Segunda-feira, 20 de Janeiro, 2020
Prémio

Prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017 entregue no aniversário da Tribuna de Macau

O prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017, no valor de 10 mil euros, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM), com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares foi entregue em Macau, à jornalista Sílvia Gonçalves, pela sua reportagem “Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois”, no decurso da cerimónia comemorativa do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau.
Na recepção em que estiveram presentes o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o Comissário de Auditoria, Ho Veng Ón e o Consul de Portugal, embaixador Vítor Sereno, para além de altas figuras das comunidades portuguesa e chinesa de Macau, o cheque foi entregue por Ambrose So, membro do Conselho de Curadores da Fundação Jorge Álvares, em representação do general Garcia Leandro, presidente da Fundação, e José Rocha Diniz, administrador e fundador do JTM.

Falando na cerimónia, Rocha Diniz assinalou que este prémio foi o primeiro momento em que se materializou o acordo de cooperação entre o Clube Português de Imprensa e o Jornal Tribuna de Macau assinado no ano passado, salientando que espera poder avançar com esta e outras acções no futuro”.

 

O administrador da Tribuna teve palavras de agradecimento ao Clube Português de Imprensa, à Fundação Jorge Álvares e aos membros do júri que para além de si, foi constituído por Dinis de Abreu (que presidiu), e os jornalistas José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e José António Silva Pires, também do CPI.

O trabalho de Sílvia Gonçalves, publicado no jornal de Macau “Ponto Final” concorrente do JTM foi atribuído, por unanimidade, pelo júri que realçou a "originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa".

"Trata-se de um texto que não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha, contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia", sublinhou então, o júri, em comunicado o júri.

 

Distribuídas acções a trabalhadores do JTM

 

Durante as comemorações do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau, o administrador do jornal salientou que neste momento, o JTM já é o jornal local de informação geral em Língua Portuguesa que sobreviveu mais tempo em toda a história de Macau e anunciou a distribuição de acções da empresa que publica o jornal, por alguns dos trabalhadores que há mais tempo fazem parte dos quadros, decisão inédita no jornalismo de Macau.

 

 

 

 

 

Connosco
Novas ferramentas para gerir os "media online" Ver galeria

O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) divulgou uma nova ferramenta para moderadores online dos media lidarem com situações de abuso que ocorrem nas redes sociais. 

As ferramentas e estratégias para gerir os debates no Facebook e no Twitter fazem parte da plataforma do IPI Newsrooms Ontheline, que reúne várias sugestões sobre como combater o assédio online contra jornalistas.

O objectivo é explicar de que forma os moderadores podem gerir as redes sociais e como devem aplicar essas ferramentas, bem como as opções disponíveis pelas próprias plataformas das redes, de forma a conseguirem dar resposta ao abuso online e às ameaças contra os media e jornalistas individuais.
As medidas definidas são o resultado de várias entrevistas com peritos em audiências dos principais media da Europa. Devido à constante evolução, estas estratégias estão sujeitas a revisão e actualização constantes.

A maioria dos peritos, consultados pela IPI, salienta que existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para a moderação de mensagens abusivas no Twitter, entre as quais o muting e o bloqueio. 

Em relação ao Facebook, os moderadores podem apagar os comentários, esconder comentários com conteúdo abusivo, banir um utilizador das páginas do medium, remover o utilizador de uma página, desactivar os comentários, bloquear determinadas palavras ou, ainda, reportar uma página ou um post.

Crise gera em Espanha modelos jornalísticos inovadores Ver galeria

A indústria do jornalismo em Espanha está em crise há mais de uma década. O colapso do crescimento económico afectou todas as áreas. Os fabricantes reduziram orçamentos de publicidade, o desemprego reduziu o poder de compra das famílias, que, por sua vez,  diminuíram as suas despesas, incluindo as dos meios de comunicação social.
O autor analisa os novos modelos de projetos que procuram responder aos desafios informativos actuais,  com apostas diferentes dos convencionais, baseados na verificação informativa, no uso dos mecanismos de transparência, na contextualização informativa, no jornalismo de dados ou na visualização.

Os meios de comunicação social também reduziram as suas despesas, entre 2005 e 2008, pelo menos 12 200 empregos foram suprimidos, segundo dados do Relatório da Profissão Jornalística de 2015. E em 2018, o investimento em publicidade ainda era 30% inferior ao de 2008.

O Clube

Ao retomar a regularidade de actualização deste site, no inicio de outra década, achámos oportuno proceder ao  balanço do vasto material arquivado, designadamente, em textos de reflexão sobre a forma como está a ser exercido o jornalismo,  no contexto de um período extremamente exigente  para os novos e velhos  “media”.

O resultado dessa pesquisa retrospectiva foi muito estimulante, a ponto de termos sentido  ser um imperativo partilhá-la, no essencial,  com quem nos acompanha mais de perto, sendo, no entanto,  recém-chegados. 


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Opinião
Apoiar a comunicação social
Francisco Sarsfield Cabral
O Presidente da República voltou a falar na necessidade de o Estado tomar medidas de apoio à comunicação social. Marcelo Rebelo de Sousa discursava na apresentação de um programa do “Público” para dar a estudantes universitários acesso gratuito a assinaturas daquele jornal, com o apoio de entidades privadas que pagam metade dos custos envolvidos. O Presidente entende, e bem, que o Estado tem responsabilidades neste campo e...
A “tabloidizacão” dos media portugueses parece imparável, com as televisões na dianteira, privadas e pública, sejam os canais generalistas ou temáticos. A obsessão pelos “casos” que puxem ao drama, ao pasmo ou à lágrima, tomou conta dos telejornais e da Imprensa. A frenética disputa das audiências nas TVs e a queda continuada das vendas nos jornais são, normalmente, apontadas...
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