null, 26 de Maio, 2019
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O público alvo das redes sociais começa agora aos seis anos

As crianças são agora o público alvo das grandes empresas tecnológicas. O Facebook acaba de lançar uma versão, destinada aos menores entre os seis e os doze anos, da sua plataforma de mensagens Messenger. A sua concorrente principal, Google, já tinha chegado primeiro, há dois anos, suscitando várias polémicas. Estes novos serviços chamam-se, respectivamente, Messenger Kids e YouTube Kids, e procuram instalar-se “neste mercado ainda pouco explorado pelos gigantes de Silicon Valley, nomedamente por causa de uma regulação mais restrita”.

De momento. Messenger Kids só está disponível nos Estados Unidos, no sistema iOS da Apple. A aplicação permite debater com os amigos e partilhar fotos e vídeos. A empresa promete que não será possível partilhar “conteúdos violentos ou de carácter sexual”. Assegura também ter seleccionado manualmente a biblioteca de imagens GIF “para evitar animações menos adequadas”. 

Segundo Le Monde, que aqui citamos:

“A aplicação distingue-se também pelo seu processo de inscrição: uma nova conta só pode ser criada por um adulto já inscrito no Facebook. A Messenger Kids ‘confere mais controlo aos pais’, como explica o responsável pelo produto, Loren Cheng. As crianças não podem, por exemplo, acrescentar contactos ou aceitar pedidos externos. Terão de ser os pais a fazê-lo. Mas estes não poderão ler, à distância, as conversas dos seus filhos.” (...) 

“A aplicação suscita polémica desde o lançamento. ‘Por que devem os pais confiar que o Facebook vai agir no interesse dos seus filhos?’  - interroga-se Jim Steyer, director da organização Common Sense Media? ‘Não é possível saber o que eles vão fazer mais tarde com os dados que recolhem’  - acrescenta Kristen Strader, do think tank Public Citizen. No dia 7 de Dezembro, dois senadores democratas enviaram uma mensagem à empresa para lhe darem conta das suas preocupações e pedirem mais pormenores.” 

Quanto à YouTube Kids, da Google, tem sido objecto de queixas apresentadas à Federal Trade Commission, a agência federal responsável pelas questões do consumo: “Há associações que a criticam, nomeadamente por ter difundido vídeos criados pela McDonalds ou a Coca-Cola, sem os apresentar claramento como publicidade.” (...) 

“O potencial é imenso, agora que as audiências das cadeias de televisão especializadas estão em grande recuo. Mais de 40% por jovens dos sete aos doze anos, nos Estados Unidos, vêem vários vídeos todos os dias na plataforma da Google. Em Agosto, ela assinou um contrato com a Mattel, fabricante de brinquedos, por dezenas de milhões de dólares.” (...)

 

Mais informação em Le Monde  e OpenSolutions, que cita a Exame Informática

Connosco
Prémios Europeus de Jornalismo privilegiam grandes reportagens Ver galeria

Foram designados os vencedores do European Press Prize, que contempla, desde 2013, os melhores trabalhos do jornalismo europeu, como uma espécie de equivalente europeu do famoso Prémio Pulitzer nos EUA. A cerimónia de atribuição, realizada na sede do diário Gazeta Wyborcza, em Varsóvia, nomeou cinco meios de comunicação e a rede de jornalistas  Forbidden Stories, que prossegue e procura concluir as reportagens de investigação de profissionais que deram a vida por elas.

Os jornais onde foram publicados os trabalhos premiados são a Der Spiegel, o El País Semanal e o Süddeutsche Zeitung Magazin, The Guardian e o site de jornalismo de investigação Bellingcat, no Reino Unido. O júri, que examinou centenas de trabalhos vindos de toda a Europa, era constituído po Sir Harold Evans, da Reuters, Sylvie Kauffmann, de Le Monde, Jorgen Ejbol, do Jyllands-Posten, Yevgenia Albats, de The New Times, e Alexandra Föderl-Schmidt, do Süddeutsche Zeitung.

Crise actual do jornalismo é "diferente de todas as que já teve" Ver galeria

O jornalismo “já não é mais o que era antigamente, e as pessoas e as sociedades relacionam-se hoje de forma distinta, muitas vezes abrindo mão do jornalismo para isso”. Em consequência, o jornalismo “está numa crise diferente de todas as que já teve: não é só financeira, mas política, ética, de credibilidade, de governança”.

“Mas é importante ter em mente que não se pode resolver um problema tão complexo assim com uma bala de prata, com uma tacada perfeita. A crise afecta profissionais, públicos e organizações de forma distinta, inclusive porque tem escalas distintas. Um pequeno jornal do interior é afectado pela crise de um modo e não pode responder a ela como um New York Times. A crise é frenética, dinâmica e complexa. Enfrentá-la é urgente.”

Esta reflexão é de Rogério Christofoletti , docente de jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina, que sintetiza o seu pensamento sobre esta matéria num livro acabado de lançar  - “A crise do jornalismo tem solução?” -  e responde a uma entrevista no Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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