Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Prémio

Editora indiana de vídeo no "Washington Post" eleita Jornalista do Mês

Nikita Mandhani, uma jovem indiana que se formou na escola de jornalismo da Northwestern University, nos Estados Unidos, e trabalha como editora de reportagem vídeo no Washington Post e na Apple News, vai voltar ao seu país no princípio do ano. Entende que nem a Índia, nem outros países da Ásia do Sul, são retratados “com a luz correcta” pelas publicações internacionais que tem lido, e deseja dar o seu contributo nesta área. Começou como técnica de software, na Índia, mas hoje reconhece: “A vida como engenheira de computadores era mais estável, e é mais fácil encontrar emprego. Ser jornalista é duro, mas tem muito mais graça.” Foi escolhida como a Jornalista do Mês, em Novembro, pela International Journalists’ Network, que a entrevistou. 

O caminho que fez vai, de certo modo, em sentido contrário ao que parece importante na cultura corrente. Nikita Mandhani já escrevia num blog enquanto trabalhava numa empresa multinacional e, ao fim de dois anos, decidiu que jornalismo era o que queria fazer no resto na sua vida. Especializou-se na reportagem vídeo e, ainda durante o mestrado, foi sendo enviada a vários locais, nos Estados Unidos, mais tarde também à Alemanha. 

O trabalho que fazia tratava sobretudo das experiências dos imigrantes e refugiados nos Estados Unidos. As duas peças que a tornaram conhecida foram uma reportagem que fez para uma publicação indiana, sobre a Marcha das Mulheres de 2017, em Washington, e uma outra, para a NBC Asia, sobre os indianos de confissão muçulmana na América. 

Quando lhe perguntam porque se especializou no vídeo em vez de no jornalismo escrito, Nikita Mandhani responde que, enquanto estudava, se apercebeu do muito que um vídeo “pode conseguir em sete minutos”: 

“Eu queria tornar-me capaz de contar histórias desse modo. Comecei a concentrar-me no vídeo, mas nunca deixei de escrever. Tenho feito trabalho freelance porque quero continuar a escrever.” (…) 

Sobre que conselho tem para outros jornalistas, diz: 

“É muito importante ser curioso. Questionem todas as coisas. A minha curiosidade tem-me ajudado muito e continua a trazer-me ideias para reportagens. E também nunca parem. Têm de continuar sempre. Desenvolvam as forças que têm. E é difícil, muito difícil. Posso dizer isto porque trabalhei noutro campo. A vida como engenheira de computadores era mais estável, e é mais fácil encontrar emprego. Ser jornalista é duro, mas tem muito mais graça.” 


A entrevista com Nikita Mandhani, na International Journalists’ Network

Connosco
As “Histórias Proibidas” dos jornalistas assassinados voltam a ser lidas Ver galeria

Em Outubro de 2017, a jornalista Daphne Caruana Galizia, que investigava as ligações políticas perigosas da corrupção na ilha de Malta, foi morta num atentado à bomba. Hoje, uma equipa de 45 jornalistas, de 18 órgãos de comunicação de todo o mundo, está a trabalhar no Projecto Daphne, uma série de artigos que possam completar a sua investigação. Este projecto inscreve-se na missão de Forbidden Stories, cujo fundador, o realizador francês Laurent Richard, reafirmou em artigo recente em The Guardian: “Vocês mataram o mesageiro, mas não conseguirão matar a mensagem.”

Jornalismo de investigação é a melhor arma contra a propaganda Ver galeria

O combate à desinformação online tornou-se o tema incontornável de todos os encontros de jornalistas. Mas um dos painéis realizados na mais recente edição do Festival Internacional de Jornalismo, em Perugia, Itália, escutou intervenções que sugerem uma atitude menos confrontacional. A ideia é que resulta melhor investir num jornalismo de investigação no terreno, mesmo que tome mais tempo, do que tentar a batalha sempre perdida de aguentar o ritmo de produção das grandes máquinas de propaganda. Falaram neste sentido vozes experimentadas, de jornalistas como Galina Timchenko, russa, fundadora e directora do website Meduza, e Natalia Anteleva, georgiana, co-fundadora e editora de Coda Story.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Google Analytics para Jornalistas
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