Segunda-feira, 22 de Janeiro, 2018
Estudo

Portugueses lêem menos jornais e livros mas frequentam mais museus e cinema

Jornais, revistas e outras publicações periódicas perderam, em 2016, 28% de circulação total em relação ao ano anterior, registando-se também uma quebra de 17,6% nos exemplares vendidos. Houve ainda uma diminuição de 22,3% nas tiragens e de 2,7% no número de publicações. Estes dados são revelados pelas estatísticas do sector da Cultura, divulgados pelo INE, que confirmam, por outro lado, subidas na assistência a espectáculos ao vivo (mais 18,8%), idas ao cinema e visitas a museus, mas com menor preferência pela leitura de livros. 

Segundo os números apurados pelo Instituto Nacional de Estatística, “em 2016 existiam 1.271 publicações periódicas, com 420,5 milhões de exemplares de tiragem total e 322,2 milhões de exemplares de circulação total, dos quais foram vendidos 192,9 milhões de exemplares”. (…) 

“Os jornais representavam 34,9% do total de publicações, concentrando 76% do número de edições, 74,1% da tiragem total, 74,9% da circulação total e 73% dos exemplares vendidos. Por seu lado, as revistas correspondiam a 48,6% dos títulos, 18,9% das edições, 23,6% da tiragem total, 22,1% da circulação total e 25,5% da circulação paga.” (…) 

Quanto ao suporte, a maior parte (61,1%) das publicações periódicas em causa saiu em papel, estando em simultâneo no meio digital (38,9%). O INE destaca que “este tipo de suporte de difusão [digital] tem vindo a ganhar uma importância crescente”, passando de uma representatividade de 19,4% em 2007, para 30,7% em 2011 e para 38% em 2015. (…) 

No que diz respeito aos espectáculos ao vivo, foram mais 18,8% os portugueses que assistiram a, pelo menos, um evento deste género. No total, em 2016 foram 14,8 milhões os residentes em Portugal que assistiram a espectáculos ao vivo, o que fez as receitas de bilheteira subirem 42,6%, para os 85 milhões de euros. 

Com tendência crescente está também o número de visitantes de museus que, no ano passado, subiu 1,9 milhões, para os 15,5 milhões de visitantes. Destes, o INE destaca que 1,5 milhões foram visitantes estrangeiros. Em rota crescente temos ainda o sector cinematográfico. No ano passado, 15 milhões de portugueses foram ao cinema pelo menos uma vez, o que se traduz num aumento de 3% face ao ano anterior, ficando as receitas de bilheteiras nos 77,2 milhões de euros. 

Em termos de percentagem da população portuguesa, 67,2% dos portugueses assistiu, em 2016, a pelo menos um espectáculo ao vivo, 46,4% visitou, pelo menos uma vez, museus, monumentos ou galerias de arte, e 45,6% respondeu ter ido, pelo menos, uma vez ao cinema. 

O que recolhe menor preferência é mesmo a leitura de livros: só 38,8% dos portugueses respondeu ter lido pelo menos uma obra literária em 2016. 

 

Mais informação no Observador , cuja imagem, da Lusa, aqui reproduzimos

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Vão decorrer este ano, em Lisboa e Cascais, quase em simultâneo, quatro importantes encontros internacionais de jornalistas, directores e proprietários de media, ou ainda de especialistas nas novas tecnologias digitais aplicadas à comunicação. O título que os agrupa todos é Media Summit, e os dois mais concorridos trazem ao nosso País, cada um deles, perto de um milhar de participantes. Entre o final de Maio e o princípio de Junho, os grandes nomes de referência dos jornais e agências de Imprensa, os Repórteres sem Fronteiras como o Consórcio Internacional de Jornalistas, as plataformas das redes sociais como os representantes da Federação Internacional de Jornalistas, vão poder, pela proximidade física entre todos os eventos, avaliar problemas diversos ou comuns e, eventualmente, marcar encontros entre si.

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António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier, de seu nome completo, nasceu em Coimbra em 1959, e é um prestigiado advogado, ligado desde a juventude ao CDS-PP, com uma intervenção política regular e respeitada, designadamente, no programa televisivo “Quadratura do Círculo”, no qual participa desde 2004.


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site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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