Sábado, 17 de Novembro, 2018
Fórum

A “talentocracia” como casta dirigente da nova era digital

Na “nova economia” da era digital, muitas empresas multinacionais “vivem obcecadas pela captação e retenção do talento como tábua de salvação para a sutentabilidade dos seus modelos de negócio”. Dirigentes de todo o mundo “lêem com taquicárdia cada novo ranking sobre as melhores empresas para trabalhar, as marcas mais valorizadas e as organizações com melhor reputação entre os seus empregados”. [Houve um tempo em que se lhe chamava brain drain...] Trata-se aqui da “talentocracia” que supostamente forma as lideranças da nova economia digital, e sobre a qual reflecte, com entusiasmo, ironia ou uma mistura das duas coisas, Salvador Molina, presidente do Foro Ecofin.

“O presente não importa e o futuro está por desenhar. É este o novo axioma do management contemporâneo. Silicon Valley e as GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon) geraram esta tendência no sentido de que a inovação e a gestão da mudança dependem das capacidades das suas equipas na hora de projectarem novos serviços, novos produtos e novos modelos de monetização.” 

“O entre-empreendimento é outro desses ‘mantras’ repetidamente pronunciados dentro das [empresas] tecnológicas. E tudo isso vem linearmente relacionado com o talento humano das suas equipas.” (...)  

A pessoa torna-se o “diamante em bruto” da competividade, contra os modelos de liderança “hierárquicos, mecanicistas e autocráticos”. “As empresas são transversais na sua ‘sociocracia’ de gestão interna. E a ‘talentocracia’ aparece como o cume dos sistemas de promoção interna.” (...) 

“As novas gerações são desligadas das grandes estruturas, das marcas de sempre e do emprego estável. O empreendedorismo torna-se mais sexy no séc. XXI. Os funcionários são uma espécie em perigo de extinção para os talentosos nativos digitais. O talento impõe-se e uma nova forma do governo da ‘talentocracia’ está a criar raízes na nossa Era Digital.” (...)

 

O texto citado, na íntegra, em Media-tics

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
O jornalismo estará a render-se à subjetividade, rainha e senhora de certas redes sociais. As ‘fake news’ e o futuro dos media foram dos temas mais falados na edição de 2018, da Web Summit. Usadas como arma de arremesso político e de intoxicação, as notícias falsas são uma praga. Invadem o espaço público, distorcem os factos, desviam a atenção, comprometem a reflexão. E pelo caminho...
As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
As redes sociais são, hoje, a principal fonte de informação, se não mesmo a única, para imensa gente. O combate às “fake news” tem que ser feito, não pela censura, mas pela consciencialização dos utilizadores da net. Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil graças à utilização maciça das redes sociais. A maioria dos jornais brasileiros de referência não o apoiou, o...
1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...
Há cerca de um ano, António Barreto  costumava assinar uma assertiva coluna de opinião no Diário de Noticias, entretanto desaparecida como outras, sem deixar rasto. Numa delas,  reconhecia ser “simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão” . E comentava, a propósito,  que  “a vulgaridade é sinal de verdade. A...
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