Sábado, 30 de Maio, 2020
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Estudo britânico indica que Facebook está a envelhecer

À medida que os novos cada vez mais consideram o Facebook uma “cena de velhos”, são estes que recolhem a fama e o proveito, aderindo àquela grande rede social. Podem é desencontrar-se no caminho, em direcções opostas, porque os mais velhos vão lá “para se manterem a par da vida social dos filhos e dos netos”, justamente na altura em que estes estão a sair para outros lados, nomeadamente o Snapchat. Estes dados são do mais recente relatório da eMarketer sobre as tendências dos utentes de redes sociais no Reino Unido, mas há indicação de que movimento semelhante parece estar em curso também nos Estados Unidos.

O estudo inclui a previsão de que, ao longo do ano de 2018, 2,2 milhões de adolescentes entre os 12 e os 17 anos, e 4,5 milhões de jovens entre os 18 e os 24 estarão a usar regularmente o Facebook no Reino Unido  -  o que representa menos 700 mil do que em 2017. E o aumento dos mais velhos significa que os que estão acima dos 55 anos se vão tornar o segundo maior grupo demográfico de utentes do Facebook neste mesmo ano. 

O relatório conta que, enquanto o Facebook tem conseguido manter junto de si os utentes jovens que se mudam para serviços como o Instagram (que adquiriu em 2012 por um bilião de dólares), os desertores estão agora a ir cada vez mais para o Snapchat. 

“O Facebook tem um problema com os adolescentes”  - diz Bill Fisher, o analista sénior na eMarketer do Reino Unido. “A mais recente projecção indica que é mais do que apenas uma teoria. Até agora tem conseguido confiar em que os que mudam de plataforma sejam absorvidos pelo Instagram. No entanto, quem lidera a conquista das audiências mais jovens é o Snapchat. Temos sinais precoces de que os utentes mais novos das redes sociais estão a ser captados pelo Snapchat.” 

O relatório revela que o Facebook está a envelhecer. “O maior crescimento será entre os utentes mais velhos, prevendo-se 500 mil adultos acima dos 55 anos a entrarem para o Facebook neste ano. Haverá então 6,4 milhões de utentes regulares do Facebook entre os 55 e os 65 anos ou mais, [tornando-os] o maior grupo demográfico a seguir ao dos 16 aos 34 anos.”

 

Mais informação em The Guardian  e IndianExpress

Connosco
Na era digital a máquina é o “braço direito” do jornalista ... Ver galeria

A era digital fez-se acompanhar de uma profunda alteração nos modelos de actividade e de negócio, entre os quais se destaca o sector mediático, segundo aponta o mais recente relatório do Obercom.

De acordo com o estudo, essas mudanças caracterizam-se, sobretudo, pela implementação de algoritmos e pela automatização dos sistemas.

Se, por um lado, a digitalização trouxe alguns problemas ao sector mediático, que, durante décadas estudou a adaptação a um mundo globalizado, onde a informação nunca pára, por outro, veio facilitar o trabalho aos jornalistas.

Este fenómeno é, aparentemente, paradoxal, mas a verdade é que os processos automáticos ajudam os profissionais a responderem, eficazmente, à necessidade da produção “sôfrega” de conteúdos noticiosos.

Trocando por miúdos: se as máquinas existem, porque não “pedir-lhes ajuda”?

Assim, os “media” actuais dependem, cada vez mais, de algoritmos que permitem analisar a preferências dos leitores, bem como de sistemas que facilitam a actualização de “websites” ao minuto.

A urgência de proteger jornalistas em países onde falha a liberdade de imprensa Ver galeria

A violência contra os jornalistas é uma realidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, já que várias entidades, insatisfeitas com a sua independência, estão a desenvolver novos mecanismos para impedir a publicação de artigos incómodos para o poder instituído.

Os atentados mais graves contra a liberdade de imprensa ocorrem em países onde esta está condicionada, mas, igualmente, noutros onde era suposto haver protecção para o trabalho jornalístico.

De acordo com um artigo do “Guardian”, esta realidade distópica ficou  mais evidente com o aparecimento do coronavírus.

A título de exemplo, alguns governos criaram medidas extraordinárias, visando a restrição do trabalho jornalístico. Foi o caso da Hungria, onde Viktor Órban instituiu a lei “coronavírus”, que criminaliza a difusão de “notícias falsas” sobre a pandemia. 

Da mesma forma, tanto a China como o Irão censuraram a informação respeitante aos surtos nestes países.

O Clube


A pandemia trouxe dificuldades acrescidas aos
media e as associações do sector não passaram incólumes, forçadas a fechar a porta e a manter o contacto com os seus associados através de meios virtuais, como é o caso deste “site” do Clube.

Ao longo da fase mais aguda do coronavírus e da quarentena imposta em defesa da saúde pública, continuámos, como prometemos, em regime de teletrabalho,  mantendo a actualização regular  do “site”, por considerarmos importante  para os jornalistas  ter à sua disposição um espaço, desenhado a  rigor,  com o retrato diário  dos factos e tendências  mais relevantes que foram acontecendo no mundo mediático durante a crise.

É um trabalho sempre  incompleto, até porque a crise, com origem no vírus, veio aprofundar e agravar a outra crise estrutural já existente, em particular, na Imprensa.    

Mas o Clube foi recompensado por não ter desistido,  com o aumento significativo  da projecção  deste “site”, na ordem dos  63,2% de utilizadores regulares, comparativamente com o ano anterior, medidos pela Google Analytics.

Note–se que se verificou este  crescimento não obstante o “site” ter sido vítima, por duas vezes, de ataques informáticos, que nos bloquearam durante vários dias.  

É uma excelente “performance” que nos apraz partilhar com os associados e outros frequentadores interessados em conhecer, a par e passo,  os problemas que estão dominar os media, sem esquecer a inovação e a criatividade, factores  indispensáveis para salvar muitos  projectos.

Concluímos hoje  como o fizemos há meses, quando precisámos de mudar de rotinas, perante o vírus instalado entre nós: Contem com o Clube como o Clube deseja contar convosco.


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15
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Jornalismo Empreendedor
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Stereo and Immersive Media 2020
09:30 @ Universidade Lusófona
22
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Out
II Conferência Internacional - História do Jornalismo em Portugal
10:00 @ Universidade Nova de Lisboa -- Faculdade de Ciências Sociais e Humanas