Sexta-feira, 24 de Novembro, 2017
Prémio

Prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017 entregue no aniversário da Tribuna de Macau

O prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017, no valor de 10 mil euros, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM), com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares foi entregue em Macau, à jornalista Sílvia Gonçalves, pela sua reportagem “Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois”, no decurso da cerimónia comemorativa do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau.
Na recepção em que estiveram presentes o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o Comissário de Auditoria, Ho Veng Ón e o Consul de Portugal, embaixador Vítor Sereno, para além de altas figuras das comunidades portuguesa e chinesa de Macau, o cheque foi entregue por Ambrose So, membro do Conselho de Curadores da Fundação Jorge Álvares, em representação do general Garcia Leandro, presidente da Fundação, e José Rocha Diniz, administrador e fundador do JTM.

Falando na cerimónia, Rocha Diniz assinalou que este prémio foi o primeiro momento em que se materializou o acordo de cooperação entre o Clube Português de Imprensa e o Jornal Tribuna de Macau assinado no ano passado, salientando que espera poder avançar com esta e outras acções no futuro”.

 

O administrador da Tribuna teve palavras de agradecimento ao Clube Português de Imprensa, à Fundação Jorge Álvares e aos membros do júri que para além de si, foi constituído por Dinis de Abreu (que presidiu), e os jornalistas José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e José António Silva Pires, também do CPI.

O trabalho de Sílvia Gonçalves, publicado no jornal de Macau “Ponto Final” concorrente do JTM foi atribuído, por unanimidade, pelo júri que realçou a "originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa".

"Trata-se de um texto que não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha, contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia", sublinhou então, o júri, em comunicado o júri.

 

Distribuídas acções a trabalhadores do JTM

 

Durante as comemorações do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau, o administrador do jornal salientou que neste momento, o JTM já é o jornal local de informação geral em Língua Portuguesa que sobreviveu mais tempo em toda a história de Macau e anunciou a distribuição de acções da empresa que publica o jornal, por alguns dos trabalhadores que há mais tempo fazem parte dos quadros, decisão inédita no jornalismo de Macau.

 

 

 

 

 

Connosco
Jornalistas são mais operários da notícia do que estrelas do "showbiz"... Ver galeria

O jornalismo “é uma profissão de ilustres desconhecidos, gente que em sua maior parte ganha pouco e luta para prestar serviço ao leitor, telespectador, ouvinte ou internauta; jornalistas estão mais para operários da notícia do que para estrelas do showbiz”. E reflexão é de Ronaldo Leges, que se apresenta como praticante do “jornalismo de bairro” e dirige uma crítica aos profissionais que passam essa fronteira para o lado do espectáculo, especialmente na televisão: “Não são poucos aqueles repórteres que com o ego inflamado buscam aparecer mais do que a fonte entrevistada e no fim distribuem seus autógrafos ao redor da multidão.” No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

A morte anunciada da televisão foi manifestamente exagerada... Ver galeria

Já se fizeram muitos “diagnósticos” (e alguns “prognósticos”) à televisão. Um dos mais recentes é que estava moribunda. Mas este seu fim anunciado é ele próprio “um mito gasto”. O êxito actual das novas séries é um bom exemplo: seria paradoxal anunciar a morte da televisão “no preciso momento em que as suas produções conquistam uma legitimidade cultural que ela procurou durante meio século”. Vistas as coisas em perspectiva histórica, o “discurso de denúncia” contra a televisão já foi usado “contra o romance em folhetins, a BD, o cinema e a leitura (que, como nota o historiador Roger Chartier, perde o seu estatuto sedicioso sob a ameaça da televisão, para se tornar no final do séc. XX o refúgio da cultura)”. Uma reflexão que continua, a propósito do próximo lançamento, em Paris, do livro Sociologie de la télévision.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

ver mais >
Opinião
As redes sociais e o passado
Francisco Sarsfield Cabral
O semanário britânico The Economist, geralmente um entusiasta do progresso científico e tecnológico, dedicou a capa e o primeiro editorial de um seu recente número a uma crítica severa às redes sociais. Estas, em vez de contribuírem para o esclarecimento público e o debate racional (como inicialmente se esperava), multiplicam mentiras e falsidades – por exemplo, as milhares de intromissões russas no Facebook e no...
Quem achar que a Amazon é apenas um vendedor de livros ou de discos está enganado, e muito. A Amazon tem estado no último ano a alargar o seu espectro de acção, comprando cadeias de retalhistas, oferecendo novos serviços através de parcerias que estabelece nas mais diversas áreas e, sobretudo, está a começar a utilizar o enorme conhecimento que tem sobre os hábitos dos seus clientes. Poucas empresas da nova economia...
O  estado dos media americanos continua a inspirar apreensão, e desenvolvimentos reportados desde o verão têem acentuado os motivos de preocupação, com poucas  excepções. Os relatórios do Pew Research Center – organização não-partidária com sede em Washington, fundada em 2004, dedicada ao estudo da evolução de sectores como o jornalismo, demografia, política e opinião...
Ao completar 25 anos, a SIC  cresceu, mas não se emancipou nem libertou o seu criador de preocupações. Francisco Pinto Balsemão, com 80 anos feitos, merecia um sossego que não tem, perante a crise que atingiu o Grupo de media que construiu do zero . Balsemão ganhou vários desafios, alguns deles complexos, desde que lançou o Expresso nos idos de 70 do século passado - o seu “navio-almirante”, como gosta de...
Num livro colectivo acabado de publicar, simultaneamente, em treze línguas e em dezenas de países espalhados pelo mundo inteiro, cuja versão francesa se intitula, significativamente, L’âge de la Régression: Pourquoi nous vivons un tournant historique[1], Appadurai disserta sobre o «sentimento de cansaço» que, na sua opinião domina a esfera pública. Sentimento de cansaço relativamente à forma de fazer...
Agenda
27
Nov
10º Congresso Sopcom
09:00 @ Viseu
27
Nov
Formação sobre podcasts
09:00 @ Cenjor,Lisboa
28
Nov
29
Nov
SEO para Jornalistas
09:00 @ Cenjor, Lisboa