null, 26 de Maio, 2019
Media

“Diário de Noticias” pode passar a semanário face à quebra de vendas

A decisão ainda não está formalmente tomada, mas tudo indica que o centenário Diário de Noticias passará, em breve, a semanário, em versão impressa, ficando nos outros dias a editar-se exclusivamente em formato online. A revelação é feita pelo Expresso online, corroborando rumores que têm circulado insistentemente, perante o descalabro das vendas diárias do jornal, que já se situam na fasquia dos 7 500 exemplares, menos do que vários títulos de Imprensa regional.

Sucessivas mudanças na estrutura da direcção editorial do matutino e o abandono da sua sede histórica, no topo da avenida da Liberdade, bem como a entrada de um novo accionista chinês  -  que ficou a deter cerca de 30% do grupo Global Media, depois de injectar 15 milhões de euros -, já prenunciavam mudanças profundas, já que a conta de exploração do título continuou a ser negativa em 2017, apontando para dois milhões de euros. 

A confirmar-se a opção, o DN tentará reforçar ao fim de semana a circulação, prevalecendo-se da mais-valia da revista Notícias Magazine, comum àquele diário e ao Jornal de Notícias do Porto, uma das poucas iniciativas lançadas pelo jornal na década de 80, que resistiu até hoje. 

Como chairman do Diário de Noticias continua Daniel Proença de Carvalho,  que terá conduzido as negociações com vista à venda da sede histórica do jornal, para ser um bloco de apartamentos ou um novo hotel de luxo, perante a passividade da Camara Municipal de Lisboa -  já sob a presidência de Fernando Medina -, não obstante o edificio ter sido construído de raiz para albergar o jornal e ser classificado e  Prémio Valmor.   

 Mais informação no Expresso online  e no Jornal de Negócios

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Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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