Segunda-feira, 25 de Junho, 2018
Media

Relatório anual preocupante dos Repórteres sem Fronteiras

Foi divulgado em Madrid o Informe Anual 2017, elaborado pela secção espanhola dos Repórteres sem Fronteiras, que observa a evolução da liberdade de informação em mais de uma centena de países de todo o mundo, assinalando os seus avanços ou retrocessos: alterações legais, assassínio de informadores, detenções e agressões a jornalistas, ataques a meios de comunicação, casos de censura e outras formas de repressão. Este relatório recorda os acontecimentos marcantes em cada uma das grandes regiões mundiais pelas quais se reparte a actividade da organização. 

No que se refere a África, o estudo assinala que há menos reportagem, meios que desaparecem e muitos jornalistas profissionais que se exilam ou mudam de profissão. “A progressiva redução dos assassínios de jornalistas no continente africano não significa mais segurança, mas sim um retrocesso da profissão.”

A situação no continente americano é considerada cada vez mais preocupante, com onze mortes de jornalistas só no México e dois na República Dominicana. “A chegada de Donald Trump à Presidência dos EUA marcou um retrocesso na liberdade de Imprensa no país. Começou atacando os jornalistas e manifestando desprezo pelos media nas primeiras horas do seu mandato, tornando-se um modelo nefasto para os líderes autoritários que figuram na lista dos Predadores da Liberdade de Imprensa dos RSF.”

A Ásia é referida como o continente em que morreram mais informadores durante o ano de 2017 e por haver regiões praticamente sem jornalistas, em países como o Paquistão, a Índia ou a Papua Nova Guiné. Um em cada quatro dos jornalistas presos em todo o mundo encontra-se num cárcere da Ásia Central. 

O capítulo sobre a Europa sublinha, entre outras preocupações, a deriva legislativa que, no Reino Unido como na Alemanha ou na França, procura vigiar as comunicações dos jornalistas, ou as derivas autoritárias na Polónia e na Hungria. 

No Médio Oriente e no Magreb, a violência das guerras na Síria, Iraque, Iémen e Líbia tem consequências terríveis para a liberdade de Imprensa e há outras formas de repressão no Irão e no Egipto.

 

Mais informação na síntese aqui citada e o Informe Anual 2017, aqui acessível

Connosco
Historiadora Bettany Hughes distinguida com Prémio Europeu Helena Vaz da Silva 2018 Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, também editora e apresentadora de programas de televisão e rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018, segundo foi anunciado pelo respectivo júri. A escolha “tem por objectivo homenagear a personalidade excepcional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante”, tendo ainda em conta a necessidade “vital de construir uma visão da nossa identidade multifacetada”, numa era de nacionalismos e populismos, como se lê na declaração agora divulgada. A cerimónia de entrega do Prémio realiza-se no dia 15 de Novembro deste ano na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Agência “Xinhua” em vantagem na ‘inteligência artificial’ Ver galeria

No início do ano, a Xinhua, maior agência noticiosa estatal da China, divulgou o desenvolvimento de aplicação da ‘inteligência artificial’ para construir “um novo tipo de redacção, baseada na tecnologia de informação e utilizando colaboração entre o homem e a máquina”. Estava então a equipar-se com a plataforma Media Brain, que aplica a parafernália corrente designada por IA (inteligência artificial), Internet das coisas, big data e cloud computing a todas as fases da produção de notícias, desde a criação dos leads à agregação, edição, distribuição e análise de feedback.

Agora anunciou um update ao Media Brain, que vai usar MGC – machine generated content  para uma produção noticiosa de alta velocidade, que pode criar um vídeo de modo automático em cerca de dez segundos. O presidente da Xinhua, Cai Mingzaho, disse que a agência usará a IA para criar uma “informação individualizada e personalizada” que pode tomar muitas formas, desde portais noticiosos personalizados até títulos e artigos ajustados para leitores individuais  -  “e, provavelmente, para propaganda”. A informação é de um artigo de Kelsey Ables, assistente editorial na Columbia Journalism Review.
O Clube
O CPI – Clube Português de Imprensa voltou a participar no Prémio  Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018,  instituído em 2013 pelo Centro Nacional de Cultura,  em cooperação com a Europa Nostra, a principal organização europeia de defesa do património,  que o CNC representa em Portugal.   O Prémio foi atribuído, este ano,  à...

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O optimismo de Centeno
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Jornalistas assassinados na UE
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