uma assertiva coluna de opinião no Diário de Noticias, entretanto desaparecida como outras, sem deixar rasto. Numa delas,  reconhecia ser “simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão” . E comentava, a propósito,  que  “a vulgaridade é sinal de verdade. A...
Agenda
19
Nov
21
Nov
22
Nov
Westminster Forum Projects
09:00 @ Londres, Reino Unido
23
Nov
#6COBCIBER – VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo
09:00 @ Faculdade de Letras da Universidade do Porto