Quinta-feira, 21 de Março, 2019
Media

Quebra acentuada nas vendas de jornais e revistas agrava mercado da Imprensa

Todos os jornais de informação geral, diários ou semanários, registaram uma quebra nas vendas da sua edição impressa, até ao final do oitavo mês de 2017. O Correio da Manhã, o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o Público, os quatro diários generalistas auditados pela APCT, venderam em média menos 16.951 exemplares por dia ao longo deste período. Juntos, venderam uma média de 163.053 exemplares por dia, o que significa uma quebra de 9,4% em relação ao período homólogo em 2016.

À semelhança dos dados de fecho de semestre, no balanço do período de Janeiro a Agosto, nenhum dos títulos de informação geral diária e semanal, incluindo o Expresso e as newsmagazines Sábado e Visão, escapou às quebras na circulação impressa paga. 

Segundo a Meios & Publicidade, que aqui citamos, “no digital, os resultados são positivos para a generalidade dos títulos, uma vez que todos, à excepção do Correio da Manhã, registam crescimentos na circulação digital paga; contudo, o balanço final é pouco animador para os grupos de media nacionais, com o crescimento no digital a não ser capaz de compensar as quebras no papel, sendo a única excepção o Público”. (...) 

“O Correio da Manhã continua a liderar destacado, com uma circulação impressa paga de 88.670 exemplares, número que representa, no entanto, a maior quebra em volume, já que entre Janeiro e Agosto deste ano vendeu em média menos 10.439 exemplares por dia (-10,5%) comparativamente à média de 99.109 exemplares diários vendidos em igual período de 2016.” 

“Já a maior quebra em termos percentuais pertenceu ao Diário de Notícias, uma vez que viu a sua circulação impressa paga cair na ordem dos 16,2%, de 12.139 exemplares nos primeiros oito meses de 2016 para 10.168 exemplares entre Janeiro e Agosto deste ano.” (...) 

Também o Expresso registou, “entre Janeiro e Agosto deste ano, vendas em papel na casa dos 68.052 exemplares, uma quebra de 7.079 exemplares (-9,4%) face ao período homólogo, altura em que contava com vendas na ordem dos 75.131 exemplares por edição”. (...)

 

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Onde os jornalistas revelam uma relação de amor-e-ódio com gravadores Ver galeria

Há jornalistas que fazem questão de dizer que nunca gravaram uma entrevista. Há os que não dispensam o seu gravador de som. Há os que gravam e “filmam” com o telemóvel, explicando que só o vídeo acrescenta a expressão facial.

Há os que são mesmo opostos ao uso do gravador, e explicam porquê. E há os que decidem em que casos se deve levar um gravador  - cuja simples presença pode alterar a disponibilidade do entrevistado.

Há os que se gabam da sua velocidade de escrita e memória do que foi dito, e há os que consideram os que fazem isto como desleixados ou demasiado confiantes. E, finalmente, há situações em que, até por lei [por exemplo nos EUA], não se pode gravar nem filmar nem fotografar.

Matthew Kassel, um freelancer com obra publicada em The New York Times e The Wall Street Journal, interessou-se por esta questão e reuniu os depoimentos de 18 jornalistas sobre os vários lados da questão.

Quando há leitores menos interessados na independência do jornal Ver galeria

Mais de 33 mil leitores do jornal espanhol eldiario.es  são assinantes, o que significa que pagam 60 euros por ano para ler os mesmos textos que são lidos de graça por oito milhões de pessoas por mês, sem pagarem um cêntimo.

“Supõe-se que o fazem por convicção, por apoio a um projecto digital que pertence exclusivamente a jornalistas, sem grandes empresas ou bancos entre os accionistas. Sem um grupo mediático por detrás.” (...) “Supõe-se que o fazem porque, graças a esse dinheiro, existe uma plataforma mediática independente que tem orgulho na sua independência e que aposta em conteúdos de qualidade.”

No entanto, quando eldiário.es publicou uma revelação embaraçosa para uma ministra do Governo do PSOE, houve quem suspendesse a assinatura, acusando o jornal de estar “a fazer o jogo da direita”.

O que remete para a pergunta que faz o título do artigo sobre uma entrevista que Ignacio Escolar, fundador e director do jornal referido, fez ao jornalista Iñaki Gabilondo: “E se os leitores não quiserem media livres?”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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