Quarta-feira, 2 de Dezembro, 2020
Prémio

Prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017 entregue no aniversário da Tribuna de Macau

O prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017, no valor de 10 mil euros, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM), com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares foi entregue em Macau, à jornalista Sílvia Gonçalves, pela sua reportagem “Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois”, no decurso da cerimónia comemorativa do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau.
Na recepção em que estiveram presentes o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o Comissário de Auditoria, Ho Veng Ón e o Consul de Portugal, embaixador Vítor Sereno, para além de altas figuras das comunidades portuguesa e chinesa de Macau, o cheque foi entregue por Ambrose So, membro do Conselho de Curadores da Fundação Jorge Álvares, em representação do general Garcia Leandro, presidente da Fundação, e José Rocha Diniz, administrador e fundador do JTM.

Falando na cerimónia, Rocha Diniz assinalou que este prémio foi o primeiro momento em que se materializou o acordo de cooperação entre o Clube Português de Imprensa e o Jornal Tribuna de Macau assinado no ano passado, salientando que espera poder avançar com esta e outras acções no futuro”.

 

O administrador da Tribuna teve palavras de agradecimento ao Clube Português de Imprensa, à Fundação Jorge Álvares e aos membros do júri que para além de si, foi constituído por Dinis de Abreu (que presidiu), e os jornalistas José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e José António Silva Pires, também do CPI.

O trabalho de Sílvia Gonçalves, publicado no jornal de Macau “Ponto Final” concorrente do JTM foi atribuído, por unanimidade, pelo júri que realçou a "originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa".

"Trata-se de um texto que não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha, contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia", sublinhou então, o júri, em comunicado o júri.

 

Distribuídas acções a trabalhadores do JTM

 

Durante as comemorações do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau, o administrador do jornal salientou que neste momento, o JTM já é o jornal local de informação geral em Língua Portuguesa que sobreviveu mais tempo em toda a história de Macau e anunciou a distribuição de acções da empresa que publica o jornal, por alguns dos trabalhadores que há mais tempo fazem parte dos quadros, decisão inédita no jornalismo de Macau.

 

 

 

 

 

Connosco
Crescimento das assinaturas digitais não compensa as perdas na circulação impressa Ver galeria

A pandemia veio agravar a crise dos “media”, já que modificou os hábitos de consumo dos cidadãos e demonstrou a necessidade de alterar o modelo de negócio tradicional, assente, sobretudo, em receitas publicitárias.

Perante este novo contexto, o Obercom analisou as diferenças registadas, entre 2019 e 2020, na imprensa portuguesa, de forma a traçar um possível futuro para o sector, tendo em conta a aceleração das marcas digitais.

Para tal, foram analisadas doze publicações -- “Correio da Manhã”, “Jornal de Notícias”, “Diário de Notícias”, “Público”, “Expresso”, “Visão”, “Sábado”, “Jornal de Negócios”, “Jornal Económico”, “Record”, “O Jogo” e “Courrier Internacional”.

Em primeira instância, constatou-se que, tanto o volume de circulação paga, como o volume de tiragens, tem sofrido quedas sustentadas ao longo dos últimos anos. O volume de tiragens também diminuiu, acompanhando o ritmo de quebra das vendas em banca.

Em relação ao índice de Eficiência das publicações -- que resulta do rácio entre tiragens e circulação impressa paga -- verifica-se que os semanários “Expresso” e “Visão” são aqueles que apresentam os valores mais altos. Em posição contrária estão o “Jornal Económico” e o “Jornal de Negócios”.

No que respeita ao digital, o crescimento das assinaturas não tem sido suficiente para colmatar as perdas no papel.

Movimento de jornalistas franceses contra nova Lei de Segurança Ver galeria

Nos últimos meses, a liberdade de imprensa em França tornou-se um tema de debate, devido à aprovação da Lei de Segurança Global, recordou o jornalista Rui Martins num artigo publicado no “Observatório da Imprensa”, associação com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

Entre outros pontos, a Lei de Segurança Global estabelece restrições à divulgação de imagens dos membros das forças policiais e militares, o que, para os franceses, constitui um acto de censura.

Segundo indicou Martins, este “controlo de imagem”, previsto no artigo 24, é subtil e mal intencionado, já que visa proteger as autoridades, em caso de utilização excessiva da força.

Até porque, de acordo com o documento, será punido o fotógrafo, o operador de imagem ou o cidadão que captar e difundir imagens das forças da autoridade. A pena pode ir até aos 45 mil euros e um ano de prisão.

Além disso, não havendo prova visual, os autores de tais denúncias poderiam ser processados.

Perante este quadro, um grupo de editores executivos franceses reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a lei da liberdade de imprensa de 1881 e garantem que estarão vigilantes para assegurar o seu cumprimento.

A defesa do anonimato dos polícias franceses foi, ainda, questionada pelas próprias televisões francesas, que mostraram imagens de agentes ingleses e alemães, com suas identificações bem visíveis nos próprios uniformes.

O Clube


Faz cinco anos que começámos este
site, desenhado por Nuno Palma, webdesigner e docente universitário, que desde então colabora connosco.

O projecto foi lançado com uma modéstia de recursos que não mudou entretanto, porque escasseiam os mecenas e os poucos que se nos juntaram também se defrontaram com orçamentos penalizados, seja pela conjuntura económica, seja, mais recentemente, pela crise sanitária. 

Neste contexto, a sobrevivência é um desafio diário, e um lustre de existência deste site é uma profissão de fé e uma teimosia.

O site constitui a respiração do CPI, fora de portas, e a nível global. Os primeiros passos foram dados sem qualquer publicidade. Aparecemos online e por aqui ficámos, procurando habilitar diariamente quem nos visita com a melhor informação sobre as actividades do Clube e o pulsar dos media e do jornalismo, sem restrições de credo, nem obediências de capela. Com rigor e independência.

Fomos recompensados. Só no último ano, de acordo com medições de audiência da Google Analytics, crescemos mais de 50% em sessões efectuadas e mais de 60% em utilizadores regulares. É algo de que nos orgulhamos.



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