Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Media

Conselhos de Ano Novo para motivar as redacções em 2018

“As resoluções de Ano Novo têm o propósito de nos dar uma partida optimista na estrada que temos à frente. Para muitos de nós, no entanto, são mais desejos do que compromissos, e falhamos em segui-los. Mudar é difícil. Portanto, aqui vai a minha sugestão. Reuna-se com os seus colaboradores principais e leia isto como uma lista de compras. Escolha as ideias que tragam mais benefício à sua equipa. Prometa agarrá-las  - e serem honestos uns com os outros.” É este o programa proposto por Jill Geisler, uma treinadora (coach) de liderança, para os dirigentes dos meios de comunicação em 2018. É claramente apontado a administradores de recursos humanos, mais do que a directores de Informação. Ou não fosse ela a autora do livro “Work Happy: What Great Bosses Know”.

A autora socorreu-se de outros autores, cujos conselhos cita, e arruma tudo em dez pontos que aqui resumimos:

  1. Prioridades claras  -  Muitos jornalistas que tentam fazer tudo o que lhes é pedido chegam ao ponto de já não saberem escolher o que tem de ser deixado de lado. Jill Geisler passa esta responsabilidade aos seus responsáveis: “Que projectos e tarefas são absolutamente vitais, quais são desejáveis mas não indispensáveis, e quais são descartáveis?”
  2. Plano da cobertura eleitoral  -  Esta questão é muito americana, refere-se às próximas campanhas para o Congresso, ou eleições locais. A autora sublinha que é preciso que as redacções tenham uma estratégia pronta, e já!
  3. – Acelerar a “mudança de poder”  -  Referência ao movimento #MeToo, de denúncia de abusos contra as mulheres, nos locais de trabalho. Há coisas que não mudam facilmente. Verificar a situação na sua empresa.
  4. – Estar atento ao feedback da redacção  -  Este é o recurso mais negligenciado, e todos sentem a sua falta. Falar do que aconteceu de positivo com a sua equipa, celebrar as vitórias e recolher ensinamento das derrotas.
  5. Estar disponível  -  Tomar a sério o poder das palavras e o perigo do seu silêncio. Uma antiga editora do Washington Post adverte: “Lembre-se que aquilo que diz aos membros da sua equipa tem mais significado do que pensa. Há pessoas a quem disse muito pouco durante meses.” (...)
  6. – Descobrir os “tesouros escondidos”  -  Obter o melhor do seu pessoal, onde podem existir talentos mal aproveitados. Motivá-los e favorecer as suas oportunidades de desenvolvimento vai torná-los mais empenhados.
  7. Recrutar, mesmo que não seja para já  -  Estar atento às oportunidades de chamar novos elementos para a sua equipa e integrá-los na “cultura de trabalho” já construída.
  8. – A expressão fake news tornou-se política  -  Um inquérito recente revela que, nos EUA, a expressão fake news é hoje a mais aborrecida para todos, logo a seguir a whatever... “Isto significa que as exclamações constantes do Presidente Trump, de fake news como arma política contra um jornalismo baseado em evidências, podem não estar a correr-lhe tão bem como ele desejaria.” Manter uma conduta jornalística rigorosa, verificar cada afirmação, usar linguagem responsável e continuar o seu trabalho.
  9. Cuidar de si  -  Ninguém pode cuidar de uma equipa se está exausto. É preciso procurar pausas na pressão do quotidiano para pensar de modo diferente, e fazer com que os membros da sua equipa as tenham também.
  10. – Não perder de vista a sua responsabilidade de liderança. “Claro, você pode ser um paladino da verdade, da ética e da Primeira Emenda. Mas o editor de agenda de uma redacção que eu conduzi durante muitos anos, Bruce Nason, quer ter a certeza de que você permanece fiel a outro dever sagrado: ‘Não se esqueça de trazer donuts’.”

 

O texto citado, na íntegra, na Columbia Journalism Review

Connosco
As “Histórias Proibidas” dos jornalistas assassinados voltam a ser lidas Ver galeria

Em Outubro de 2017, a jornalista Daphne Caruana Galizia, que investigava as ligações políticas perigosas da corrupção na ilha de Malta, foi morta num atentado à bomba. Hoje, uma equipa de 45 jornalistas, de 18 órgãos de comunicação de todo o mundo, está a trabalhar no Projecto Daphne, uma série de artigos que possam completar a sua investigação. Este projecto inscreve-se na missão de Forbidden Stories, cujo fundador, o realizador francês Laurent Richard, reafirmou em artigo recente em The Guardian: “Vocês mataram o mesageiro, mas não conseguirão matar a mensagem.”

Jornalismo de investigação é a melhor arma contra a propaganda Ver galeria

O combate à desinformação online tornou-se o tema incontornável de todos os encontros de jornalistas. Mas um dos painéis realizados na mais recente edição do Festival Internacional de Jornalismo, em Perugia, Itália, escutou intervenções que sugerem uma atitude menos confrontacional. A ideia é que resulta melhor investir num jornalismo de investigação no terreno, mesmo que tome mais tempo, do que tentar a batalha sempre perdida de aguentar o ritmo de produção das grandes máquinas de propaganda. Falaram neste sentido vozes experimentadas, de jornalistas como Galina Timchenko, russa, fundadora e directora do website Meduza, e Natalia Anteleva, georgiana, co-fundadora e editora de Coda Story.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
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O Poder do Dever
Luís Queirós
No passado dia 14 de março, Maria Joana Raposo Marques Vidal foi falar ao Grémio Literário no ciclo que ali decorre sob o tema: "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções", uma iniciativa do Clube de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e com o Grémio Literário. Na sua longa  intervenção  falou  do Ministério Público e de Justiça e ajudou os leigos na matéria - como...
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24
Abr
Social Media Week New York 2018
09:00 @ Sheraton Times Square, Nova Iorque
24
Abr
Social Media Strategies Summit Chicago 2018
22:00 @ Union League Club, Chicago
25
Abr
8º Congresso Nacional de "Periodismo Autónomo y Freelance: ‘La revolución audiovisual’"
09:00 @ Sala de Conferências da Faculdade de Ciências de Informação, Universidade de Madrid
28
Abr
Google Analytics para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa