Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
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A “talentocracia” como casta dirigente da nova era digital

Na “nova economia” da era digital, muitas empresas multinacionais “vivem obcecadas pela captação e retenção do talento como tábua de salvação para a sutentabilidade dos seus modelos de negócio”. Dirigentes de todo o mundo “lêem com taquicárdia cada novo ranking sobre as melhores empresas para trabalhar, as marcas mais valorizadas e as organizações com melhor reputação entre os seus empregados”. [Houve um tempo em que se lhe chamava brain drain...] Trata-se aqui da “talentocracia” que supostamente forma as lideranças da nova economia digital, e sobre a qual reflecte, com entusiasmo, ironia ou uma mistura das duas coisas, Salvador Molina, presidente do Foro Ecofin.

“O presente não importa e o futuro está por desenhar. É este o novo axioma do management contemporâneo. Silicon Valley e as GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon) geraram esta tendência no sentido de que a inovação e a gestão da mudança dependem das capacidades das suas equipas na hora de projectarem novos serviços, novos produtos e novos modelos de monetização.” 

“O entre-empreendimento é outro desses ‘mantras’ repetidamente pronunciados dentro das [empresas] tecnológicas. E tudo isso vem linearmente relacionado com o talento humano das suas equipas.” (...)  

A pessoa torna-se o “diamante em bruto” da competividade, contra os modelos de liderança “hierárquicos, mecanicistas e autocráticos”. “As empresas são transversais na sua ‘sociocracia’ de gestão interna. E a ‘talentocracia’ aparece como o cume dos sistemas de promoção interna.” (...) 

“As novas gerações são desligadas das grandes estruturas, das marcas de sempre e do emprego estável. O empreendedorismo torna-se mais sexy no séc. XXI. Os funcionários são uma espécie em perigo de extinção para os talentosos nativos digitais. O talento impõe-se e uma nova forma do governo da ‘talentocracia’ está a criar raízes na nossa Era Digital.” (...)

 

O texto citado, na íntegra, em Media-tics

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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Opinião
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As limitações do nosso jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
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