Segunda-feira, 16 de Julho, 2018
Estudo

Redes sociais ganham em Espanha vantagem na informação sobre os “media” tradicionais

A televisão em Espanha perdeu globalmente três pontos percentuais na sua audiência, enquanto as redes sociais ganharam treze, verificando-se que a população menor de 34 anos utiliza aquelas redes como primeira fonte de informação.

Ainda que a televisão continue a ser a principal fonte de informação em Espanha, a importância das redes sociais tem vindo a aumentar progressivamente, segundo apurou a Encuesta de Impacto del Periodismo, relativa ao ano em curso, conforme revela um estudo realizado para a Asociación de la Prensa de Madrid (APM), com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Ao serem questionados acerca de como haviam recebido a informação de actualidade na ultima semana, 75% dos espanhóis citava a televisão em primeiro lugar, enquanto 48% das noticias lhes chegavam através das redes sociais.

Em comparação com os dados do ano passado, a televisão perdeu terreno. É importante, aliás, realçar que, para os segmentos mais jovens da população – 15 a 24 e 25 a 34 anos – as redes sociais representam o essencial do seu espaço informativo.

Depois da televisão e das redes sociais os espanhóis informam-se, sobretudo, em publicações digitais (42%), rádio (41%) e jornais (25%).

O referido estudo da APM também indaga acerca da atitude dos espanhóis na hora de se informarem.

Ficou a saber-se, assim, que 77% respondeu que procura, pessoalmente, a informação de actualidade nos media tradicionais, ao mesmo tempo que 23% escolhem as redes sociais (Facebook e WhatsApp).

O estudo foi realizado telefonicamente, entre 2 e 14 de Outubro, com uma amostra certificada de 1002 pessoas, representativa do conjunto da sociedade espanhola, residente na península, Baleares e Canárias.

Este fenómeno de transferência de consumidores de informação para as redes sociais e outros meios digitais, não é novo, e em Portugal também tem vindo a progredir de uma forma arrasadora para a imprensa escrita, que não tem sabido reconfigurar-se para segurar os seus leitores, oferecendo-lhes contrapartidas qualitativas que não constam, obviamente, na lógica das redes sociais.


Por outro lado, tem-se verificado, e Portugal não é excepção, que os jornalistas acabam reféns do jogo das redes sociais, amplificando-as, enquanto perdem autonomia e iniciativa.

 

Imagem recolhida no instituto de estudos de mercado Cision

 

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