Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Media

Quebra acentuada nas vendas de jornais e revistas agrava mercado da Imprensa

Todos os jornais de informação geral, diários ou semanários, registaram uma quebra nas vendas da sua edição impressa, até ao final do oitavo mês de 2017. O Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, os quatro diários generalistas auditados pela APCT, venderam em média menos 16.951 exemplares por dia ao longo deste período. Juntos, venderam uma média de 163.053 exemplares por dia, o que significa uma quebra de 9,4% em relação ao período homólogo em 2016.

À semelhança dos dados de fecho de semestre, no balanço do período de Janeiro a Agosto, nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “no digital, os resultados são positivos para a generalidade dos títulos, uma vez que todos, à excepção do Correio da Manhã, registam crescimentos na circulação digital paga; contudo, o balanço final é pouco animador para os grupos de media nacionais, com o crescimento no digital a não ser capaz de compensar as quebras no papel, sendo a única excepção o Público”. (...) 

“O Correio da Manhã continua a liderar destacado, com uma circulação impressa paga de 88.670 exemplares, número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Agosto deste ano vendeu em média menos 10.439 exemplares por dia (-10,5%) comparativamente à média de 99.109 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” 

“Já a maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias, uma vez que viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 16,2%, de 12.139 exemplares nos primeiros oito meses de 2016 para 10.168 exemplares entre Janeiro e Agosto deste ano.” (...) 

Também o Expresso registou, “entre Janeiro e Agosto deste ano, vendas em papel na casa dos 68.052 exemplares, uma quebra de 7.079 exemplares (-9,4%) face ao período homólogo, altura em que contava com vendas na ordem dos 75.131 exemplares por edição”. (...)

 

Mais informação na M&P

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...