Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
Estudo

Redes sociais ganham em Espanha vantagem na informação sobre os “media” tradicionais

A televisão em Espanha perdeu globalmente três pontos percentuais na sua audiência, enquanto as redes sociais ganharam treze, verificando-se que a população menor de 34 anos utiliza aquelas redes como primeira fonte de informação.

Ainda que a televisão continue a ser a principal fonte de informação em Espanha, a importância das redes sociais tem vindo a aumentar progressivamente, segundo apurou a Encuesta de Impacto del Periodismo, relativa ao ano em curso, conforme revela um estudo realizado para a Asociación de la Prensa de Madrid (APM), com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Ao serem questionados acerca de como haviam recebido a informação de actualidade na ultima semana, 75% dos espanhóis citava a televisão em primeiro lugar, enquanto 48% das noticias lhes chegavam através das redes sociais.

Em comparação com os dados do ano passado, a televisão perdeu terreno. É importante, aliás, realçar que, para os segmentos mais jovens da população – 15 a 24 e 25 a 34 anos – as redes sociais representam o essencial do seu espaço informativo.

Depois da televisão e das redes sociais os espanhóis informam-se, sobretudo, em publicações digitais (42%), rádio (41%) e jornais (25%).

O referido estudo da APM também indaga acerca da atitude dos espanhóis na hora de se informarem.

Ficou a saber-se, assim, que 77% respondeu que procura, pessoalmente, a informação de actualidade nos media tradicionais, ao mesmo tempo que 23% escolhem as redes sociais (Facebook e WhatsApp).

O estudo foi realizado telefonicamente, entre 2 e 14 de Outubro, com uma amostra certificada de 1002 pessoas, representativa do conjunto da sociedade espanhola, residente na península, Baleares e Canárias.

Este fenómeno de transferência de consumidores de informação para as redes sociais e outros meios digitais, não é novo, e em Portugal também tem vindo a progredir de uma forma arrasadora para a imprensa escrita, que não tem sabido reconfigurar-se para segurar os seus leitores, oferecendo-lhes contrapartidas qualitativas que não constam, obviamente, na lógica das redes sociais.


Por outro lado, tem-se verificado, e Portugal não é excepção, que os jornalistas acabam reféns do jogo das redes sociais, amplificando-as, enquanto perdem autonomia e iniciativa.

 

Imagem recolhida no instituto de estudos de mercado Cision

 

Connosco
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Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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21
Ago
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Ago
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09:00 @ Lagos, Nigéria
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Set