Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Converter textos em áudio é a nova moda para os grandes “media”

Há uma tendência nova no mercado de imprensa:  The New York Times' lançou um podcast diário, como já referimos noutra oportunidade neste site, com a particularidade de ter superado os 100 milhões de downloads em 9 meses.

Por seu lado, o Financial Times, como revela o site electrónico media-tics, num artigo assinado por Miguel Ormaetxea, está a lançar versões de áudio de boa qualidade para os seus artigos.

A edição de podcast para pequenos nichos consegue rentabilidades invulgares, com baixo investimento e alcança audiências significativas, sem passar pelos canais tradicionais.

Os assistentes de voz como o Alexa e o Google Home, além dos pesquisadores de áudio, vão impulsionar essa moda.

A inovação chegou aos grandes media que se deram conta que os podcasts são uma oportunidade para diversificar o acesso a um público alargado.

Um responsável do The New York Times, assinalou que este diário planeia um franchising em torno do êxito do The Daily, que regista já 3,8 milhões de ouvintes por mês.

No caso do Financial Times e no sentido de reduzir os custos de transformar o texto em áudio, está a trabalhar, em aliança com Amazon Polly, para concretizar uma tecnologia que viabiliza em apenas três segundos a conversão de artigos em áudio.

Note-se que alguns podcasts, protagonizados por profissionais com notoriedade na rádio, estão a chegar ao topo das audiências. Por exemplo, Pod Save de People e o podcast  Chapo Trap House.

Há outros exemplos bem sucedidos. É o caso de Sparkle Stories, uma empresa independente que distribui mais de mil histórias de áudio originais para crianças, cobrando pela subscrição 15 dólares por mês.

No termo de uma campanha entretanto lançada, a empresa já angariou 48 mil dólares. Os editores de livros também estão a apostar no áudio para recuperar leitores.

A empresa sueca Storytell já conta com uma biblioteca de 60 mil títulos e opera em 15 países. Aliou-se com a Planeta e a Penguin Random House para abrir uma brecha no mercado em espanhol e português.

A oferta de audiolivros na vizinha Espanha aumentou 33% num ano e espera-se que, em 2018, alcance 10% em facturação digital.

Em conclusão: o publico conecta-se cada vez mais com o áudio , seja para fazer desporto ou para aproveitar tempos mortos nos transportes colectivos.

No futuro com a condução automatizada de automóveis, milhões de pessoas terão uma nova disponibilidade e tempo livre para conectar-se e o áudio bem pode ser uma das suas opções.

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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