Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
Media

A Imprensa francesa surpreende com aumento de vendas

Os jornais franceses tiveram uma subida constante das suas vendas durante os primeiros nove meses do ano. Le Monde vai à frente, com o maior crescimento, de 6,55% (e uma tiragem que já chegou aos 284 mil exemplares), seguido por Le Figaro (+ 3,18%) e L’Equipe (+ 3,15%). Quanto à leitura nos respectivos sites, Le Figaro liderava em Outubro, com mais de 108 milhões de visitas, seguido por Le Monde, com 105,4 milhões. Estes números contrastam com os da vizinha Espanha, onde os seis diários de maior tiragem registavam, em Setembro, uma quebra de 10,4% nas suas vendas, em comparação com o período homólogo de 2016.

Esta situação surpreendente suscita perguntas. Segundo Philippe Rincé, director executivo do observatório da Imprensa ACPM-OJD, os bons resultados em França “devem-se fundamentalmente ao facto de 2017 ter sido um ano bom para as notícias, e em que houve uma mudança da impressão para o digital”. 

“A Espanha também viveu um período de máximo interesse pela actualidade, devido à situação na Catalunha, mas os diários não conseguiram  que se traduzisse em vendas.” 

Segundo Media-tics, que aqui citamos, “os media franceses souberam aproveitar este interesse dos cidadãos pelos acontecimentos nacionais e internacionais; além disso, demonstraram capacidade de exploração do digital, algo que ainda não conseguiram os meios tradicionais em Espanha”. 

Lemonde.fr vai chegar ao final do ano com 160 mil assinantes exclusivamente no digital. Este ramo de negócio tornou-se o mais rentável do grupo. O diário da tarde, como também Le Figaro e Les Echos, oferecem preços muito atraentes que ajudam a recrutar novos assinantes digitais.” (...) 

“A sua estratégia de diferenciar-se dos competidores com conteúdos exclusivos tem dado frutos: a recente publicação da investigação dos Paradise Papers permitiu-lhe triplicar numa semana o número de assinantes digitais, em comparação com uma semana normal.” 


Mais informação em Media-tics

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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“Fake news”, ontem e hoje
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