Quarta-feira, 17 de Julho, 2019
Media

Impresa melhora resultados, mas continua negativa

A Impresa conseguiu, nos primeiros nove meses de 2017, uma melhoria de 71,8% no seu resultado líquido, comparado com os prejuízos de 585 mil euros do período homólogo anterior. Há a registar, também, um crescimento de 2,8% na receita publicitária e uma ligeira subida de 0,9% nas receitas de circulação, o que não impede que as receitas totais tenham sofrido uma quebra de 2,3%. A Impresa continua, deste modo, em terreno negativo, de – 165 mil euros. Os dados constam do relatório enviado pelo grupo à CNVM.

Segundo notícia da M&P, que aqui citamos, “a descida ficou a dever-se sobretudo a uma quebra na ordem dos 31,9% no item Outras Receitas, cujo valor caiu dos 17,8 milhões para os 12,1 milhões de euros, à qual se acrescenta ainda uma ligeira redução de 0,5% nas receitas provenientes da subscrição de canais”. (...) 

O sinal positivo é dado “pelo crescimento das receitas totais no terceiro trimestre, que subiram 4,3%, de 45,3 milhões para 47,3 milhões de euros, quando comparadas com o trimestre homólogo em 2016”. Entre os dois períodos, há  “uma subida de 10,5% nas receitas publicitárias, fixadas em 26,4 milhões de euros, quando no terceiro trimestre do último ano ficaram pelos 23,9 milhões de euros”. (...) 

“A fechar estes primeiros nove meses do ano, o grupo que detém a SIC e títulos como o Expresso ou a Visão, e que está neste momento a analisar a alienação de títulos no segmento de publishing, destaca ainda a redução da dívida em 7,9 milhões de euros face ao período homólogo em 2016, com a mesma a fixar-se agora nos 192,6 milhões de euros.” 

“Analisando os resultados do grupo por segmento, as receitas de televisão foram de 111,1 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2017 (-2,2%), enquanto as receitas da área de publishing representaram cerca de 34 milhões de euros (-3,7%).” (...) 

“Embora com um volume de negócio com menor peso nos resultados do grupo, o segmento de publishing, que a Impresa pretende alienar para se focar na televisão e multimédia, apresenta um lucro de 1,2 milhões de euros, valor que representa um disparo na ordem dos 1021,6% comparativamente ao lucro de apenas 107,8 mil euros obtido entre Janeiro e Setembro de 2016. Um resultado que tem origem sobretudo do lado dos custos e não da receita, já que esta regista uma quebra de 3,7%.” (...)

“Sobre o futuro desta área, a Impresa recorda no comunicado enviado à CMVM que no passado mês de Agosto iniciou ‘um processo de avaliação do seu portfólio na área do Publishing, que poderia implicar a alienação desses activos, com vista a efectuar um reposicionamento estratégico da sua actividade’, confirmando que ‘recebeu manifestações de interesse, as quais estão a ser analisadas’.” (...) 

 

A notícia citada, na íntegra, na Meios & Publicidade

Connosco
Confirma-se que as más notícias são as que correm mais depressa Ver galeria

Todos ouvimos alguma vez dizer, no início da profissão, que a aterragem segura de mil aviões não é notícia, mas o despenhamento de um só já passa a ser.
A classificação do que é “noticiável” teve sempre alguma preferência por esse lado negativo: “a guerra mais do que a paz, os crimes mais do que a segurança, o conflito mais do que o acordo”.

“Sabemos hoje que nem sempre a audiência segue estas escolhas; muitos encaram os noticiários como pouco mais do que uma fonte de irritação, impotência, ansiedade, stress  e um geral negativismo.”

Sabemos também que cresce a percentagem dos que já se recusam a “consumir” a informação jornalística dominante por terem esta mesma sensação.  

A reflexão inicial é de Joshua Benton, fundador e director do Nieman Journalism Lab, na Universidade de Harvard.

As questões “que incomodam” no Festival Internacional de Jornalismo Ver galeria

Jornalistas e gilets jaunes  tiveram, em Couthures, o seu frente-a-frente de revisão da matéria dada. Terminado o quarto Festival Internacional de Jornalismo, o jornal  Le Monde, seu organizador, conta agora, numa série de reportagens, o que se passou neste evento de Verão nas margens do rio Garonne  - e um dos pontos altos foi uma espécie de “Prós e Contras”, incluindo a sua grande-repórter Florence Aubenas, que encontrou a agressividade das ruas em Dezembro de 2018, mais Céline Pigalle, que chefia a redacção do canal BFM-TV, especialmente detestado pelos manifestantes, e do outro lado seis representantes assumidos do movimento, da região de Marmande.

O debate foi vivo, e a confrontação verbal, por vezes, agressiva. Houve também um esforço de esclarecimento e momentos de auto-crítica.  Depois do “julgamento” final, uma encenação com acusadores (o público), réus (os jornalistas), alguns reconhecendo-se culpados com “circunstâncias atenuantes”, outros assumindo o risco de “prisão perpétua”, a conclusão de uma participante:

“Ficam muito bem as boas decisões durante o Festival. Só que vocês vão esquecer durante onze meses, e voltam iguais para o ano que vem. Mas eu volto também e fico agradecida.”

O Clube


Lançado em Novembro de 2015, este site tem vindo a conquistar uma audiência crescente, traduzida no número de visitantes e de sessões e do tempo médio despendido. É reconfortante e  encorajador, para um projecto concebido para ser um espaço de informação e de reflexão sobre os problemas que se colocam, de uma forma cada vez mais aguda, ao jornalismo e aos  media.

Observa-se , aliás, ressalvadas as excepções , que a problemática dos media , desde a precariedade  dos seus quadros às incertezas do futuro -  quer no plano tecnológico  quer no editorial - , raramente  constitui  tema de debate  nas páginas dos jornais, e menos ainda nas  suas versões  online ou nos audiovisuais. É um assunto quase tabú.


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Opinião
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Composição Fotográfica
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Set