Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

Converter textos em áudio é a nova moda para os grandes “media”

Há uma tendência nova no mercado de imprensa:  The New York Times' lançou um podcast diário, como já referimos noutra oportunidade neste site, com a particularidade de ter superado os 100 milhões de downloads em 9 meses.

Por seu lado, o Financial Times, como revela o site electrónico media-tics, num artigo assinado por Miguel Ormaetxea, está a lançar versões de áudio de boa qualidade para os seus artigos.

A edição de podcast para pequenos nichos consegue rentabilidades invulgares, com baixo investimento e alcança audiências significativas, sem passar pelos canais tradicionais.

Os assistentes de voz como o Alexa e o Google Home, além dos pesquisadores de áudio, vão impulsionar essa moda.

A inovação chegou aos grandes media que se deram conta que os podcasts são uma oportunidade para diversificar o acesso a um público alargado.

Um responsável do The New York Times, assinalou que este diário planeia um franchising em torno do êxito do The Daily, que regista já 3,8 milhões de ouvintes por mês.

No caso do Financial Times e no sentido de reduzir os custos de transformar o texto em áudio, está a trabalhar, em aliança com Amazon Polly, para concretizar uma tecnologia que viabiliza em apenas três segundos a conversão de artigos em áudio.

Note-se que alguns podcasts, protagonizados por profissionais com notoriedade na rádio, estão a chegar ao topo das audiências. Por exemplo, Pod Save de People e o podcast  Chapo Trap House.

Há outros exemplos bem sucedidos. É o caso de Sparkle Stories, uma empresa independente que distribui mais de mil histórias de áudio originais para crianças, cobrando pela subscrição 15 dólares por mês.

No termo de uma campanha entretanto lançada, a empresa já angariou 48 mil dólares. Os editores de livros também estão a apostar no áudio para recuperar leitores.

A empresa sueca Storytell já conta com uma biblioteca de 60 mil títulos e opera em 15 países. Aliou-se com a Planeta e a Penguin Random House para abrir uma brecha no mercado em espanhol e português.

A oferta de audiolivros na vizinha Espanha aumentou 33% num ano e espera-se que, em 2018, alcance 10% em facturação digital.

Em conclusão: o publico conecta-se cada vez mais com o áudio , seja para fazer desporto ou para aproveitar tempos mortos nos transportes colectivos.

No futuro com a condução automatizada de automóveis, milhões de pessoas terão uma nova disponibilidade e tempo livre para conectar-se e o áudio bem pode ser uma das suas opções.

 

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

Será orador convidado, no próximo dia 22 de Novembro, Eduardo Marçal Grilo, antigo ministro da Educação e administrador da Fundação Gulbenkian, que tem dedicado à problemática do ensino e às causas da cultura e da ciência o essencial da sua actividade de intelectual, de homem político e enquanto docente.

O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
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1.Segundo um estudo da Marktest sobre a utilização que os portugueses fazem das redes sociais 65.9% dos inquiridos referem o Facebook, 16.4% indicam o Instagram, 8.3% oWhatsApp, 4% o Youtube e 5.4% outras redes. O estudo sublinha que esta predominância do Facebook não é transversal a toda a população: “Entre os jovens utilizadores de redes sociais, os resultados de 2018 mostram uma inversão das redes visitadas com mais...
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