Terça-feira, 11 de Dezembro, 2018
Media

Imprensa generalista confirma tendência de quebra nas vendas

Os quatro diários generalistas auditados pela APCT venderam em média menos 16.284 exemplares por dia durante os primeiros dez meses de 2017. Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Público venderam, todos juntos, 162.431 exemplares neste período, o que significa uma quebra de 9,1% face aos 178.715 exemplares de circulação impressa paga registados no período homólogo em 2016. À semelhança do que tinham revelado os dados dos primeiros oito meses do ano, também de Janeiro a Outubro nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o semanário Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga.

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “a única excepção continua a ser o Público, que volta a surgir como o único entre todos os títulos de informação geral a encerrar os primeiros dez meses do ano com saldo positivo, já que cresce 6,24% na circulação total paga (circulação impressa paga + circulação digital paga)”. 

“O Correio da Manhã permanece líder destacado no papel, com uma circulação impressa paga de 88.195 exemplares  - número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Outubro vendeu em média menos 10.210 exemplares por dia (-10,38%) comparativamente à média de 98.405 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” (...) 

“A maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias (...) que viu a sua circulação impressa paga cair 16,05%, de 12.015 exemplares nos primeiros dez meses de 2016 para 10.087 exemplares entre Janeiro e Outubro deste ano. No mesmo grupo, o Jornal de Notícias continua a ser o segundo diário generalista mais vendido, mas desceu 7,97%, de 50.046 para 46.059 exemplares.” (...)

 

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Durante décadas, a estratégia de imagem da China foi defensiva, de resposta, e apontada sobretudo à sua audiência interna. O efeito mais visível era o desaparecimento de conteúdos: revistas estrangeiras com páginas arrancadas, ou as emissões da BBC que ficavam escuras quando tratavam de temas sensíveis, como o Tibete, Taiwan ou o massacre de Tienanmen.

Mas nos últimos anos a China desenvolveu uma estratégia mais sofisticada e assertiva, apontada às audiências internacionais. E Pequim está a fazê-lo com grande investimento financeiro  - que inclui cobertura jornalística patrocinada.

Um dos exemplos mais ostensivos é agora a contratação de jornalistas ocidentais para a China Global Television Network  - o ramo internacional da Televisão Central da China -  com estúdios em Chiswick, Londres. O objectivo deste esforço é, nas palavras do Presidente Xi Jinping, “contar bem a história da China”. E não faltam candidatos. A informação consta de uma reportagem extensa, em The Guardian.

Jornais perdem publicidade e a democracia qualidade Ver galeria

A receita proveniente da publicidade nos diários impressos está a desaparecer num movimento que parece inexorável. Acontece em todos os mercados, e nomeadamente no dos EUA, que pode servir de aviso aos outros: neste caso, a receita da publicidade de todos os diários foi de 13.330 milhões de dólares em 2016, de 9.760 neste ano de 2018, quase a acabar, e será de apenas 4.400 milhões em 2022, segundo a mais recente projecção da eMarketer.

Na Espanha, e segundo os dados da InfoAdex sobre os nove primeiros meses de 2018, regista-se uma queda generalizada de 6,1% no investimento na Imprensa escrita, depois de onze anos de descida sem fim. O balanço é de Miguel Ormaetxea, editor de Media-tics, que conclui: “A desinformação instala-se à vontade e é urgente fazer qualquer coisa. Não abandonemos os editores, ou a qualidade da democracia irá pelo mesmo ralo por onde se escoa a conta de resultados dos meios de comunicação.”

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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