Quinta-feira, 19 de Abril, 2018
Media

A Imprensa francesa surpreende com aumento de vendas

Os jornais franceses tiveram uma subida constante das suas vendas durante os primeiros nove meses do ano. Le Monde vai à frente, com o maior crescimento, de 6,55% (e uma tiragem que já chegou aos 284 mil exemplares), seguido por Le Figaro (+ 3,18%) e L’Equipe (+ 3,15%). Quanto à leitura nos respectivos sites, Le Figaro liderava em Outubro, com mais de 108 milhões de visitas, seguido por Le Monde, com 105,4 milhões. Estes números contrastam com os da vizinha Espanha, onde os seis diários de maior tiragem registavam, em Setembro, uma quebra de 10,4% nas suas vendas, em comparação com o período homólogo de 2016.

Esta situação surpreendente suscita perguntas. Segundo Philippe Rincé, director executivo do observatório da Imprensa ACPM-OJD, os bons resultados em França “devem-se fundamentalmente ao facto de 2017 ter sido um ano bom para as notícias, e em que houve uma mudança da impressão para o digital”. 

“A Espanha também viveu um período de máximo interesse pela actualidade, devido à situação na Catalunha, mas os diários não conseguiram  que se traduzisse em vendas.” 

Segundo Media-tics, que aqui citamos, “os media franceses souberam aproveitar este interesse dos cidadãos pelos acontecimentos nacionais e internacionais; além disso, demonstraram capacidade de exploração do digital, algo que ainda não conseguiram os meios tradicionais em Espanha”. 

Lemonde.fr vai chegar ao final do ano com 160 mil assinantes exclusivamente no digital. Este ramo de negócio tornou-se o mais rentável do grupo. O diário da tarde, como também Le Figaro e Les Echos, oferecem preços muito atraentes que ajudam a recrutar novos assinantes digitais.” (...) 

“A sua estratégia de diferenciar-se dos competidores com conteúdos exclusivos tem dado frutos: a recente publicação da investigação dos Paradise Papers permitiu-lhe triplicar numa semana o número de assinantes digitais, em comparação com uma semana normal.” 


Mais informação em Media-tics

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O combate à desinformação online tornou-se o tema incontornável de todos os encontros de jornalistas. Mas um dos painéis realizados na mais recente edição do Festival Internacional de Jornalismo, em Perugia, Itália, escutou intervenções que sugerem uma atitude menos confrontacional. A ideia é que resulta melhor investir num jornalismo de investigação no terreno, mesmo que tome mais tempo, do que tentar a batalha sempre perdida de aguentar o ritmo de produção das grandes máquinas de propaganda. Falaram neste sentido vozes experimentadas, de jornalistas como Galina Timchenko, russa, fundadora e directora do website Meduza, e Natalia Anteleva, georgiana, co-fundadora e editora de Coda Story.

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Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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