Sexta-feira, 18 de Janeiro, 2019
Media

Impresa melhora resultados, mas continua negativa

A Impresa conseguiu, nos primeiros nove meses de 2017, uma melhoria de 71,8% no seu resultado líquido, comparado com os prejuízos de 585 mil euros do período homólogo anterior. Há a registar, também, um crescimento de 2,8% na receita publicitária e uma ligeira subida de 0,9% nas receitas de circulação, o que não impede que as receitas totais tenham sofrido uma quebra de 2,3%. A Impresa continua, deste modo, em terreno negativo, de – 165 mil euros. Os dados constam do relatório enviado pelo grupo à CNVM.

Segundo notícia da M&P, que aqui citamos, “a descida ficou a dever-se sobretudo a uma quebra na ordem dos 31,9% no item Outras Receitas, cujo valor caiu dos 17,8 milhões para os 12,1 milhões de euros, à qual se acrescenta ainda uma ligeira redução de 0,5% nas receitas provenientes da subscrição de canais”. (...) 

O sinal positivo é dado “pelo crescimento das receitas totais no terceiro trimestre, que subiram 4,3%, de 45,3 milhões para 47,3 milhões de euros, quando comparadas com o trimestre homólogo em 2016”. Entre os dois períodos, há  “uma subida de 10,5% nas receitas publicitárias, fixadas em 26,4 milhões de euros, quando no terceiro trimestre do último ano ficaram pelos 23,9 milhões de euros”. (...) 

“A fechar estes primeiros nove meses do ano, o grupo que detém a SIC e títulos como o Expresso ou a Visão, e que está neste momento a analisar a alienação de títulos no segmento de publishing, destaca ainda a redução da dívida em 7,9 milhões de euros face ao período homólogo em 2016, com a mesma a fixar-se agora nos 192,6 milhões de euros.” 

“Analisando os resultados do grupo por segmento, as receitas de televisão foram de 111,1 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2017 (-2,2%), enquanto as receitas da área de publishing representaram cerca de 34 milhões de euros (-3,7%).” (...) 

“Embora com um volume de negócio com menor peso nos resultados do grupo, o segmento de publishing, que a Impresa pretende alienar para se focar na televisão e multimédia, apresenta um lucro de 1,2 milhões de euros, valor que representa um disparo na ordem dos 1021,6% comparativamente ao lucro de apenas 107,8 mil euros obtido entre Janeiro e Setembro de 2016. Um resultado que tem origem sobretudo do lado dos custos e não da receita, já que esta regista uma quebra de 3,7%.” (...)

“Sobre o futuro desta área, a Impresa recorda no comunicado enviado à CMVM que no passado mês de Agosto iniciou ‘um processo de avaliação do seu portfólio na área do Publishing, que poderia implicar a alienação desses activos, com vista a efectuar um reposicionamento estratégico da sua actividade’, confirmando que ‘recebeu manifestações de interesse, as quais estão a ser analisadas’.” (...) 

 

A notícia citada, na íntegra, na Meios & Publicidade

Connosco
António Martins da Cruz em Janeiro no ciclo de jantares-debate “Portugal: que País vai a votos?” Ver galeria

O próximo orador-convidado do novo ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?” é o embaixador António Martins da Cruz, um observador atento, persistente e ouvido da realidade portuguesa, que aceitou estar connosco.

A conferência está marcada para o próximo dia 24 de Janeiro na Sala da Biblioteca do Grémio Literário, dando continuidade à iniciativa lançada há cinco anos pelo CPI -  Clube Português de Imprensa, em parceria com o CNC – Centro Nacional de Cultura e o próprio Grémio.

Político e diplomata, António Manuel de Mendonça Martins da Cruz nasceu a 28 de Dezembro de 1946, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, fez ainda estudos de pós-graduação na Universidade de Genebra, na Suíça.

Edição especial de "Charlie Hebdo" no aniversário do atentado Ver galeria

A revista satírica francesa Charlie Hebdo recordou o atentado de 7 de Janeiro de 2015, contra a sua redacção, publicando uma edição especial com a capa acima reproduzida, mostrando a imagem de um cardeal católico e um imã muçulmano soprando a chama de uma vela. Partindo desta imagem, o jornalista Rui Martins sugere que “ambos desejam a mesma coisa, em nome de Jesus ou Maomé: o advento do obscurantismo, para se apagar, enfim, o Iluminismo e mergulharmos novamente num novo período de trevas”.

Segundo afirma, “esse número especial não quer apenas relembrar a chacina, Charlie Hebdo vai mais longe”:
“Esse novo milénio, profetizado pelo francês André Malraux como religioso, será mais que isso. Será fundamentalista, fanático, intolerante e irá pouco a pouco asfixiar os livres pensadores até acabar por completo com o exercício da livre expressão.”

No Observatório da Imprensa do Brasil, com o qual mantemos um acordo de parceria.

O Clube

O Novo Ano não se antevê fácil para os media e para o jornalismo.

Sobram os indicadores pessimistas, nos jornais, com a queda acentuada de  vendas,  e nas televisões, temáticas ou generalistas, com audiências degradadas e uma tendência em ambos os casos para a tabloidização, como forma  já desesperada de fidelização de  leitores e espectadores, atraídos por outras fontes de informação e de entretenimento.


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