Sábado, 17 de Novembro, 2018
Media

Informação aligeirada pode contaminar os "media" como a gripe

A informação ligeira que se troca hoje entre as pessoas, em toda a parte, é comparada a uma doença, transmitida por um vírus. Em princípio, procuramos "evitar ou diminuir o contágio", evitando fisicamente ficar perto de tais pessoas. "Mas eis que chega o colectivo das redes sociais com a promessa de trazer novos ares. E o que fazemos? Entramos todos dentro e fechamos as janelas. Resultado: um óptimo lugar para concentrar e viralizar a estupidez." Esta reflexão é de Alexandre Marini, no Observatório da Imprensa do Brasil, com que mantemos um acordo de parceria."

Como diz o autor:

“Agora a pessoa pode estar do outro lado do planeta, mas não adianta: a estupidez chega até você, na sua cara. Vem assim, no susto  – pá! Não dá nem para virar o rosto. Está na sua timeline.” 

“Fechamos mais janelas, mas não adianta. É parente próximo, parente distante, amigo de infância, colega do trabalho, pessoas que já foram ou são importantes para nós. É muita gente querida gripada, falando, espirrando, respingando estupidez.” (...) 

“Tem quem confunda os próprios preconceitos com capacidade crítica (incluindo arte, tão na moda agora), censura com direito, ideologia com teoria, género com sexo, crença com conhecimento científico, religião com política, conservadorismo com discurso de ódio, diálogo com polarização, o próprio quintal com o mundo, o umbigo com o sol.” (...) 

Alexandre Marini conclui com ironia, propondo, em carta aberta a Mark Zuckerberg, que crie “um filtro temporário”: 

“Um emoticon com máscara no rosto que nos manteria a uma distância relativamente segura daqueles que insistem em espirrar estupidez. Poderíamos classificar, inclusive, alguém como portador de um pequeno resfriado ou até (em seu grau máximo) uma gripe suína, em que o espírito de porco parece já ter tomado conta. Tem certas horas que aproximar, afasta, caro Zuckerberg. Depois, quando melhorassem, voltariam para nossa timeline. Ia ser tão mais saudável. Questão de saúde pública.” (...)

 

O texto na íntegra, no Observatório da Imprensa

Connosco
Bettany Hughes, Prémio Europeu Helena Vaz da Silva a comunicar história e património cultural Ver galeria

A historiadora britânica Bettany Hughes, que recebeu este ano o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, sublinhou a importância da memória em toda a actividade humana, mesmo quando se trata de criar um mundo novo. Reconhecida, tanto a nível académico como no da divulgação científica pela televisão, explicou o seu percurso nesta direcção, que “não foi fácil”, como disse, e terminou com um voto pela “paz e a vida, e ao futuro poderoso da Cultura e da herança”.

Guilherme d’Oliveira Martins, anfitrião da cerimónia, na qualidade de administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentou Bettany Hughes como “uma historiadora que dedicou os últimos vinte cinco anos à comunicação do passado”, não numa visão retrospectiva, mas sim com “uma leitura dinâmica das raízes, da História, do tempo, das culturas, dos encontros e desencontros, numa palavra: da complexidade”.

Graça Fonseca, ministra da Cultura, evocou a figura de Helena Vaz da Silva pelo seu “contributo de excepção para a cultura portuguesa, quer enquanto jornalista e escritora, quer na sua vertente mais institucional”, como Presidente da Comissão Nacional da UNESCO e à frente do Centro Nacional de Cultura.

Para Dinis de Abreu, que interveio na sua qualidade de Presidente do Clube Português de Imprensa, Bettany Hughes persegue, afinal, um objectivo em tudo idêntico ao que um dia Helena Vaz da Silva atribuiu aos seus escritos, resumindo-os como “pequenas pedras que vou semeando”:

“Sabe bem evocar o seu exemplo, numa época instável e amiúde caótica, onde a responsabilidade se dilui por entre sombras e vazios, ocupados por populismos e extremismos, de esquerda e de direita, que vicejam e agravam as incertezas” – disse.

Marçal Grilo abre novo ciclo de jantares-debate em Novembro Ver galeria

O Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário juntam-se, novamente,para promover um novo ciclo de jantares-debate, desta vez subordinado ao tema “Portugal: que País vai a votos?

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O Clube

Foi em Novembro de 2015 que o Clube Português de Imprensa criou este site, consagrado à informação das suas actividades e à divulgação da actualidade relacionada com o que está a acontecer, em Portugal e no mundo, ao jornalismo e aos   jornalistas.

Temos dedicado , também, um espaço significativo às grandes questões em debate sobre a evolução do espaço mediático, designadamente,  em termos éticos e deontológicos,  a par da  transformação das redes sociais em fontes primárias de informação, sobretudo  por parte das camadas mais jovens.


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As notícias falsas e a internet
Francisco Sarsfield Cabral
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