Sexta-feira, 22 de Fevereiro, 2019
Media

Relatório anual preocupante dos Repórteres sem Fronteiras

Foi divulgado em Madrid o Informe Anual 2017, elaborado pela secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras, que observa a evolução da liberdade de informação em mais de uma centena de países de todo o mundo, assinalando os seus avanços ou retrocessos: alterações legais, assassínio de informadores, detenções e agressões a jornalistas, ataques a meios de comunicação, casos de censura e outras formas de repressão. Este relatório recorda os acontecimentos marcantes em cada uma das grandes regiões mundiais pelas quais se reparte a actividade da organização. 

No que se refere a África, o estudo assinala que há menos reportagem, meios que desaparecem e muitos jornalistas profissionais que se exilam ou mudam de profissão. “A progressiva redução dos assassínios de jornalistas no continente africano não significa mais segurança, mas sim um retrocesso da profissão.”

A situação no continente americano é considerada cada vez mais preocupante, com onze mortes de jornalistas só no México e dois na República Dominicana. “A chegada de Donald Trump à Presidência dos EUA marcou um retrocesso na liberdade de Imprensa no país. Começou atacando os jornalistas e manifestando desprezo pelos media nas primeiras horas do seu mandato, tornando-se um modelo nefasto para os líderes autoritários que figuram na lista dos Predadores da Liberdade de Imprensa dos RSF.”

A Ásia é referida como o continente em que morreram mais informadores durante o ano de 2017 e por haver regiões praticamente sem jornalistas, em países como o Paquistão, a Índia ou a Papua Nova Guiné. Um em cada quatro dos jornalistas presos em todo o mundo encontra-se num cárcere da Ásia Central. 

O capítulo sobre a Europa sublinha, entre outras preocupações, a deriva legislativa que, no Reino Unido como na Alemanha ou na França, procura vigiar as comunicações dos jornalistas, ou as derivas autoritárias na Polónia e na Hungria. 

No Médio Oriente e no Magreb, a violência das guerras na Síria, Iraque, Iémen e Líbia tem consequências terríveis para a liberdade de Imprensa e há outras formas de repressão no Irão e no Egipto.

 

Mais informação na síntese aqui citada e o Informe Anual 2017, aqui acessível

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Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

Expressiva manifestação em Bratislava evocando jornalista morto Ver galeria
“Esperamos respostas tão breve quanto possível, porque ainda há muitas questões”  - afirmou.
O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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