Sexta-feira, 23 de Fevereiro, 2018
Media

Impresa melhora resultados, mas continua negativa

A Impresa conseguiu, nos primeiros nove meses de 2017, uma melhoria de 71,8% no seu resultado líquido, comparado com os prejuízos de 585 mil euros do período homólogo anterior. Há a registar, também, um crescimento de 2,8% na receita publicitária e uma ligeira subida de 0,9% nas receitas de circulação, o que não impede que as receitas totais tenham sofrido uma quebra de 2,3%. A Impresa continua, deste modo, em terreno negativo, de – 165 mil euros. Os dados constam do relatório enviado pelo grupo à CNVM.

Segundo notícia da M&P, que aqui citamos, “a descida ficou a dever-se sobretudo a uma quebra na ordem dos 31,9% no item Outras Receitas, cujo valor caiu dos 17,8 milhões para os 12,1 milhões de euros, à qual se acrescenta ainda uma ligeira redução de 0,5% nas receitas provenientes da subscrição de canais”. (...) 

O sinal positivo é dado “pelo crescimento das receitas totais no terceiro trimestre, que subiram 4,3%, de 45,3 milhões para 47,3 milhões de euros, quando comparadas com o trimestre homólogo em 2016”. Entre os dois períodos, há  “uma subida de 10,5% nas receitas publicitárias, fixadas em 26,4 milhões de euros, quando no terceiro trimestre do último ano ficaram pelos 23,9 milhões de euros”. (...) 

“A fechar estes primeiros nove meses do ano, o grupo que detém a SIC e títulos como o Expresso ou a Visão, e que está neste momento a analisar a alienação de títulos no segmento de publishing, destaca ainda a redução da dívida em 7,9 milhões de euros face ao período homólogo em 2016, com a mesma a fixar-se agora nos 192,6 milhões de euros.” 

“Analisando os resultados do grupo por segmento, as receitas de televisão foram de 111,1 milhões de euros nestes primeiros nove meses de 2017 (-2,2%), enquanto as receitas da área de publishing representaram cerca de 34 milhões de euros (-3,7%).” (...) 

“Embora com um volume de negócio com menor peso nos resultados do grupo, o segmento de publishing, que a Impresa pretende alienar para se focar na televisão e multimédia, apresenta um lucro de 1,2 milhões de euros, valor que representa um disparo na ordem dos 1021,6% comparativamente ao lucro de apenas 107,8 mil euros obtido entre Janeiro e Setembro de 2016. Um resultado que tem origem sobretudo do lado dos custos e não da receita, já que esta regista uma quebra de 3,7%.” (...)

“Sobre o futuro desta área, a Impresa recorda no comunicado enviado à CMVM que no passado mês de Agosto iniciou ‘um processo de avaliação do seu portfólio na área do Publishing, que poderia implicar a alienação desses activos, com vista a efectuar um reposicionamento estratégico da sua actividade’, confirmando que ‘recebeu manifestações de interesse, as quais estão a ser analisadas’.” (...) 

 

A notícia citada, na íntegra, na Meios & Publicidade

Connosco
Joana Marques Vidal em Março no novo ciclo de jantares-debate Ver galeria

Magistrada do Ministério Público de carreira desde 1979, Joana Marques Vidal é a próxima oradora-convidada, a 14 de Março,   no ciclo de jantares-debate subordinado ao tema “O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opções”, promovido pelo Clube Português de Imprensa em parceria com o CNC - Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário.

Nomeada Procuradora- Geral da República, em Outubro de 2012  pelo então Presidente Aníbal Cavaco Silva, Joana Marques Vidal foi a primeira mulher a ocupar o cargo em Portugal em 180 anos de magistratura do Ministério Público. O seu mandato, que ficará certamente na história, termina em Outubro, sendo ainda uma incógnita se será ou não reconduzida.   

Com uma personalidade reservada, e intervenções públicas muito espaçadas,  a sua presença neste ciclo representará decerto um importante contributo para o debate em curso sobre a Justiça.

  

 

 

Utilização de "drones" por jornalistas com "regime específico" Ver galeria

A Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgou o parecer que lhe fora pedido pelo secretário de Estado das Infraestruturas sobre o novo regime jurídico para a utilização de aeronaves de controlo remoto (drones), recomendando uma reformulação do projecto de decreto-lei já elaborado. No âmbito da sua competência específica, esta Comissão adverte que o novo regime não pode limitar-se a acautelar a segurança e a responsabilidade civil, “deixando de fora” a tutela da privacidade. É também recomendada a criação de um “regime específico” para a captação por jornalistas.

O Clube


Este
site do Clube Português de Imprensa nasceu  em Novembro de 2015. Poderia ter sido lançado, como outros congéneres, apenas com o objectivo de ser um espaço informativo sobre as actividades prosseguidas pelo Clube e uma memória permanente do seu histórico  de quase meio século . Mas foi mais ambicioso.

Nestes dois anos decorridos quisemos ser, também, um espaço de reflexão sobre as questões mais prementes que se colocam hoje aos jornalistas e às empresas jornalísticas, perante a mudança de paradigma, com efeitos dramáticos em não poucos casos.

Os trabalhos inseridos e arquivados neste site constituem já um acervo invulgar , até pela estranha desatenção com que os media generalistas  seguem o fenómeno, que está a afectá-los gravemente e do qual  serão, afinal, as primeiras vítimas.

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Opinião
Em 2021, quando terminar o mandato do próximo Conselho de Administração da RTP, como vai ser a televisão? Tudo indica que os canais generalistas continuarão a perder espectadores e que o tempo consagrado por cada pessoa a ver estações de televisão tradicionais continuará a diminuir. Em contrapartida, o visionamento em streaming, da Netflix, Amazon ou de outras plataformas que surjam entretanto continuará a crescer. Há...
O essencial da palestra que o conhecido jurista e comentador político António Lobo Xavier veio proferir, no passado dia 24 de janeiro, no  Grémio Literário pode resumir-se a uma frase que ele disse na parte final da sua intervenção: "não há distribuição sem crescimento". Aconteceu isto na terceira conferência do ciclo "O estado do Estado: Estado, Sociedade, Opcões", uma iniciativa do Clube de Imprensa em...
O novo livro do jornalista americano Howard Kurtz, “Media Madness: Donald Trump, the Press, and the War Over the Truth”, lançado pela editora Regnery em 29 de Janeiro - por coincidência intencional ou não, na véspera do primeiro discurso “State of the Union” de  Trump perante o Congresso, marcado para o dia seguinte - é um marco oportuno e de leitura imprescindível para quem acompanhe, por interesse profissional ou...
“The Post”, o filme de Spielberg sobre a divulgação, em 1971, de documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Vietname levou-me a recordar que, nessa altura, como jovem jornalista do “Diário Popular”, sugeri que o jornal publicasse parte dessas revelações. A sugestão foi aceite e, por isso, traduzi e talvez tenha resumido (não me lembro bem) alguns dos artigos que o “Washington Post”...
Os últimos dados auditados pela APCT, no ano findo, estão longe de serem tranquilizadores sobre a boa saúde da Imprensa escrita.  De um modo geral,  os generalistas  continuam  a perder vendas em banca e os raros que escapam a essa erosão fatal não exibem subidas convincentes. Um dos recuos mais evidentes é o do centenário “Diário de  Noticias”,  que já deslizou para uma fasquia...