Segunda-feira, 16 de Setembro, 2019
O Clube

Um site com vocação de futuro


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

Há um quase silêncio crepuscular à volta das profundas transformações que estão a mudar a paisagem mediática, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, como se os jornalistas  e os meios tivessem medo de debater o  futuro - ou o seu destino.

As redacções perdem regularmente efectivos, aumentando o número de jornalistas desempregados ou colocados numa situação de emprego precário. Mas não se vislumbra uma reacção ou um estremecimento  entre os profissionais em risco iminente. Ficam-se por atavismos paroquiais e por referendos de inspiração sindical, que nada adiantam, salvo para um conselho deontológico inexistente, preocupado apenas em fazer “prova de vida”.

Se descontarmos o último Congresso de Jornalistas - realizado após um longo interregno de vários anos -, o debate sobre os problemas do sector está ausente da iniciativa dos jornalistas e das empresas editoras - e mesmo das suas associações representativas. A quem duvidar recomenda-se a consulta dos respectivos sites,   elucidativa do vazio ou do marasmo em que se caiu.

Foi essa lacuna que este site do CPI procurou de algum modo contrariar. Para isso contámos, também, com  duas prestigiadas e preciosas parcerias -  o Observatório de Imprensa do Brasil e a APM – Asociacion de la Prensa de Madrid, e dos seus Cuadernos de Periodismo.

O resultados desse esforço, não raramente solitário,  foi o aumento continuado de visitantes , do número de páginas consultadas e do tempo médio de permanência no site.

Pela análise do perfil dos frequentadores , observa-se que o site já extravasou há muito o universo de jornalistas portugueses e é seguido, também, fora das fronteiras físicas do País.

E esse é o desafio da Internet  e uma consoladora realidade que nos obriga a melhorar e a continuarmos atentos a tudo o que possa  modificar  a relação de confiança  entre produtores e receptores da informação.

O futuro constrói-se todos os dias. Infelizmente, não falta entre nós quem esteja agarrado ao passado,  como se tivesse futuro.     

Connosco
Portugal entre os que menos pagam por jornalismo na Internet Ver galeria

“Em Portugal, o número de consumidores de notícias que pagam por jornalismo online baixou 2% em relação ao ano passado. Hoje são apenas 7% o total de leitores pagantes. Se considerarmos apenas os que têm uma assinatura recorrente, o número desce para 5%”, refere João Pedro Pereira, num artigo do jornal Público, intitulado “Quem Paga o Poder”.

O colunista lembra que após a massificação da Internet, ocorrida na década de 90, do século passado, começaram as quebras nas vendas de jornais e revistas. Os números do Instituto Nacional de Estatística, revelam que o número total de exemplares vendidos caiu 40% entre 2011 e 2017.

A grande quebra nas vendas de jornais foi acompanhada da redução, também drástica do segmento da publicidade, que, segundo o mesmo Instituto, caiu 41% entre 2008 e 2017.
O dilema dos conteúdos pagos como resposta à quebra de receitas Ver galeria

 

Num contexto de crise, o conteúdo pago ganha maior relevo, sendo considerado um mal necessário por muitos órgãos de comunicação social.  Mas será que é possível haver qualidade nos textos patrocinados? Esta é a questão levantada por Lívia Souza Vieira, num artigo reproduzido no site do Observatório de Imprensa do Brasil, com a qual o CPI mantém um acordo de parceria.

A professora de jornalismo, cita The  New York Times e a revista The Atlantic, como exemplos de duas publicações de referência, onde esse passo para a qualidade parece ter sido dado.

O primeiro, quando publicou uma peça paga pela Netflix, sobre as particularidades do sistema prisional feminino, integrado numa campanha da série televisiva, “Orange is the new black”, que teve a vantagem de abordar um tema normalmente esquecido pelas agendas.

No segundo caso, salienta-se o facto de a publicação ter revisto e actualizado as regras e procedimentos para publicação de conteúdos pagos.

O Clube


Retomamos este site do Clube num ambiente depressivo para os media portugueses. Os dados da APCT  que inserimos noutro espaço, relativos ao primeiro semestre do ano, confirmam uma tendência decrescente da circulação impressa, afectando a quase totalidade dos jornais.

Pior: na maior parte dos casos a subscrição digital está longe de compensar essas perdas, havendo ainda situações em vias de um desfecho crítico.


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