null, 23 de Setembro, 2018
Fórum

A “talentocracia” como casta dirigente da nova era digital

Na “nova economia” da era digital, muitas empresas multinacionais “vivem obcecadas pela captação e retenção do talento como tábua de salvação para a sutentabilidade dos seus modelos de negócio”. Dirigentes de todo o mundo “lêem com taquicárdia cada novo ranking sobre as melhores empresas para trabalhar, as marcas mais valorizadas e as organizações com melhor reputação entre os seus empregados”. [Houve um tempo em que se lhe chamava brain drain...] Trata-se aqui da “talentocracia” que supostamente forma as lideranças da nova economia digital, e sobre a qual reflecte, com entusiasmo, ironia ou uma mistura das duas coisas, Salvador Molina, presidente do Foro Ecofin.

“O presente não importa e o futuro está por desenhar. É este o novo axioma do management contemporâneo. Silicon Valley e as GAFA (Google, Apple, Facebook e Amazon) geraram esta tendência no sentido de que a inovação e a gestão da mudança dependem das capacidades das suas equipas na hora de projectarem novos serviços, novos produtos e novos modelos de monetização.” 

“O entre-empreendimento é outro desses ‘mantras’ repetidamente pronunciados dentro das [empresas] tecnológicas. E tudo isso vem linearmente relacionado com o talento humano das suas equipas.” (...)  

A pessoa torna-se o “diamante em bruto” da competividade, contra os modelos de liderança “hierárquicos, mecanicistas e autocráticos”. “As empresas são transversais na sua ‘sociocracia’ de gestão interna. E a ‘talentocracia’ aparece como o cume dos sistemas de promoção interna.” (...) 

“As novas gerações são desligadas das grandes estruturas, das marcas de sempre e do emprego estável. O empreendedorismo torna-se mais sexy no séc. XXI. Os funcionários são uma espécie em perigo de extinção para os talentosos nativos digitais. O talento impõe-se e uma nova forma do governo da ‘talentocracia’ está a criar raízes na nossa Era Digital.” (...)

 

O texto citado, na íntegra, em Media-tics

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções Ver galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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Opinião
Costuma dizer-se que “no melhor pano cai a nódoa”. E assim aconteceu com o prestigiado jornal americano “The New New York Times” ao decidir publicar, como opinião, um artigo não assinado com o sugestivo titulo “I Am Part of the Resistance Inside the Trump Administration”, que dispensa tradução. Depois do saudável movimento, que congregou, recentemente, 350 jornais americanos, em resposta ao apelo do The Boston Globe,...
Trump contra o jornalismo
Francisco Sarsfield Cabral
Numa iniciativa inédita, mais de 300 órgãos de comunicação dos EUA manifestaram na quinta-feira repúdio contra os violentos ataques de Trump ao jornalismo.  Como jornalista com muitos anos de profissão, tenho pena de reconhecer que a qualidade do produto jornalístico baixou ao longo das últimas décadas. Mas importa perceber porquê. No século XIX o jornalismo resumia-se a… jornais impressos....
Em meados do séc. XVIII, os parisienses que quisessem manter-se “au courant” àcerca do andamento da Guerra dos Sete Anos (iniciada em 1756) não tinham muitas escolhas. Se fizessem parte, dentre os 600 mil habitantes da capital francesa, da minoria que sabia ler – menos de metade dos homens e uma quarta parte das mulheres – e também estivessem entre os poucos privilegiados que podiam dar-se ao luxo de comprar um jornal, tinham três...
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