Sexta-feira, 22 de Fevereiro, 2019
Opinião

O que aconteceu em 2017? E o que podemos esperar de 2018?

por Manuel Falcão

Como será o ano de 2018 para os mídia e a actividade publicitária? Vamos então brincar às bolas de cristal.

Em primeiro lugar as estações de televisão generalistas estão a perder espectadores e estas quedas são mais rápidas do que se pensava. A culpa, já se sabe, é da internet – que é a razão para todas as crises de mídia do mundo.

Explicando melhor, a culpa é do aumento do visionamento de programas em streaming, na Netflix ou em outras plataformas: o tempo gasto pelos espectadores portugueses nestes sistemas teve um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Com a próxima entrada da Amazon neste mercado – aumentando a oferta de conteúdos exclusivos, com um catálogo de filmes ainda maior e, sobretudo, com direitos de transmissões desportivas a estarem também disponíveis, dentro de pouco tempo a mudança será ainda mais sensível.

O número de  smart TV’s em utilização está em expansão e este ano deverá levar novo incremento com as campanhas que os fabricantes realizarão por ocasião do Mundial de futebol. Com uma smart TV basta ter internet para se poder ter um enorme conjunto de conteúdos nesses televisores, mesmo em Portugal, sem ter nenhum pacote de canais de qualquer operador.

Tudo isto explica que a audiência e as receitas publicitárias dos canais generalistas estejam a baixar. No cabo as audiências não sobem ao mesmo ritmo da queda dos generalistas, mas as receitas publicitárias vão aumentando. Com o país cablado a 92% dos lares, com 3,8 milhões de casas a subscreverem pay tv, estamos perante uma quase saturação do mercado. Portanto o mais natural será que os serviços de streaming e over the top tv comecem a crescer, roubando clientes aos distribuidores de payTV como já acontece de forma evidente nalguns países.

Tudo isto reforça a convicção de que o digital não é um meio e sim um canal de distribuição onde vários conteúdos se cruzam – notícias, filmes, séries, mas também informação nos seus vários formatos. O próprio conceito de informação escrita está a ser alterado porque cada vez mais peças de jornais digitais têm conteúdos de video fortes.

Esta tendência vai crescer – os dispositivos móveis, smartphones e tablets, têm cada vez maior capacidade e processadores mais rápidos, o que facilita o visionamento de videos e de conteúdos mais pesados.

Com os dispositivos móveis no centro do consumo de informação e de conteúdos recreativos, o  papel destes aparelhos na comunicação publicitária ganha relevo - através de soluções baseadas em inteligência artificial, que monitorizam os hábitos dos consumidores, assim como no crescente mercado que aproveita as possibilidades de geolocalização – impactando as pessoas de determinada zona ou região, cada vez com um grau de precisão maior.

Inteligência artificial e geolocalização  são duas das tendências que vão dominar a comunicação publicitária digital este ano.


(texto publicado originalmente no suplemento “Dinheiro Vivo” do DN)


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“Esperamos respostas tão breve quanto possível, porque ainda há muitas questões”  - afirmou.
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Um fotojornalista português, Mário Cruz, da Agência Lusa, figura entre os nomeados para o World Press Photo 2019, o mais prestigiado prémio de fotojornalismo do mundo, cuja identidade e trabalhos a concurso foram agora conhecidos. A Fundação organizadora introduziu também uma nova categoria a ser premiada, a História do Ano, destinada a “fotógrafos cuja criatividade e habilidades visuais produziram uma história com excelente edição e sequenciamento, que captura ou representa um evento ou assunto de grande importância jornalística”.

A imagem de Mário Cruz, intitulada “Viver entre o que foi deixado para trás”, mostra uma criança recolhendo material reciclável, deitada num colchão cercado por lixo, enquanto flutua no rio Pasig, em Manila, nas Filipinas.

Os vencedores do concurso serão conhecidos na cerimónia marcada para 11 de Abril, em Amesterdão, na Holanda.

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