Segunda-feira, 22 de Janeiro, 2018
Media

Imprensa generalista confirma tendência de quebra nas vendas

Os quatro diários generalistas auditados pela APCT venderam em média menos 16.284 exemplares por dia durante os primeiros dez meses de 2017. Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público venderam, todos juntos, 162.431 exemplares neste período, o que significa uma quebra de 9,1% face aos 178.715 exemplares de circulação impressa paga registados no período homólogo em 2016. À semelhança do que tinham revelado os dados dos primeiros oito meses do ano, também de Janeiro a Outubro nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o semanário Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga.

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “a única excepção continua a ser o Público, que volta a surgir como o único entre todos os títulos de informação geral a encerrar os primeiros dez meses do ano com saldo positivo, já que cresce 6,24% na circulação total paga (circulação impressa paga + circulação digital paga)”. 

“O Correio da Manhã permanece líder destacado no papel, com uma circulação impressa paga de 88.195 exemplares  - número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Outubro vendeu em média menos 10.210 exemplares por dia (-10,38%) comparativamente à média de 98.405 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” (...) 

“A maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias (...) que viu a sua circulação impressa paga cair 16,05%, de 12.015 exemplares nos primeiros dez meses de 2016 para 10.087 exemplares entre Janeiro e Outubro deste ano. No mesmo grupo, o Jornal de Notícias continua a ser o segundo diário generalista mais vendido, mas desceu 7,97%, de 50.046 para 46.059 exemplares.” (...)

 

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Quatro congressos de jornalistas e gestores de Media em Portugal Ver galeria

Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

António Lobo Xavier em Janeiro no novo ciclo de jantares-debate do CPI Ver galeria

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António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier, de seu nome completo, nasceu em Coimbra em 1959, e é um prestigiado advogado, ligado desde a juventude ao CDS-PP, com uma intervenção política regular e respeitada, designadamente, no programa televisivo “Quadratura do Círculo”, no qual participa desde 2004.


O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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