Segunda-feira, 16 de Julho, 2018
Opinião

O novo mundo que a Amazon prepara

por Manuel Falcão

Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia digital se podem gabar de conseguir traçar um perfil tão completo dos seus clientes: aquilo de que gostam mais, o que procuram com intenção de comprar, o que efectivamente compram, onde estão em cada momento, que curiosidades e hábitos têm. 

A base de dados da Amazon é uma base inteligente, que espelha comportamentos e tendências, não é uma base estática e isso dá-lhe uma vantagem enorme – quer em termos de dimensão pura e simples, quer em termos da informação nela contida. Aos poucos a Amazon está a sair da sua actividade de enorme caverna de Ali-Bábá onde tudo se pode encontrar para trabalhar em novas áreas – a Amazon está a entrar de forma acelerada, directamente ou em parcerias, em áreas tão distintas como a sector financeiro, os mídia, a produção de filmes e séries de tv originais, a saúde, a moda ou os transportes e viagens. 

A Amazon é cada vez mais o exemplo de uma empresa que não segue os padrões tradicionais de separação entre actividades e projecta o seu crescimento alargando cada vez mais o seu raio de acção – diversifica o que oferece para aumentar a especialização sobre a informação que retém. Há muito que a Amazon deixou de entregar só produtos inertes como livros ou dvd’s. Agora, em muitas cidades, como por exemplo aqui ao lado em Madrid, vende produtos frescos – legumes, fruta e outros alimentos – garantindo entregas no local indicado pelo cliente no espaço de uma hora.

Tudo isto aumenta o manancial de informação que a Amazon recolhe sobre os seus clientes, permitindo traçar um perfil de consumidor cada vez mais completo. Hoje em dia os sites da Amazon são tão visitados que se tornaram, eles próprios, um bom suporte de publicidade para uma gama enorme de produtos que ali podem contactar directamente com consumidores no momento em que se preparam para fazer uma compra. Esta área de venda de espaço publicitário é uma das novas grandes apostas da Amazon, que assim irá concorrer directamente com Google e Facebook, com a pequena variante de poder garantir que cada produto vai chegar exactamente a quem estiver interessado nele – com um grau de probabilidade que nenhum dos outros concorrentes digitais globais consegue oferecer.

Jeff Bezos, o homem que fundou a Amazon, prepara-se para dar uma grande dor de cabeça aos seus rivais de outras empresas.

 

 

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