Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Quebra acentuada nas vendas de jornais e revistas agrava mercado da Imprensa

Todos os jornais de informação geral, diários ou semanários, registaram uma quebra nas vendas da sua edição impressa, até ao final do oitavo mês de 2017. O Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, os quatro diários generalistas auditados pela APCT, venderam em média menos 16.951 exemplares por dia ao longo deste período. Juntos, venderam uma média de 163.053 exemplares por dia, o que significa uma quebra de 9,4% em relação ao período homólogo em 2016.

À semelhança dos dados de fecho de semestre, no balanço do período de Janeiro a Agosto, nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “no digital, os resultados são positivos para a generalidade dos títulos, uma vez que todos, à excepção do Correio da Manhã, registam crescimentos na circulação digital paga; contudo, o balanço final é pouco animador para os grupos de media nacionais, com o crescimento no digital a não ser capaz de compensar as quebras no papel, sendo a única excepção o Público”. (...) 

“O Correio da Manhã continua a liderar destacado, com uma circulação impressa paga de 88.670 exemplares, número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Agosto deste ano vendeu em média menos 10.439 exemplares por dia (-10,5%) comparativamente à média de 99.109 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” 

“Já a maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias, uma vez que viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 16,2%, de 12.139 exemplares nos primeiros oito meses de 2016 para 10.168 exemplares entre Janeiro e Agosto deste ano.” (...) 

Também o Expresso registou, “entre Janeiro e Agosto deste ano, vendas em papel na casa dos 68.052 exemplares, uma quebra de 7.079 exemplares (-9,4%) face ao período homólogo, altura em que contava com vendas na ordem dos 75.131 exemplares por edição”. (...)

 

Mais informação na M&P

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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Opinião
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