Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 2019
Estudo

Franceses recuperam a confiança nos Media tradicionais

Os meios tradicionais de informação têm vindo, nos últimos três anos, a recuperar a confiança do público francês. O mais alto nível de credibilidade é atribuído à rádio, que subiu quatro pontos, para os 56%, seguida pela Imprensa, com 52%, e pela televisão, com 48%, tendo ambas subido sete pontos em relação à medida do período anterior. Por contraste, a Internet baixou um ponto, para os 25%. Estes números são do Barómetro anual da confiança nos media, realizado pela Kantar Sofres para o diário francês La Croix, na base de um inquérito realizado entre 4 e 8 de Janeiro de 2018 junto de uma amostra, representativa da população francesa, de mil adultos, maiores de 18 anos.

Segundo este estudo, embora os sites ou aplicações ligadas a jornais continem a ser as fontes online preferidas pelos franceses, já as redes sociais parecem experimentar uma ligeira baixa e não são agora escolhidas senão por 18% dos leitores, quando se trata de buscar informação na Internet.

 

No entanto, embora a credibilidade dos media esteja em recuperação, a falta de interesse pela actualidade está a bater no seu ponto mais baixo: apenas 62% dos franceses admitem seguir com interesse as notícias, enquanto há três anos eram 76%.

 

Esta quebra de interesse aplica-se principalmente à faixa etária dos 18 aos 24 anos: só 49% dizem seguir as notícias publicadas nos meios de comunicação. São também eles que se distanciam dessa recuperação de confiança nos media tradicionais: 56% afirmam não confiar nos jornais e 49% não consideram a rádio um meio fiável.

 

Mais informação em La Croix e o estudo na Kantar Sofres, cuja imagem também incluímos

Connosco
Os "clicks" são um sismógrafo de pouca confiança... Ver galeria

Num ambiente mediático saturado de notícias, os leitores valorizam mais as que lhes são pessoalmente pertinentes  - e isto não pode ser definido, numa redacção, medindo os clicks.

“As pessoas abrem frequentemente artigos que são divertidos, ou triviais, ou estranhos, sem sentido cívico evidente. Mas mantêm uma noção clara da diferença entre o que é trivial e o que é importante. De modo geral, querem estar informadas sobre o que se passa à sua volta, a nível local, nacional e internacional.”

A reflexão é de Kim Christian Schroder, um investigador dinamarquês que passou metade do ano de 2018 em Oxford, fazendo para o Reuters Institute um estudo sobre a relevância das notícias para os leitores  - e o que isso aconselha às redacções.

“Na medida em que queiram dar prioridade às notícias com valor cívico, os jornalistas fazem melhor em confiar no seu instinto do que nesse sismógrafo de pouca confiança que são as listas dos textos ‘mais lidos’.”

Jorge Soares em Fevereiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

Prossegue a 27  Fevereiro o ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?”, promovido pelo CPI, em parceria com o CNC e o Grémio Literário, tendo como orador convidado o Prof. Jorge Soares, que preside ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, desde 2016, preenchendo o lugar deixado vago por morte de João Lobo Antunes.  

Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Soares já fazia parte daquele Conselho, antes de ser eleito para a sua presidência .

O seu currículo é vasto. Presidiu também à  Comissão Externa para Avaliação da Qualidade do Ensino, e, mais tarde,  assumiu a vice-presidência da Comissão de Ética da Fundação Champalimaud, e, a partir de 2016, foi presidente da Comissão Nacional dos Centros de Referência. É Perito Nacional na União Europeia do 3rd Programme “EuropeAgainst Cancer” .

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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