Sábado, 25 de Maio, 2019
Media

Imprensa generalista confirma tendência de quebra nas vendas

Os quatro diários generalistas auditados pela APCT venderam em média menos 16.284 exemplares por dia durante os primeiros dez meses de 2017. Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público venderam, todos juntos, 162.431 exemplares neste período, o que significa uma quebra de 9,1% face aos 178.715 exemplares de circulação impressa paga registados no período homólogo em 2016. À semelhança do que tinham revelado os dados dos primeiros oito meses do ano, também de Janeiro a Outubro nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o semanário Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga.

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “a única excepção continua a ser o Público, que volta a surgir como o único entre todos os títulos de informação geral a encerrar os primeiros dez meses do ano com saldo positivo, já que cresce 6,24% na circulação total paga (circulação impressa paga + circulação digital paga)”. 

“O Correio da Manhã permanece líder destacado no papel, com uma circulação impressa paga de 88.195 exemplares  - número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Outubro vendeu em média menos 10.210 exemplares por dia (-10,38%) comparativamente à média de 98.405 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” (...) 

“A maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias (...) que viu a sua circulação impressa paga cair 16,05%, de 12.015 exemplares nos primeiros dez meses de 2016 para 10.087 exemplares entre Janeiro e Outubro deste ano. No mesmo grupo, o Jornal de Notícias continua a ser o segundo diário generalista mais vendido, mas desceu 7,97%, de 50.046 para 46.059 exemplares.” (...)

 

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Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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