Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Estudo

Os Media nos EUA impreparados para a desinformação “online”

Enquanto as organizações de “verificação de factos”, em todo o mundo, estão a abordar a desinformação online de modos inovativos, as redacções, nos Estados Unidos, estão a ficar para trás, continuando a usar as redes sociais como faziam em 2008. Um relatório recente do American Press Institute, baseado num estudo de 59 redacções, verificou que a maior parte continua a usar as redes sociais  - principalmente Facebook e Twitter -  apenas para distribuir links para os seus próprios conteúdos. As grandes questões trazidas por essas redes ao jornalismo são a proliferação da desinformação e das fake news mas, nas redacções, as equipas que se ocupam delas, e “que se encontram na linha da frente em ambas as coisas, estão na maioria a fazer o que faziam há uma década”.

A autora do citado relatório, Jane Elisabeth, disse, em declarações ao Poynter Institute  - que aqui citamos -, que tinha falado com mais de cem jornalistas e visitado várias redacções, ficando surpreendida pelo facto de as redes sociais estarem a ser tratadas apenas como “uma nova peça digital que supostamente já teria entrado na cultura da redacção; mas não entrou.” (...)

“E com campanhas nos Estados Unidos, a preparar-se para eleições em 2018 e 2020, as redacções têm de mudar agora para serem capazer de lidar com o massacre de desinformação online que aí vem”  -  segundo o relatório. 

Para melhorar a estratégia das redacções neste combate às notícias falsas e ao declínio da confiança por parte dos leitores, o relatório recomenda uma abordagem em três pontos:

  1. – Encontrar e combater a desinformação, como jornalistas nas linhas da frente das fake news.
  2. – Envolver as audiências no objectivo de aumentar a confiança numa reportagem profissional.
  3. – Participar como parceiros de corpo inteiro nos esforços de verificação do desempenho da redacção.

 

“Seja qual for a sugestão que se faça agora a uma redacção, a resposta é sempre: ‘não temos pessoas suficientes para fazer isso’ – diz Jane Elisabeth.” 

Mas “é preciso verificar bem o que se está a fazer e decidir entre aquilo que não precisa de ser feito e aquilo que se pode fazer de modo mais eficiente. Torná-lo parte do processo. Eu penso realmente que, mesmo que só se possa ter uma pessoa encarregue das redes sociais a tempo inteiro, já vai ser benéfico.” 

 

O texto citado, de Daniel Funke, no Poynter Institute, cuja imagem, do American Press Institute, aqui incluímos

Connosco
Quando os repórteres são os heróis que nos fazem falta Ver galeria

Parece excessivo declarar que os repórteres são os heróis do nosso tempo, como vem no título do texto que aqui citamos. Quem o diz não é um jornalista, mas um historiador. E explica porquê, e de que repórteres está a falar. Trata-se daqueles que assumem riscos e perdem a vida para investigar a verdade do que sucede à nossa volta  - e esse tipo de reportagem de investigação “é um pedacinho microscópico dessa coisa a que chamamos media”.

Os repórteres que “correm riscos pela verdade” fazem-no por todos nós, incluindo pelos soldados que vamos ou não enviar para a frente de batalha. O único modo de avaliarmos as guerras em que nos envolvemos é tendo repórteres “com a coragem e a capacidade de irem lá fazer reportagem”. Esta reflexão é do historiador norte-americano Timothy Snyder, que citamos da Global Investigative Journalism Network.

O jornalismo com mais “clics” pode não ser o mais lido Ver galeria

Pode acontecer que o melhor jornalismo nem seja o que é mais lido. Não gostamos de ouvir esta notícia, mas foi disto e de outras coisas parecidas que se falou no XXI Laboratorio de Periodismo da APM, o debate periódico sobre temas de actualidade que, na sua edição de Abril de 2017, teve por tema “O que lêem e o que não lêem os leitores”. O encontro decorreu na sede da Asociación de la Prensa de Madrid  - com a qual mantemos um acordo de parceria -  e foi moderado por Nemésio Rodríguez, vice-presidente da APM e actual presidente da FAPE – Federación de las Asociaciones de Periodistas de España.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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Luís Queirós
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Agenda
24
Abr
Social Media Week New York 2018
09:00 @ Sheraton Times Square, Nova Iorque
24
Abr
Social Media Strategies Summit Chicago 2018
22:00 @ Union League Club, Chicago
25
Abr
8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa