Segunda-feira, 25 de Junho, 2018
Media

Versão digital da “Wired” passa a ser paga sem fechar edição impressa

A conhecida revista americana de tecnologia Wired aproveita o seu 25º aniversário para anunciar que vai ter uma paywall na edição digital. O motivo é o que sabemos: a indústria publicitária tornou-se “volúvel e tumultuosa”, apoio fraco para sustentar economicamente a publicação. O pormenor curioso é que, no apelo à assinatura, é incluído, no benefício proposto a quem aceite pagar os vinte dólares anuais que ela custa, o direito de, precisamente, deixar de ver publicidade  -  além de receber o dispositivo USB de autenticação YubiKey.

Outro pormenor que chama a atenção é o facto de a Wired, especializada nas últimas tecnologias e nas tendências com mais futuro, insistir em manter a revista impressa. Nick Thompson, o chefe de redacção, afirmou recentemente, à Recode Media, que não sabe se a Wired ainda terá uma edição em papel daqui por dez anos, mas garante que vai continuar a ter este ano. 

Na sua opinião, uma das vantagens da versão impressa é que é recebida por 800 mil leitores por mês, pelo serviço postal. E embora pela Internet seja fácil atingir muito mais pessoas, também é verdade que no papel se podem publicar “coisas muito boas, que ninguém viu porque, de facto, não funcionam bem com os algoritmos”. 

Qualquer utente, neste momento, tem acesso grátis a quatro artigos da Wired por mês. Recebe então uma proposta de assinatura, que lhe dará acesso ilimitado a todos os conteúdos online, “bem como às edições impressas e digitais da revista”, durante um período de três meses de experiência. 

A partir daí, a assinatura é de vinte dólares por ano. Para tornar mais desejável o apelo, o lançamento desta paywall vem com a criação de novas secções, como a Ideias, que contará com a colaboração de autores de outras publicações  - por exemplo do Massachussets Institute of Technology -  e a Wired Guides, com artigos de actualização sobre os mais recentes avanços tecnológicos. 

O editorial lembra que “por um lado, a informação quer ser cara, pelo muito valor que tem”, enquanto, por outro, “quer ser grátis, porque o custo de a obter vai sempre baixando”. Há aqui valores em conflito e, “mesmo que se torne barata ou de distribuição gratuita, acreditamos que uma informação de qualidade  - baseada em grande reportagem, escrita viva e uma visão iluminadora -  continua a ser valiosa”.

 

Mais informação em Media-Tics e o artigo especial sobre os 25 anos da Wired, cuja ilustração também incluímos

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Historiadora Bettany Hughes distinguida com Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2018 Ver galeria

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Agora anunciou um update ao Media Brain, que vai usar MGC – machine generated content  para uma produção noticiosa de alta velocidade, que pode criar um vídeo de modo automático em cerca de dez segundos. O presidente da Xinhua, Cai Mingzaho, disse que a agência usará a IA para criar uma “informação individualizada e personalizada” que pode tomar muitas formas, desde portais noticiosos personalizados até títulos e artigos ajustados para leitores individuais  -  “e, provavelmente, para propaganda”. A informação é de um artigo de Kelsey Ables, assistente editorial na Columbia Journalism Review.
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