Segunda-feira, 25 de Março, 2019
Prémio

Prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017 entregue no aniversário da Tribuna de Macau

O prémio de Jornalismo da Lusofonia 2017, no valor de 10 mil euros, instituído pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e o Jornal Tribuna de Macau (JTM), com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares foi entregue em Macau, à jornalista Sílvia Gonçalves, pela sua reportagem “Floriram por Pessanha as rosas bravas, 150 anos depois”, no decurso da cerimónia comemorativa do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau.
Na recepção em que estiveram presentes o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, o Comissário de Auditoria, Ho Veng Ón e o Consul de Portugal, embaixador Vítor Sereno, para além de altas figuras das comunidades portuguesa e chinesa de Macau, o cheque foi entregue por Ambrose So, membro do Conselho de Curadores da Fundação Jorge Álvares, em representação do general Garcia Leandro, presidente da Fundação, e José Rocha Diniz, administrador e fundador do JTM.

Falando na cerimónia, Rocha Diniz assinalou que este prémio foi o primeiro momento em que se materializou o acordo de cooperação entre o Clube Português de Imprensa e o Jornal Tribuna de Macau assinado no ano passado, salientando que espera poder avançar com esta e outras acções no futuro”.

 

O administrador da Tribuna teve palavras de agradecimento ao Clube Português de Imprensa, à Fundação Jorge Álvares e aos membros do júri que para além de si, foi constituído por Dinis de Abreu (que presidiu), e os jornalistas José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e José António Silva Pires, também do CPI.

O trabalho de Sílvia Gonçalves, publicado no jornal de Macau “Ponto Final” concorrente do JTM foi atribuído, por unanimidade, pelo júri que realçou a "originalidade da abordagem e a forma como foi construída a narrativa".

"Trata-se de um texto que não se limitou a ser evocativo dos 150 anos de Camilo Pessanha, contribuindo para o conhecimento do poeta e da sua relação estreita com a lusofonia", sublinhou então, o júri, em comunicado o júri.

 

Distribuídas acções a trabalhadores do JTM

 

Durante as comemorações do 35º aniversário do Jornal Tribuna de Macau, o administrador do jornal salientou que neste momento, o JTM já é o jornal local de informação geral em Língua Portuguesa que sobreviveu mais tempo em toda a história de Macau e anunciou a distribuição de acções da empresa que publica o jornal, por alguns dos trabalhadores que há mais tempo fazem parte dos quadros, decisão inédita no jornalismo de Macau.

 

 

 

 

 

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Filho de Fernando Santos e Castro, que presidiu à Camara Municipal de Lisboa e foi o último governador português em Angola, Ribeiro e Castro nasceu em Lisboa  a 24 de Dezembro de 1953. É casado e tem três filhas e um filho.

Risco de nova “ordem mundial de Informação” sob modelo chinês Ver galeria

No contexto da visita do Presidente Xi Jinping a vários países europeus, para promover as “novas rotas da seda” das ambições económicas e geo-estratégicas da China, importa prestar também atenção à “nova ordem mundial da Informação” contida no projecto geral. Segundo um relatório muito recente dos Repórteres sem Fronteiras, o governo chinês, seguro do controlo que já exerce sobre os media nacionais e a Internet no seu próprio espaço, deseja impor um vocabulário “ideologicamente correcto” também fora de fronteiras.

E procura consegui-lo por uma panóplia de meios, que vão desde a sedução dos media ou jornalistas estrangeiros até várias formas de pressão ou mesmo intimidação.

“Há dez anos punha-se a questão de melhorar a situação na China. Mas, enquanto ONG de defesa da liberdade de Imprensa e dos jornalistas, encontramos cada vez mais dificuldades em ter impacto no país. A questão que se coloca hoje é: de que modo podem as democracias defender-se da influência mediática chinesa?”  - diz Cédric Alviani, presentante dos RSF para a Ásia Oriental.

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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