Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

... e Murdoch faz diagnóstico optimista à saúde dos seus jornais

Rupert Murdoch, fundador e director executivo da News Corp, falou dos media do grupo sublinhando a boa forma dos três grandes jornais “nacionais”: The Wall Street Journal, nos Estados Unidos, The Times, em Londres, e The Australian, no seu país natal. Quanto aos outros, embora muitos continuem viáveis, admitiu que lutam pela sobrevivência. E um dos principais problemas vem da publicidade digital, que foi “extremamente danosa para a Imprensa”. Estas declarações foram proferidas durante a reunião anual da News Corp, em Los Angeles, onde Murdoch e os seus dois filhos, Lachlan e James, foram reconduzidos nos cargos. 

Em resposta à pergunta sobre se o grupo tem em projecto mais aquisições, respondeu claramente que não: “Já temos as mãos suficientemente ocupadas mantendo viáveis os nossos jornais.” 

Além dos citados acima, a News Corp publica os jornais australianos Daily Telegraph, Herald Sun and Courier Mail  - bem como o New York Post e, no Reino Unido, The Sun

“Os resultados do primeiro trimestre do ano fiscal revelaram que as receitas do ramo noticioso da News Corp aumentaram 2% em relação ao ano anterior. As receitas da publicidade impressa permaneceram estáveis, enquanto as do digital registaram uma pequena subida.” 

“As operações digitais representaram 27% do total das receitas trimestrais. The Wall Street Journal viu crescer as assinaturas 13,3%, chegando aos 2,2 milhões. Os assinantes exclusivamente digitais subiram para um milhão e 318 mil.” (…)

 

Mais informação em Media-tics e The Guardian

 

 

 

 

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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