Quinta-feira, 17 de Janeiro, 2019
Prémio

Prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017 entregue no aniversário da Tribuna de Macau

O prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017, no valor de 10 mil euros, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM), com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares foi entregue em Macau, à jornalista Sílvia Gonçalves, pela sua reportagem “Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois”, no decurso da cerimónia comemorativa do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau.
Na recepção em que estiveram presentes o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o Comissário de Auditoria, Ho Veng Ón e o Consul de Portugal, embaixador Vítor Sereno, para além de altas figuras das comunidades portuguesa e chinesa de Macau, o cheque foi entregue por Ambrose So, membro do Conselho de Curadores da Fundação Jorge Álvares, em representação do general Garcia Leandro, presidente da Fundação, e José Rocha Diniz, administrador e fundador do JTM.

Falando na cerimónia, Rocha Diniz assinalou que este prémio foi o primeiro momento em que se materializou o acordo de cooperação entre o Clube Português de Imprensa e o Jornal Tribuna de Macau assinado no ano passado, salientando que espera poder avançar com esta e outras acções no futuro”.

 

O administrador da Tribuna teve palavras de agradecimento ao Clube Português de Imprensa, à Fundação Jorge Álvares e aos membros do júri que para além de si, foi constituído por Dinis de Abreu (que presidiu), e os jornalistas José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e José António Silva Pires, também do CPI.

O trabalho de Sílvia Gonçalves, publicado no jornal de Macau “Ponto Final” concorrente do JTM foi atribuído, por unanimidade, pelo júri que realçou a "originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa".

"Trata-se de um texto que não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha, contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia", sublinhou então, o júri, em comunicado o júri.

 

Distribuídas acções a trabalhadores do JTM

 

Durante as comemorações do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau, o administrador do jornal salientou que neste momento, o JTM já é o jornal local de informação geral em Língua Portuguesa que sobreviveu mais tempo em toda a história de Macau e anunciou a distribuição de acções da empresa que publica o jornal, por alguns dos trabalhadores que há mais tempo fazem parte dos quadros, decisão inédita no jornalismo de Macau.

 

 

 

 

 

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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