Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

Revistas competem nos EUA com o ecossistema digital

 

As revistas poderão constituir no futuro um interessante nicho de mercado, quer para leitores com interesses mais segmentados, quer ainda para investimento publicitário.

Perante um ecossistema digital, caracterizado por noticias falsas e por um duvidoso retorno do investimento publicitário -  tendo em conta a reconhecida falsificação dos cliques -, as revistas aparecem como meios sólidos capazes de sensibilizar os leitores e propiciar uma compensação mais segura para as marcas, como conclui o site electrónico media tics, num texto assinado por Miriam Garcimartin.

De facto, as revistas são sinónimo de qualidade para os leitores e oferecem melhores resultados aos anunciantes. Pelo menos, é essa a convicção de Linda Thomas Brooks, CEO da Associação americana de revistas MPA (The Association of Magazine Media), durante uma intervenção no FIPP - World Congress, realizado em Londres.

A MPA procedeu a uma significativa recolha de dados, baseada em várias fontes, incluindo uma compilação de 150 estudos de neurociências, que demostram que o conteúdo impresso produz uma maior participação emocional, compreensão e memória do que a informação em formato digital.

Na sua intervenção, Linda Thomas Brooks assegurou que a retórica que incide na ideia de que o papel impresso está a morrer, não corresponde à realidade. De acordo com estudos recentes, as revistas estão a crescer ou, pelo menos, manifestam-se estáveis nos Estados Unidos. E a realidade é que os consumidores não abandonaram as publicações, antes agregaram outros métodos de consumo, como o Instagram e o Facebook.

Do lado publicitário, a Nielsen Catalina Solutions (NCS) provou que as revistas eram o meio com maior retorno para os anunciantes.

Por aqui se conclui que vai renhida a dialéctica nos Estados Unidos, não sendo a Europa também excepção, entre as virtualidades da oferta digital e a resistência activa dos meios impressos.

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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Opinião
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