Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Cartoon

Jornalismo em banda desenhada com história de rio doente

Tudo começou quando uma jornalista boliviana, Carla Hannover, foi encarregada de fazer uma reportagem de investigação sobre a poluição no rio Choqueyapu, o maior e mais importante na cidade de La Paz. O trabalho levou três meses e deu origem a dois números especiais de 16 páginas cada, no jornal Página Siete. Tendo isso feito, pôs-se a questão de reutilizar a abundância de material recolhido num pequeno site. Nem ela nem os outros dois membros da equipa tinham muita experiência em multimédia, e acabaram a falar com o ilustrador Joaquín Cuevas, que optou por uma banda desenhada. No resultado final, é o próprio rio que conta a sua história, de como nasceu nas montanhas e o que lhe vai acontecendo até chegar, poluído e mal-cheiroso, às cidades e aos campos que o bebem.

O que podia ser (apenas) um trabalho de investigação bem feito, vocacionado para um jornal impresso e feito por repórteres da escrita, com abundância de fotografias e infográficos, resultou num produto de imediato impacto visual, sobre “um rio doente que nos alimenta”. 

Os problemas do rio começam com a extracção de areia e pedras, para construção, e são muito agravados ao chegar à zona onde laboram as fábricas de papel, de couros, onde se matam animais e, finalmente, à indústria do asfalto para pavimentar as grandes estradas. 

Problemas que são bem conhecidos em todos os países onde a urbanização e industrialização descuraram o meio ambiente  - como podemos verificar também em Portugal. 

A equipa responsável por este projecto reconhece que o desafio foi especialmente exigente para o ilustrador Joaquín Cuevas e para o responsável pela visualização online, Jhasua Razo: 

“Não foi fácil, e levámos mais tempo do que contávamos, mas cremos que a espera e o esforço valeram a pena.” 


També no Peru a banda desenhada já foi utlizada para denunciar "A guerra pela água", como aqui relatámos.

 

A história no IJNet,  em espanhol e em inglês, e a banda desenhada sobre o rio Choqueyapu.

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
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