Terça-feira, 23 de Outubro, 2018
Media

Relatório anual preocupante dos Repórteres sem Fronteiras

Foi divulgado em Madrid o Informe Anual 2017, elaborado pela secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras, que observa a evolução da liberdade de informação em mais de uma centena de países de todo o mundo, assinalando os seus avanços ou retrocessos: alterações legais, assassínio de informadores, detenções e agressões a jornalistas, ataques a meios de comunicação, casos de censura e outras formas de repressão. Este relatório recorda os acontecimentos marcantes em cada uma das grandes regiões mundiais pelas quais se reparte a actividade da organização. 

No que se refere a África, o estudo assinala que há menos reportagem, meios que desaparecem e muitos jornalistas profissionais que se exilam ou mudam de profissão. “A progressiva redução dos assassínios de jornalistas no continente africano não significa mais segurança, mas sim um retrocesso da profissão.”

A situação no continente americano é considerada cada vez mais preocupante, com onze mortes de jornalistas só no México e dois na República Dominicana. “A chegada de Donald Trump à Presidência dos EUA marcou um retrocesso na liberdade de Imprensa no país. Começou atacando os jornalistas e manifestando desprezo pelos media nas primeiras horas do seu mandato, tornando-se um modelo nefasto para os líderes autoritários que figuram na lista dos Predadores da Liberdade de Imprensa dos RSF.”

A Ásia é referida como o continente em que morreram mais informadores durante o ano de 2017 e por haver regiões praticamente sem jornalistas, em países como o Paquistão, a Índia ou a Papua Nova Guiné. Um em cada quatro dos jornalistas presos em todo o mundo encontra-se num cárcere da Ásia Central. 

O capítulo sobre a Europa sublinha, entre outras preocupações, a deriva legislativa que, no Reino Unido como na Alemanha ou na França, procura vigiar as comunicações dos jornalistas, ou as derivas autoritárias na Polónia e na Hungria. 

No Médio Oriente e no Magreb, a violência das guerras na Síria, Iraque, Iémen e Líbia tem consequências terríveis para a liberdade de Imprensa e há outras formas de repressão no Irão e no Egipto.

 

Mais informação na síntese aqui citada e o Informe Anual 2017, aqui acessível

Connosco
Jornalista e historiador de Macau vencem Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia Ver galeria

O Júri dos Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia, instituídos pelo Jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, escolheu, por unanimidade, na primeira categoria, o trabalho "Ler sem limites", da jornalista Catarina Brites Soares, publicado no semanário Plataforma, em Macau.

Na categoria Ensaio, atribuída este ano pela primeira vez, foi distinguido o original do historiador António Aresta, de Macau, intitulado "Miguel Torga: um poeta português em Macau".
A Acta do Júri destaca, no primeiro caso, que Catarina Brito Soares  consegue desenhar com o seu texto “uma panorâmica das leituras mais frequentes em Macau, com um levantamento de livros e autores que circulam livremente no território, incluindo alguns que, por diferentes razões, têm limites de acesso fora da RAEM”.
O semanário Plataforma Macau é publicado em Macau, em português e chinês. 

Na categoria Ensaio, o Júri deliberou, também por unanimidade, atribuir o Prémio ao trabalho de António Aresta, considerando tratar-se de “uma narrativa consequente sobre a visita histórica do grande poeta a Macau, com passagem por Cantão e Hong Kong”.

Universidades apoiam e investem no jornalismo de investigação Ver galeria

A sociedade necessita de um jornalismo de investigação que fica caro, e esta necessidade “chega num momento de grande tensão financeira para uma indústria maciçamente perturbada pelas novas tecnologias e alterações económicas”.

“Acreditamos que este tipo de jornalismo, em defesa do povo americano, é mais importante do que nunca na presente cacofonia de informação confusa, contraditória e enganadora, já para não falar de cepticismo  - ou por vezes rejeição absoluta -  dos factos.”

Esta reflexão é assinada por Christopher Callahan e Leonard Downie Jr., docentes na Universidade Estatal do Arizona, sobre a criação de dois centros de ensino de jornalismo de investigação, um na Universidade referida, outro na de Maryland. Tendo em conta a “proliferação de centros de reportagem de investigação independentes, sem objectivo de lucro, em grande parte financiados por [mecenato] filantrópico”, as universidades “estão prontas a assumir funções de liderança neste novo ecossistema de jornalismo de investigação”  - afirmam no seu texto.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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