null, 23 de Setembro, 2018
Media

Quebra acentuada nas vendas de jornais e revistas agrava mercado da Imprensa

Todos os jornais de informação geral, diários ou semanários, registaram uma quebra nas vendas da sua edição impressa, até ao final do oitavo mês de 2017. O Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, os quatro diários generalistas auditados pela APCT, venderam em média menos 16.951 exemplares por dia ao longo deste período. Juntos, venderam uma média de 163.053 exemplares por dia, o que significa uma quebra de 9,4% em relação ao período homólogo em 2016.

À semelhança dos dados de fecho de semestre, no balanço do período de Janeiro a Agosto, nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “no digital, os resultados são positivos para a generalidade dos títulos, uma vez que todos, à excepção do Correio da Manhã, registam crescimentos na circulação digital paga; contudo, o balanço final é pouco animador para os grupos de media nacionais, com o crescimento no digital a não ser capaz de compensar as quebras no papel, sendo a única excepção o Público”. (...) 

“O Correio da Manhã continua a liderar destacado, com uma circulação impressa paga de 88.670 exemplares, número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Agosto deste ano vendeu em média menos 10.439 exemplares por dia (-10,5%) comparativamente à média de 99.109 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” 

“Já a maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias, uma vez que viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 16,2%, de 12.139 exemplares nos primeiros oito meses de 2016 para 10.168 exemplares entre Janeiro e Agosto deste ano.” (...) 

Também o Expresso registou, “entre Janeiro e Agosto deste ano, vendas em papel na casa dos 68.052 exemplares, uma quebra de 7.079 exemplares (-9,4%) face ao período homólogo, altura em que contava com vendas na ordem dos 75.131 exemplares por edição”. (...)

 

Mais informação na M&P

Connosco
CPI e "Tribuna de Macau" instituem Prémios de Ensaio e de Jornalismo da Lusofonia Ver galeria

O Prémio de Jornalismo da Lusofonia, instituído há um ano por iniciativa do jornal Tribuna de Macau, em parceria com o Clube Português de Imprensa, com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares e o apoio do JL – Jornal de Artes, Letras e Ideias, reparte-se, nesta sua segunda edição, por dois: um aberto a textos originais, que passa a designar-se o Prémio Ensaio da Lusofonia, e outro que mantém o título de Prémio de Jornalismo da Lusofonia, destinado a textos já publicados, em suporte papel ou digital.

Mantém-se o espírito original de distinguir trabalhos “no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”.

O Regulamento do Prémio de Lusofonia vem incluído na segunda imagem que acompanha este texto.

O efeito da revolução digital sobre a arquitectura das redacções Ver galeria

A transformação, no jornalismo, é tão rápida que até os novos termos ficam desactualizados sem que demos conta disso. Pior ainda, sem que os tenhamos sequer assimilado correctamente. É o caso da “convergência redaccional”, ou integração dos vários elementos da redacção no seu espaço reajustado. Esta reflexão é desenvolvida por Félix Bahón, jornalista, docente e investigador do Instituto para la Innovación Periodística, e foi publicada no nº 22 de Cuadernos de Periodistas, da Asociación de la Prensa de Madrid, com a qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

Lançado em Novembro de 2015, este site do Clube Português de Imprensa tem desenvolvido, desde então, um trabalho de acompanhamento das tendências dominantes, quer no mercado de Imprensa, quer nos media audiovisuais em geral e na Internet em particular.

Interessa-nos, também, debater o jornalismo e o modo como é exercido, em Portugal e fora de fronteiras,  cumprindo um objectivo que está na génese desta Associação.


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