Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
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Estudo britânico indica que Facebook está a envelhecer

À medida que os novos cada vez mais consideram o Facebook uma “cena de velhos”, são estes que recolhem a fama e o proveito, aderindo àquela grande rede social. Podem é desencontrar-se no caminho, em direcções opostas, porque os mais velhos vão lá “para se manterem a par da vida social dos filhos e dos netos”, justamente na altura em que estes estão a sair para outros lados, nomeadamente o Snapchat. Estes dados são do mais recente relatório da eMarketer sobre as tendências dos utentes de redes sociais no Reino Unido, mas há indicação de que movimento semelhante parece estar em curso também nos Estados Unidos.

O estudo inclui a previsão de que, ao longo do ano de 2018, 2,2 milhões de adolescentes entre os 12 e os 17 anos, e 4,5 milhões de jovens entre os 18 e os 24 estarão a usar regularmente o Facebook no Reino Unido  -  o que representa menos 700 mil do que em 2017. E o aumento dos mais velhos significa que os que estão acima dos 55 anos se vão tornar o segundo maior grupo demográfico de utentes do Facebook neste mesmo ano. 

O relatório conta que, enquanto o Facebook tem conseguido manter junto de si os utentes jovens que se mudam para serviços como o Instagram (que adquiriu em 2012 por um bilião de dólares), os desertores estão agora a ir cada vez mais para o Snapchat. 

“O Facebook tem um problema com os adolescentes”  - diz Bill Fisher, o analista sénior na eMarketer do Reino Unido. “A mais recente projecção indica que é mais do que apenas uma teoria. Até agora tem conseguido confiar em que os que mudam de plataforma sejam absorvidos pelo Instagram. No entanto, quem lidera a conquista das audiências mais jovens é o Snapchat. Temos sinais precoces de que os utentes mais novos das redes sociais estão a ser captados pelo Snapchat.” 

O relatório revela que o Facebook está a envelhecer. “O maior crescimento será entre os utentes mais velhos, prevendo-se 500 mil adultos acima dos 55 anos a entrarem para o Facebook neste ano. Haverá então 6,4 milhões de utentes regulares do Facebook entre os 55 e os 65 anos ou mais, [tornando-os] o maior grupo demográfico a seguir ao dos 16 aos 34 anos.”

 

Mais informação em The Guardian  e IndianExpress

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Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

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