null, 23 de Setembro, 2018
Tecnologia

Directiva europeia gera polémica sobre protecção de dados

O novo regulamento europeu sobre protecção de dados está a ser contestado pelos sindicatos dos editores de Imprensa franceses, em especial no capítulo referente à ePrivacy, que “só vai enfraquecer as empresas noticiosas e a difusão de uma Informação de qualidade, reforçando a hegemonia dos dirigentes mundiais da Web, sem trazer a protecção necessária dos internautas”. Pelo outro lado, a IAB e outras associações de publicidade têm feito uma campanha em que alertam contra as possíveis consequências de uma regulação tão restrita, com o fim da gratuitidade dos conteúdos e serviços e o ‘app-ocalipse’ do fim das aplicações móveis.

Os meios de comunicação online seriam os grandes prejudicados das novas normas, caso sejam aprovadas. Segundo o comunicado dos sindicatos de editores, o regulamento ePrivacy prevê que os internautas consintam na recolha de dados sobre os seus comportamentos na Internet, “não já em cada site consultado, mas de forma global, desde as suas ligações iniciais à Internet, pelas portas de entrada gerais, que são os navegadores ou os interfaces detidos pelos grandes actores tecnológicos mundiais; tal evolução não permite a cada internauta decidir, em consciência, sobre a relação que deseja manter com cada um dos sites que visita”. 

Mais adiante, o mesmo comunicado, de 20 de Outubro de 2017, afirma que “o projecto ePrivacy confia a gestão dos dados online exclusivamente aos dirigentes tecnológicos mundiais, que hoje captam 79% do mercado da publicidade digital e 85% do seu crescimento, entregando-lhes as chaves da Internet europeia e do seu modelo económico”. (...) 

Por seu lado, Pierre Calmar, director-geral do grupo de publicidade Dentsu Aegis Network, assina em Le Monde um artigo afirmando que os editores europeus estão errados quando pensam que a protecção dos dados pessoais será a arma que os vai proteger das grandes plataformas tecnológicas, nomeadamente Facebook e Google, e têm uma reacção paradoxal ao exigirem regulamentos que deveriam reduzir a dominação desses concorrentes, enquanto “constroem as suas próprias plataformas de dados mutualizadas (Alliance Gravity ou Skyline), para tentarem oferecer ao mercado publicitário verdadeiras soluções de marketing orientado”. (...)

 

Mais informação em Media-tics, que contém o link para o comunicado, e em Le Monde e The Guardian;

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções Ver galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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