Segunda-feira, 10 de Dezembro, 2018
Media

Congressos de jornalistas e gestores de Media em Portugal

Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

Entre 6 e 8 de Junho "vão encontrar-se em Cascais proprietários de jornais de todo o mundo, na reunião anual da Wan-IFRA - World Association of Newspapers. O evento vai realizar-se no Centro de Congressos do Estoril e, segundo João Palmeiro, da Associação Portuguesa de Imprensa (API), que é a entidade anfitriã do congresso, esperam-se entre 850 a mil participantes". Trata-se de um número superior aos dos últimos anos, durante os quais este grande encontro dos proprietários dos jornais tem andado por outros continentes. Em 2017 decorreu em Durban, em 2016 em Cartagena (Colômbia) e em 2015 em Washington.

 

Como informa ainda João Palmeiro, a Associação Mundial de Jornais está a comemorar os seus 70 anos (coincidentes com os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos). Tendo esta sido declarada na Europa (em Paris, em 1948), os proprietários dos jornais optaram pela realização da sua reunião anual neste continente.

 

“Já a escolha de Portugal deve-se ao facto de o País oferecer boas condições de segurança e capacidade hoteleira. (...) Integrada neste congresso, decorrerá também uma cimeira designada Woman and News, dedicada às questões da igualdade de género. Uma iniciativa que já teve lugar, no ano passado, em Durban.”


Por ordem cronológica, o primeiro dos quatro eventos será a "reunião magna da GEN - Global Editors Network, que reúne os directores e chefes de redacção e tem por tema a parte tecnológica e inovação no jornnalismo. A decorrer no Terreiro do Paço, de 30 de Maio a 1 de Junho, terá uma feira de inovação e uma conferência por onde vão passar vários nomes de referência do jornalismo mundial".

 

Segundo o Público, que aqui citamos, “a GEN conta com um misto de profissionais dos meios de referência de todo o mundo, além de vários académicos e profissionais de tecnologia que se dedicam a explorar o futuro imediato dos media, quer a nível da gestão quer da inovação. Este evento vai incluir workshops, masterclasses, um estúdio de realidade virtual, demonstrações de software de startups ligadas ao jornalismo e uma cerimónia de prémios para o Jornalismo de Dados”. 

Esta reunião da GEN vai decorrer em Lisboa em 2018 e também 2019 (depois de dois anos em Viena e outros dois em Barcelona), e deve trazer a Portugal cerca de 850 participantes. 

A 3 e 5 de Junho será a vez da Google Newsgeist - que no ano passado se realizou em Copenhaga  – e se destina essencialmente a jornalistas e suas chefias, que debatem temas relacionados com a votação. Estão previstas 200 pessoas. 

Na mesma altura reunir-se-á também em Lisboa o congresso anual da Federação Europeia de Jornalistas. São esperados cerca de cem participantes (de sindicatos e associações de jornalistas) no encontro de 6 de Junho. 


Mais informação no Público

Connosco
O fascínio pelas imagens de motins como nova cultura dos Media Ver galeria

Um pequeno video das manifestações em Paris, feito na manhã de 2 de Dezembro e colocado no Twitter, mostra umas dezenas de indivíduos de capuz, a correr na rua, com um fogo em segundo plano. Uma legenda diz que os desordeiros [casseurs, no original] põem a polícia em fuga. Três horas depois de ser publicada, a sequência já teve 45 mil visualizações. À tarde, o contador regista 145 mil e no dia seguinte o dobro, sem contar com a sua reprodução nos media. No YouTube, no Reddit e outros meios semelhantes, estes vídeos chegam facilmente aos milhões.

“Este fascínio pelas imagens de motins  - ou de revolta, segundo o ponto de vista -  é agora chamado riot porn  - designando o prazer (um pouco culpado) de ver ou partilhar um certo tipo de imagens, como o food porn, de pratos de comida, ou o sky porn para imagens do céu e de cenas de pôr-de-sol.”

A reflexão é de Emilie Tôn, em L’Express, num trabalho que aborda o voyeurisme da violência nas ruas, em que todos podemos ser protagonistas, mesmo que involuntários, espectadores ou realizadores de documentário, com um telemóvel na mão.

A “missão impossível” dos repórteres árabes de investigação Ver galeria

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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