Terça-feira, 23 de Outubro, 2018
Media

Congressos de jornalistas e gestores de Media em Portugal

Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

Entre 6 e 8 de Junho "vão encontrar-se em Cascais proprietários de jornais de todo o mundo, na reunião anual da Wan-IFRA - World Association of Newspapers. O evento vai realizar-se no Centro de Congressos do Estoril e, segundo João Palmeiro, da Associação Portuguesa de Imprensa (API), que é a entidade anfitriã do congresso, esperam-se entre 850 a mil participantes". Trata-se de um número superior aos dos últimos anos, durante os quais este grande encontro dos proprietários dos jornais tem andado por outros continentes. Em 2017 decorreu em Durban, em 2016 em Cartagena (Colômbia) e em 2015 em Washington.

 

Como informa ainda João Palmeiro, a Associação Mundial de Jornais está a comemorar os seus 70 anos (coincidentes com os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos). Tendo esta sido declarada na Europa (em Paris, em 1948), os proprietários dos jornais optaram pela realização da sua reunião anual neste continente.

 

“Já a escolha de Portugal deve-se ao facto de o País oferecer boas condições de segurança e capacidade hoteleira. (...) Integrada neste congresso, decorrerá também uma cimeira designada Woman and News, dedicada às questões da igualdade de género. Uma iniciativa que já teve lugar, no ano passado, em Durban.”


Por ordem cronológica, o primeiro dos quatro eventos será a "reunião magna da GEN - Global Editors Network, que reúne os directores e chefes de redacção e tem por tema a parte tecnológica e inovação no jornnalismo. A decorrer no Terreiro do Paço, de 30 de Maio a 1 de Junho, terá uma feira de inovação e uma conferência por onde vão passar vários nomes de referência do jornalismo mundial".

 

Segundo o Público, que aqui citamos, “a GEN conta com um misto de profissionais dos meios de referência de todo o mundo, além de vários académicos e profissionais de tecnologia que se dedicam a explorar o futuro imediato dos media, quer a nível da gestão quer da inovação. Este evento vai incluir workshops, masterclasses, um estúdio de realidade virtual, demonstrações de software de startups ligadas ao jornalismo e uma cerimónia de prémios para o Jornalismo de Dados”. 

Esta reunião da GEN vai decorrer em Lisboa em 2018 e também 2019 (depois de dois anos em Viena e outros dois em Barcelona), e deve trazer a Portugal cerca de 850 participantes. 

A 3 e 5 de Junho será a vez da Google Newsgeist - que no ano passado se realizou em Copenhaga  – e se destina essencialmente a jornalistas e suas chefias, que debatem temas relacionados com a votação. Estão previstas 200 pessoas. 

Na mesma altura reunir-se-á também em Lisboa o congresso anual da Federação Europeia de Jornalistas. São esperados cerca de cem participantes (de sindicatos e associações de jornalistas) no encontro de 6 de Junho. 


Mais informação no Público

Connosco
Jornalista e historiador de Macau vencem Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia Ver galeria

O Júri dos Prémios de Jornalismo e Ensaio da Lusofonia, instituídos pelo Jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, escolheu, por unanimidade, na primeira categoria, o trabalho "Ler sem limites", da jornalista Catarina Brites Soares, publicado no semanário Plataforma, em Macau.

Na categoria Ensaio, atribuída este ano pela primeira vez, foi distinguido o original do historiador António Aresta, de Macau, intitulado "Miguel Torga: um poeta português em Macau".
A Acta do Júri destaca, no primeiro caso, que Catarina Brito Soares  consegue desenhar com o seu texto “uma panorâmica das leituras mais frequentes em Macau, com um levantamento de livros e autores que circulam livremente no território, incluindo alguns que, por diferentes razões, têm limites de acesso fora da RAEM”.
O semanário Plataforma Macau é publicado em Macau, em português e chinês. 

Na categoria Ensaio, o Júri deliberou, também por unanimidade, atribuir o Prémio ao trabalho de António Aresta, considerando tratar-se de “uma narrativa consequente sobre a visita histórica do grande poeta a Macau, com passagem por Cantão e Hong Kong”.

Universidades apoiam e investem no jornalismo de investigação Ver galeria

A sociedade necessita de um jornalismo de investigação que fica caro, e esta necessidade “chega num momento de grande tensão financeira para uma indústria maciçamente perturbada pelas novas tecnologias e alterações económicas”.

“Acreditamos que este tipo de jornalismo, em defesa do povo americano, é mais importante do que nunca na presente cacofonia de informação confusa, contraditória e enganadora, já para não falar de cepticismo  - ou por vezes rejeição absoluta -  dos factos.”

Esta reflexão é assinada por Christopher Callahan e Leonard Downie Jr., docentes na Universidade Estatal do Arizona, sobre a criação de dois centros de ensino de jornalismo de investigação, um na Universidade referida, outro na de Maryland. Tendo em conta a “proliferação de centros de reportagem de investigação independentes, sem objectivo de lucro, em grande parte financiados por [mecenato] filantrópico”, as universidades “estão prontas a assumir funções de liderança neste novo ecossistema de jornalismo de investigação”  - afirmam no seu texto.

O Clube

Bettany Hughes, inglesa, historiadora, autora e também editora e apresentadora de programas de televisão e de rádio, é a vencedora do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural 2018.

O Prémio pretende homenagear a personalidade excecional de Hughes, demonstrada repetidamente na sua maneira de comunicar o passado de forma popular e entusiasmante.

A cerimónia de atribuição do prémio terá lugar no dia 15 de novembro 2018 na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.


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Opinião
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