Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Media

Director de jornal venezuelano denuncia asfixia da Imprensa independente

O director do diário venezuelano El Nacional, Miguel Otero, que vive exilado em Madrid, denunciou no Foro de la Nueva Comunicación as dificuldades económicas e restrições de todo o tipo impostas aos jornais independentes. Contou que, à excepção deste título, os outros dois jornais venezuelanos de expansão nacional foram comprados pelo governo “numa operação nada transparente”. A Imprensa independente que resta “tem sofrido a asfixia pela impossibilidade de adquirir papel de impressão”  - como já foi relatado neste site. No caso do El Nacional, treze jornais de outros países da América Latina têm contribuído com empréstimo do seu próprio papel, o que tem permitido a sobrevivência da sua edição impressa. O relato é da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

Quanto à comunicação áudio-visual, Miguel Otero explica que “40% do território venezuelano só tem acesso a rádio e televisão oficial; os outros 60% têm acesso a estações privadas, mas auto-censuradas” por efeito da Lei de Responsabilidade Social na Rádio e Televisão. 

Também a Net é objecto de medidas por parte do Estado, segundo Otero: “Fizeram uma quantidade de coisas, como a redução da largura de banda, repressão e detenção de utentes espontâneos [tuiteros, no original] e grandes campanhas de desprestígio com fake news

Descreveu ainda o “assédio judicial” aplicado ao seu jornal, que tem por consequência que estejam no exílio não só ele mesmo, desde há três anos, mas também o conselho editorial e a comissão de direcção do El Nacional

O jornal prossegue, no entanto, o seu trabalho, embora com uma “produção restringida”, e Miguel Otero declara-se optimista, afirmando que “vamos sobreviver mais do que este regime” e que o regresso da democracia chegará “mais depressa do que as pessoas pensam”.

 

O relato da sua intervenção, na APM, com o vídeo do Foro dela Nueva Comunicación

Connosco
Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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O Poder do Dever
Luís Queirós
No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
A compra do The Los Angeles Times pelo cirurgião bilionário sino-americano Patrick Soon-Shiong – dono da maior fortuna da 2ª maior cidade americana - anunciada oficialmente em 7 de Fevereiro, marca o regresso da propriedade do jornal a um residente local, depois de 18 anos de controlo por grupos de media sediados fora da Califórnia. É o mais recente capítulo dos 137 anos de história do LA Times, propriedade da família Chandler durante...
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Agenda
24
Abr
Social Media Week New York 2018
09:00 @ Sheraton Times Square, Nova Iorque
24
Abr
Social Media Strategies Summit Chicago 2018
22:00 @ Union League Club, Chicago
25
Abr
8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa